Como a Suécia chega para enfrentar a França na segunda fase da Copa do Mundo?
Times entram em campo nesta terça-feira (30)

A França já sabe o primeiro obstáculo no mata-mata da Copa do Mundo. Líder do Grupo I, com 100% de aproveitamento, a seleção comandada por Didier Deschamps enfrenta a Suécia na terça-feira (30), às 18h (de Brasília), no Estádio Nova York/Nova Jersey, em East Rutherford (Estados Unidos), pela fase de 16 avos de final.
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O adversário chega em cenário bem diferente. A Suécia avançou como terceira colocada do Grupo F, atrás de Holanda e Japão, e fez uma campanha marcada por altos e baixos. Foram quatro pontos em três jogos, com uma vitória, um empate e uma derrota. O ataque funcionou, mas a defesa deixou alerta para o duelo contra os franceses.
Campanha irregular da Suécia
A estreia sueca criou uma impressão forte. A equipe goleou a Tunísia por 5 a 1 e começou a Copa do Mundo com margem confortável no saldo de gols. O resultado, depois, acabou sendo decisivo para a classificação entre os melhores terceiros colocados.
A segunda rodada, no entanto, mostrou outro lado da seleção. Contra a Holanda, a Suécia foi derrotada por 5 a 1 e viu a vantagem construída na estreia praticamente desaparecer. O time sofreu para acompanhar a velocidade dos holandeses, deu espaços e teve dificuldade para reagir depois de ficar atrás no placar.
Na última rodada, a Suécia empatou com o Japão por 1 a 1. O resultado não foi suficiente para buscar o segundo lugar, mas manteve a equipe viva no torneio. A classificação veio pelo novo formato da Copa, que leva ao mata-mata os dois primeiros de cada grupo e os oito melhores terceiros colocados.
Ataque sueco preocupa, defesa anima franceses
A Suécia terminou a fase de grupos com sete gols marcados. O número mostra uma equipe capaz de produzir ofensivamente, especialmente quando encontra espaço para acelerar e acionar seus jogadores de frente.
Anthony Elanga ganhou peso na campanha após marcar contra o Japão. Alexander Isak também fezbom início de torneio e se restabeleceu como referência ofensiva. O atacante é o nome mais perigoso da seleção sueca, ao lado de Gyökeres.
O problema está do outro lado do campo. A Suécia sofreu sete gols em três partidas. A média alta expõe uma equipe vulnerável quando pressionada por rivais mais técnicos. Para a França, esse é o ponto mais claro a ser explorado.
Os Bleus chegam embalados pela goleada sobre a Noruega, em atuação marcada pelo hat-trick de Ousmane Dembélé. Com Mbappé, Dembélé, Doué, Barcola, Olise e Cherki, a equipe francesa tem armas de sobra para atacar justamente os espaços que a Suécia ofereceu na primeira fase.
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O que a França precisa observar?
A Suécia não chega como favorita, mas também não pode ser tratada como adversário simples. A equipe tem porte físico, presença de área e jogadores capazes de transformar poucos lances em perigo.
A chave para a França será controlar as transições. Se perder bolas em zonas perigosas, pode alimentar o melhor cenário para Isak, Gyökeres e Elanga. Se mantiver posse com agressividade e atacar com velocidade, tende a encontrar oportunidades.
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