França x Inglaterra: veja tudo que está em jogo na disputa do 3º lugar da Copa
Duelo contará com brigas por artilharia, despedidas e mais

França e Inglaterra entram em campo neste sábado (18), em Miami, para uma partida que vai muito além da medalha de bronze da Copa do Mundo. O confronto vale a despedida de Deschamps da seleção francesa, mantém aberta a disputa pela artilharia do torneio e pode render marcas históricas para nomes como Mbappé e Harry Kane, além de influenciar o ranking da Fifa e a premiação das equipes.
Entre os protagonistas da partida, Mbappé chega cercado por duas disputas importantes. O atacante francês divide a artilharia da Copa com Messi, ambos com oito gols, e ainda pode terminar como goleador da competição pela segunda edição consecutiva. Caso consiga o feito, alcançará uma marca inédita na história dos Mundiais.
O camisa 10 francês também persegue Messi na lista dos maiores artilheiros da história da Copa do Mundo. Antes da final entre Argentina e Espanha, o argentino soma 21 gols, apenas um a mais que Mbappé. Assim, o confronto diante da Inglaterra representa a última oportunidade para o atacante diminuir ou até ultrapassar essa diferença, dependendo também do desempenho de Messi na decisão do torneio.

Além dos gols, a França ainda acompanha a corrida pelas assistências. Michael Olise lidera o fundamento na Copa, com cinco passes decisivos, mas ainda pode ser alcançado por Messi, que soma quatro, além de Mbappé, Anthony Gordon e Bukayo Saka, todos com três assistências antes das partidas finais do Mundial.
Pelo lado inglês, Harry Kane também mantém chances matemáticas de conquistar a Chuteira de Ouro. O centroavante chega ao duelo com seis gols e tenta repetir o feito alcançado em 2018, quando terminou como artilheiro da Copa do Mundo. Caso consiga liderar novamente a estatística, também entrará para a história como o primeiro jogador a conquistar a artilharia em duas edições diferentes do torneio.
Inglaterra busca quebrar jejum; França tenta fechar ciclo com vitória
Além dos objetivos individuais, a disputa pelo terceiro lugar pode representar um resultado histórico para a Inglaterra. Se vencer, a seleção garantirá sua melhor campanha em Copas do Mundo desde o título conquistado em 1966.
Desde então, os ingleses nunca conseguiram terminar um Mundial entre os três primeiros colocados. A melhor participação recente ocorreu em 2018, quando a equipe chegou às semifinais, mas acabou derrotada pela Bélgica na disputa pelo bronze e terminou na quarta posição.

Para a França, o peso da partida passa também pelo encerramento de um ciclo. Deschamps comandará a seleção pela última vez antes de deixar o cargo, encerrando uma trajetória iniciada há 14 anos e marcada por uma conquista de Copa do Mundo, uma final e mais uma campanha entre as quatro melhores seleções do planeta.
Antes da derrota para a Espanha, os franceses haviam vencido os seis compromissos anteriores no Mundial, acumulando 16 gols marcados e apenas dois sofridos. O confronto diante da Inglaterra oferece a possibilidade de encerrar a competição com uma vitória, mesmo após a eliminação na semifinal.
Por que disputar o jogo de 3º lugar?
Embora costume ser tratada como um jogo de consolação, a disputa do terceiro lugar continua sendo uma partida oficial da Copa do Mundo e influencia diversos critérios esportivos.
Todos os gols, assistências e estatísticas contabilizados entram para os registros oficiais do torneio e podem definir premiações individuais, como a Chuteira de Ouro. O resultado também tem peso para o ranking da Fifa, fator que influencia posicionamentos futuros das seleções em sorteios e competições internacionais.
No aspecto financeiro, também existe diferença entre terminar em terceiro ou quarto lugar. A seleção vencedora recebe 29 milhões de dólares em premiação, enquanto a derrotada fica com 27 milhões de dólares. Além do valor, a equipe que vencer deixa o torneio com medalhas de bronze.
A disputa pelo terceiro lugar acompanha praticamente toda a história das Copas do Mundo. O confronto foi introduzido na edição de 1934 e só deixou de existir em duas ocasiões: na primeira Copa, em 1930, quando não houve partida para definir o terceiro colocado, e em 1950, quando o campeão foi decidido por um quadrangular final.
Ao longo das décadas, o duelo também serviu de palco para marcas importantes da competição. Em 1958, o francês Just Fontaine marcou quatro vezes contra a Alemanha Ocidental e encerrou aquele Mundial com 13 gols, recorde de um único jogador em uma mesma edição da Copa até hoje. Em 2002, o turco Hakan Sukur anotou um gol com apenas 11 segundos diante da Coreia do Sul, lance que permanece como o mais rápido da história do torneio.
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