Colunistas do Lance! analisam Japão e apontam caminhos para classificação do Brasil 

Lúcio de Castro e Guffo destacam os fatores que podem definir a classificação brasileira

PorRedação Lance!Rio de Janeiro (RJ)
29/06/2026 12:15
Matheus Cunha comemora gol do Brasil com companheiros
Matheus Cunha comemora gol do Brasil com companheiros (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

A Seleção Brasileira chega ao mata-mata da Copa do Mundo e encara o Japão, nesta segunda-feira (29), às 14h (de Brasília), em seu primeiro confronto eliminatório do torneio. O duelo coloca de frente duas equipes que estão crescendo na competição, mas que uma precisará dar adeus ao Mundial antes mesmo das oitavas de final. 

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Enquanto a equipe de Carlo Ancelotti busca confirmar o favoritismo e seguir na briga pelo hexacampeonato, os japoneses chegam embalados pelo crescimento do futebol no país, com um modelo de jogo consolidado e querendo quebrar um tabu de nunca ter vencido um jogo de mata-mata de Copa do Mundo. Os colunistas do Lance!, Lúcio de Castro e Guffo, destacam a evolução japonesas ao longo dos anos, destacando a presença de Zico e analisam os principais pontos que podem definir o confronto decisivo, respectivamente.

Fala, Lúcio de Castro🗣️

Zico. Um nome paira sobre o primeiro mata-mata da seleção brasileira. Pela primeira vez na história, o Brasil enfrenta um Japão sem que todo mundo crave absoluto favoritismo. E essa revolução japonesa tem nome. Sim, ele, Artur Antunes Coimbra. O Zico. É ele o autor dessa revolução.

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Foi ele que transformou o futebol amador, praticado em estádios que mais pareciam "terrões", no jogo consistente de um país que hoje chega em condições praticamente iguais às do Brasil. Uma seleção que superou todas as suas inseguranças e olha quase de igual para igual para qualquer jogo.

Zico em treino da seleção do Japão
Zico durante treino da seleção do Japão (Foto: Acervo Lance!)

Que tem como marca uma incrível eficiência ofensiva, atrás nessa Copa apenas da Noruega. Quando chegam, é perigo certo. Ao contrário do caos da gestão da CBF, que vitimou um time de talentos com instabilidade na gestão durante todo o ciclo atual, o Japão chega com o mesmo treinador no comando há 8 anos. Um estilo consolidado de trocas eficientes e rápidas de passe e transição agressiva.

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Fala, Guffo 🗣️

O primeiro ponto que o Brasil precisa entender é que o Japão de 2026 é uma equipe vertical, direta e que constrói desde o goleiro Zion Suzuki com um objetivo claro: atrair a pressão para espetar a bola no espaço vazio. O mecanismo é letal. Suzuki atrai o atacante, libera um zagueiro (como Tomiyasu ou Ito) para conduzir e, num passe longo, aciona o centroavante Ueda. Ueda atua como um falso 9, baixando para tirar o zagueiro da linha e abrindo a porta para as infiltrações em velocidade de Maeda, Kamada ou dos alas.

Carlo Ancelotti cruza os braços em treino do Brasil em Houston
Carlo Ancelotti cruza os braços em treino do Brasil em Houston (Foto: RONALDO SCHEMIDT / AFP)

Diante desse cenário, a escolha de Ancelotti sem a bola será a chave do jogo. Subir o bloco e pressionar a saída japonesa de forma atabalhoada é exatamente o que eles querem. O Brasil precisa de um bloco médio, negando o passe longo e controlando a profundidade. O trabalho de quem recompõe de fora para dentro na segunda linha do Brasil, bloqueando os zagueiros laterais do Japão, será fundamental. Se Marquinhos e Gabriel Magalhães não saltarem desesperadamente nas iscas de Ueda, o Japão perde sua principal arma de ruptura.

➡️Leia mais na coluna do Guffo

Qual o próximo jogo do Brasil se vencer o Japão?

Se vencer o Japão, o Brasil enfrentará Costa do Marfim ou Noruega nas oitavas de final. A partida está prevista para o próximo domingo, 5 de julho. Entre os possíveis adversários, os noruegueses inspiram mais cuidado por conta do atacante Haaland, artilheiro da equipe, com quatro gols marcados nesta Copa do Mundo. Por outro lado, a seleção europeia chega pressionada após sofrer uma goleada por 4 a 1 para a França.

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