Bélgica tem última chance para salvar 'geração de ouro'; veja retrospecto
Remanescentes do grupo que levou os Diabos Vermelhos ao auge entre 2014 e 2018 tentam manter vivo o sonho do primeiro título mundial

A Bélgica enfrenta a Espanha nesta sexta-feira (10), pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026, em um duelo que pode marcar o último grande capítulo da chamada "geração de ouro" do país. Liderado por nomes como Kevin De Bruyne, Thibaut Courtois, Romelu Lukaku e Axel Witsel, o grupo tenta manter vivo o sonho do primeiro título mundial e encerrar um ciclo que colocou os Diabos Vermelhos entre as principais seleções da Europa, mas sem conquistar um grande troféu.
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A classificação às quartas reacendeu a esperança dos Diabos Vermelhos. Depois de superar os Estados Unidos por 4 a 1 nas oitavas de final, a Bélgica voltou a sonhar com uma campanha histórica justamente quando a maioria dos protagonistas da geração vive seus últimos anos na seleção. Caso seja eliminada pela Espanha, aumenta a possibilidade de que o Mundial de 2026 marque a despedida definitiva do grupo que mais elevou o patamar do futebol belga.
Como surgiu a geração de ouro
A Bélgica passou décadas sem protagonismo no futebol internacional até o surgimento de uma safra de jogadores que rapidamente ganhou espaço nos principais clubes da Europa. Nomes como Vincent Kompany, Jan Vertonghen, Toby Alderweireld, Eden Hazard, Kevin De Bruyne, Thibaut Courtois, Axel Witsel e Romelu Lukaku formaram a base de uma seleção que passou a frequentar as primeiras posições do ranking da Fifa e chegou cercada de expectativas aos grandes torneios.
O primeiro grande teste aconteceu na Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Com um elenco jovem e promissor, os belgas avançaram até as quartas de final, quando foram eliminados pela Argentina por 1 a 0. Apesar da queda, a campanha consolidou a Bélgica como uma das seleções mais fortes do futebol mundial e reforçou a expectativa de que o país finalmente conquistaria um título importante.

O auge na Copa de 2018
O melhor momento da geração aconteceu quatro anos depois, na Copa do Mundo da Rússia. A Bélgica venceu todos os jogos da fase de grupos, protagonizou uma virada histórica sobre o Japão nas oitavas de final e eliminou o Brasil por 2 a 1 nas quartas, em uma das atuações mais marcantes da história da seleção.
A caminhada só terminou na semifinal, diante da França, futura campeã mundial. Na disputa do terceiro lugar, os belgas voltaram a derrotar a Inglaterra e garantiram o melhor resultado de sua história em Copas do Mundo: a terceira colocação.
Apesar da campanha histórica, ficou a sensação de que aquela era a melhor oportunidade para conquistar um título mundial. O elenco reunia jogadores em seu auge técnico e físico, muitos deles protagonistas em clubes como Real Madrid, Manchester City, Chelsea e Atlético de Madrid.

Boas campanhas, mas sem títulos
A geração belga também acumulou campanhas consistentes na Eurocopa, embora novamente sem conseguir levantar o troféu.
Em 2016, a equipe chegou às quartas de final, sendo eliminada de forma surpreendente pelo País de Gales. Cinco anos depois, na Euro 2020 — disputada em 2021 por causa da pandemia —, voltou a alcançar as quartas, mas caiu diante da Itália, que seria campeã da competição. Já na Eurocopa de 2024, a Bélgica novamente parou nas oitavas de final, evidenciando o processo de renovação do elenco.
Na Copa do Mundo de 2022, a Bélgica saiu de um terceiro lugar na edição anterior para cair na fase de grupos no Catar. Em um grupo com Marrocos, Croácia e Canadá, os belgas somaram quatro pontos e se despediram de forma precoce do Mundial.
Somadas às campanhas em Copas do Mundo, essas eliminações consolidaram a percepção de que uma das seleções mais talentosas do futebol europeu não conseguiu transformar seu potencial em títulos.

Renovação mantém veteranos como protagonistas
Embora a Bélgica já conte com uma nova geração formada por jogadores como Charles De Ketelaere, Jérémy Doku, Leandro Trossard, e Nicolas Raskin, os principais protagonistas seguem sendo os remanescentes do ciclo iniciado há mais de uma década.
Courtois continua como referência no gol, De Bruyne permanece responsável pela criação das jogadas, Lukaku segue como maior artilheiro da história da seleção e Witsel ainda oferece experiência ao elenco. Ao redor deles, a nova geração tenta assumir o protagonismo sem romper completamente com o grupo que transformou a Bélgica em protagonista do futebol internacional.

Retrospecto da geração belga em grandes competições
Copa do Mundo
- 2014: quartas de final
- 2018: 3º lugar (melhor campanha da história)
- 2022: eliminada na fase de grupos
- 2026: quartas de final (em andamento)
Eurocopa
- 2016: quartas de final
- 2020: quartas de final
- 2024: oitavas de final
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