ONU alerta: onda de calor na reta final da Copa do Mundo

Relatório da ONU aponta que onda de calor pode afetar jogadores e torcedores na decisão da Copa do Mundo

PorRedação Lance!São Paulo (SP)
29/06/2026 10:58
Jogadores se hidratam durante treino da Seleção no Estados Unidos. Calor nesta época de Copa do Mundo é intenso
Onda de calor é esperada para reta final da Copa do Mundo (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
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Intensa onda de calor nos EUA alerta organizadores da Copa do Mundo de 2026. 25 partidas devem ser realizadas em dias de risco elevado de calor. Mais de 100 torcedores precisaram de atendimento médico em jogo de abertura do Mundial.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

A chegada de uma intensa onda de calor aos Estados Unidos acendeu um alerta sobre as condições climáticas para a reta decisiva da Copa do Mundo de 2026. De acordo com um relatório divulgado pelo Secretariado das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, as temperaturas elevadas representam risco para atletas, torcedores e profissionais envolvidos na competição.

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Segundo o documento, a final do Mundial, marcada para a região de Nova York/Nova Jersey, está entre os jogos que podem ser disputados sob condições de calor extremo. Além da decisão, duas partidas das quartas de final e a disputa do terceiro lugar também estão na lista de confrontos que podem ser afetados pela nova onda de calor.

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A ONU destaca que as mudanças climáticas têm provocado eventos meteorológicos cada vez mais intensos, tornando as ondas de calor mais frequentes e perigosas em diversas partes do planeta. Para avaliar os riscos, o relatório utiliza o índice de temperatura de bulbo úmido (WBGT), indicador que considera temperatura, umidade do ar, vento e radiação solar para medir o nível real de estresse térmico sobre o corpo humano.

Até o momento, 25 partidas da Copa foram realizadas em dias classificados com risco elevado de calor pelo índice WBGT. Entre elas, os confrontos entre Arábia Saudita e Uruguai e Suécia e Tunísia registraram temperaturas superiores a 28°C, patamar a partir do qual o sindicato internacional dos jogadores profissionais recomenda o adiamento ou alteração do horário das partidas.

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O relatório também chama atenção para os impactos sobre os torcedores. No dia de abertura do torneio, mais de 100 pessoas precisaram de atendimento médico por problemas relacionados ao calor, enquanto quatro foram hospitalizadas.

Final da Copa de 1994 também entrou para a história pelo calor intenso

A preocupação com mais uma onda de calor remete à final da Copa do Mundo de 1994, disputada nos Estados Unidos. A decisão entre Brasil e Itália, realizada em 17 de julho no Rose Bowl, em Pasadena, Califórnia, ficou marcada não apenas pelo primeiro título mundial decidido nos pênaltis, mas também pelo forte calor enfrentado pelas equipes.

Rose Bowl recebeu a final da Copa do Mundo de 1994.
Rose Bowl recebeu a final da Copa do Mundo de 1994 (Foto: Reprodução/Fifa)

Naquela tarde, os termômetros registraram cerca de 38°C durante a partida, com sensação térmica ainda maior devido à baixa circulação de vento e à intensa incidência de sol. O jogo começou às 12h30 no horário local para atender às exigências da transmissão televisiva para a Europa, obrigando os jogadores a atuarem sob condições consideradas extremas.

Diversos atletas relataram desgaste físico intenso ao longo dos 120 minutos da decisão, vencida pelo Brasil após empate sem gols no tempo normal e na prorrogação. O calor passou a ser citado como um dos fatores que influenciaram o ritmo lento da partida e a fadiga das duas seleções.

Mudanças climáticas aumentam preocupação para futuras competições

Segundo a ONU, pelo menos 26 das 104 partidas da Copa do Mundo de 2026 foram programadas para ocorrer em condições classificadas como de calor extremo. Além disso, 97 jogos apresentam maior probabilidade de registrar temperaturas capazes de comprometer o desempenho esportivo.

O secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, Simon Stiell, afirmou que o problema vai além do futebol e reflete o avanço do aquecimento global provocado pela emissão de gases de efeito estufa decorrentes da queima de combustíveis fósseis.

As cidades localizadas no sul e no interior dos Estados Unidos, além de sedes no México, aparecem entre as regiões mais vulneráveis às altas temperaturas. Locais como Miami, Kansas City e Filadélfia apresentam risco elevado de registrar níveis de calor considerados perigosos, aumentando o desafio para atletas e exigindo medidas adicionais de proteção para o público durante o restante da competição.

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