Trump vira alvo de resposta de Tuchel antes de França x Inglaterra
Técnico ironiza críticas do presidente dos EUA, assume responsabilidade pela queda para a Argentina

O técnico Thomas Tuchel respondeu às críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, às vésperas da disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo. Durante entrevista coletiva realizada em Miami, o comandante da Inglaterra ironizou os comentários do político sobre a derrota por 2 a 1 para a Argentina na semifinal e afirmou que não pretende entrar em um "jogo de culpados". O treinador também voltou a defender as substituições e mudanças táticas feitas durante a partida, mesmo após a eliminação.
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Ao ser questionado sobre as declarações de Trump, que afirmou que utilizar Harry Kane em uma função mais defensiva foi um erro, Tuchel reagiu com bom humor antes de responder de forma direta. Em seguida, reforçou que toda a responsabilidade pelas escolhas é dele, mas descartou qualquer arrependimento pelas decisões tomadas durante o confronto em Atlanta.
Treinador rejeita críticas e mantém convicção
O técnico afirmou que tomou todas as decisões baseado na experiência, na intuição e na competitividade, buscando ajudar a equipe a conquistar a classificação. Para Tuchel, ninguém é capaz de afirmar que mudanças diferentes teriam alterado o resultado da partida.
— Vocês estão usando Donald Trump como testemunha a seu favor neste caso? Se for mais fácil culpar alguém, eu assumo a culpa. Se esse foi o acordo que vocês esperavam quando assumi o cargo, eu entendo isso, e vocês têm todo o direito de fazer isso, mas não vou participar desse tipo de jogo, porque, para mim, não há ninguém a quem culpar.
— Não me arrependo das minhas decisões. Senti que precisávamos fazer algo diferente pela equipe. Tomei uma decisão com base no meu instinto, na minha intuição, na minha experiência e na minha confiança na nossa capacidade competitiva. Tomei essa decisão para ajudar a equipe e alcançar o resultado, e ninguém sabe qual teria sido o resultado de qualquer outra substituição ou mudança.
O treinador também rebateu as críticas de que a Inglaterra teria adotado uma postura "covarde" depois de abrir o placar com Anthony Gordon. Segundo ele, não acredita nesse tipo de avaliação e prefere enxergar a campanha pelo lado positivo, já que uma vitória sobre a França garantiria o melhor resultado inglês em uma Copa do Mundo nos últimos 60 anos.
— Não leio elogios e não acredito em comentários como esse. Se vencermos o jogo amanhã, teremos o melhor resultado de uma Copa do Mundo em 60 anos. Essa é a perspectiva. Ninguém sabe o resultado de qualquer substituição ou qualquer outra mudança. Se for preciso criar drama e apontar culpados, tudo bem, podem fazer isso. Mas eu tenho o direito de não participar disso.

Eliminação vira "cicatriz" para a Inglaterra
Tuchel admitiu que a derrota para a Argentina ainda pesa no elenco e classificou o resultado como uma "cicatriz" que ficará marcada na equipe. O treinador afirmou que o grupo sente a dor da eliminação e que ela aumenta com o passar dos dias, mas ressaltou que o foco agora é encerrar a competição da melhor forma possível.
— Temos que conviver com isso, essa é a nossa dor, a minha dor pessoal e a dor dos jogadores. Estamos sentindo a maior dor de todas, e essa é a cicatriz que carregamos agora. É uma derrota extremamente dolorosa, e temos que conviver com essa derrota antes de tudo.
— Depois de um certo choque no início, a situação está se tornando cada vez mais dolorosa a cada dia que passa. Isso será uma cicatriz para nós e, infelizmente, não é a primeira e, provavelmente, não será a última.

Mesmo reconhecendo a frustração, o treinador destacou a importância da disputa pelo terceiro lugar. Segundo ele, nenhuma das quatro seleções semifinalistas queria estar em Miami, mas a partida representa uma oportunidade de conquistar a melhor campanha inglesa em Mundiais desde o título de 1966.
— Ninguém quer estar nessa partida amanhã. Todas essas quatro seleções que se classificaram para as semifinais queriam estar em Nova York, mas é uma partida oficial da Copa do Mundo e uma oportunidade de alcançar o melhor resultado da Inglaterra em 60 anos.

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