Caio Ribeiro vê erro de Ancelotti em Brasil x Marrocos: 'Não funcionou'

Comentarista analisou as escolhas do treinador italiano na estreia do Brasil

PorLourenço Cavanellas RebelloRio de Janeiro (RJ)
14/06/2026 05:40
Caio Ribeiro revela superstição como jogador, e hoje, comentarista. (Foto: Reprodução)
Caio Ribeiro estava na estreia do Brasil na Copa do Mundo (Foto: Reprodução)

Brasil e Marrocos ficaram no 1 a 1 na estreia das equipes na Copa do Mundo, e o comentarista Caio Ribeiro analisou as escolhas de Carlo Ancelotti. No duelo válido pelo Grupo C, a Seleção Brasileira sofreu, mas conseguiu um empate com gol de Vinícius Júnior ainda na primeira etapa.

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Após a transmissão da partida na TV Globo, Caio Ribeiro, que estava na beira do campo no MetLife Stadium, em Nova Jersey, comentou alguns dos erros do treinador italiano em sua opinião. Entre eles, foram destacadas questões relacionadas à escalação e também às substituições.

Ao longo da sua análise, o comentarista também deu alternativas e apontou o que faria de diferente para a segunda partida do Brasil na Copa do Mundo contra o Haiti.

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— Aposta na escalação não funcionou: colocou Ibañez na lateral, Paquetá aberto pelo lado direito e, principalmente, com Igor Thiago. Lá na frente, ele tem menos mobilidade; você tem Endrick, Matheus Cunha, Rayan… Fez uma aposta e não deu certo. Endrick seria minha escolha já para a próxima partida contra o Haiti — disse Caio.

Ancelotti e Vini Jr na partida entre Brasil e Marrocos na Copa do Mundo (Foto: MAURO PIMENTEL / AFP)
Ancelotti e Vini Jr na partida entre Brasil e Marrocos (Foto: MAURO PIMENTEL / AFP)

Como foi Brasil x Marrocos na Copa do Mundo?

O primeiro tempo da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo esteve longe de ser tranquilo. Escalado com Lucas Paquetá pela direita, Vini Jr pela esquerda e a dupla Igor Thiago e Raphinha centralizada, o Brasil sofreu nos minutos iniciais diante de um Marrocos mais intenso e organizado. Os africanos dominaram os dez primeiros minutos, com duas finalizações, uma para fora e outra bloqueada pela defesa brasileira. A primeira boa chegada da equipe de Ancelotti veio em jogada individual de Vini Jr, que venceu a marcação pela esquerda e cruzou para Igor Thiago, mas o atacante não conseguiu cabecear em direção ao gol.

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A superioridade marroquina foi premiada aos 21 minutos. Em um lançamento em profundidade, Gabriel Magalhães falhou na tentativa de interceptação e deixou Saibari livre para sair cara a cara e encobrir Alisson para abrir o placar para o Marrocos. Do outro lado, Paquetá fazia um primeiro tempo abaixo do esperado, acumulando erros nas saídas de bola e dificultando a construção ofensiva brasileira.

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Mesmo sem grande atuação coletiva, o Brasil encontrou o empate aos 32 minutos. Bruno Guimarães deu um belo passe para Vini Jr, que dominou, cortou o defensor e bateu colocado para fazer 1 a 1. Já nos acréscimos, Paquetá pareceu despertar na partida ao iniciar uma boa jogada pela esquerda. O meia encontrou Douglas Santos, que cruzou para a área, e o jogador do Flamengo tentou um voleio para virar o placar, mas parou na defesa de Bono. O empate acabou sendo o retrato de um primeiro tempo equilibrado após um início de amplo domínio marroquino.

Brasil melhora, mas não consegue criar chances claras

Depois de um primeiro tempo movimentado, a partida perdeu intensidade na etapa final. O Marrocos já não conseguia repetir a pressão dos minutos iniciais e dava sinais claros de desgaste físico, enquanto o Brasil mantinha mais a posse de bola, mas encontrava enormes dificuldades para transformar o domínio territorial em chances reais de gol. Logo na volta do intervalo, Carlo Ancelotti promoveu duas mudanças por precaução: Casemiro e Ibañez, ambos amarelados, deram lugar a Fabinho e Danilo. Aos 16 minutos, o treinador voltou a mexer na equipe, sacando Lucas Paquetá e Igor Thiago para as entradas de Matheus Cunha e Luiz Henrique. Mesmo com as alterações, a Seleção seguiu esbarrando na forte marcação marroquina. Raphinha, discreto durante os 90 minutos, pouco conseguiu produzir ofensivamente.

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A melhor notícia para o Brasil foi a entrada de Matheus Cunha, que deu mais mobilidade ao ataque. Em uma de suas primeiras participações, o atacante encontrou belo passe para Vini Jr, que avançou e cruzou para a área, mas a defesa africana conseguiu afastar o perigo. Com o passar do tempo, o Brasil aumentou a pressão, mas continuou sem criatividade para abrir a última linha rival. Já nos acréscimos, Danilo Santos teve a melhor oportunidade da etapa final, mas parou em grande defesa de Bono. Do outro lado, o Marrocos também assustou no fim: El Aynaoui arriscou de fora da área e obrigou Alisson a fazer a defesa em dois tempos. Sem brilho e com poucas emoções, o segundo tempo confirmou a queda de ritmo da partida e manteve o empate em 1 a 1 até o apito final.

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