Argentina demonstra fragilidade pela esquerda e tem desafio diante de Salah

Lionel Scaloni não descarta mudanças para enfrentar o Egito

PorJoão BrandãoRio de Janeiro (RJ)
05/07/2026 08:53
Técnico da Argentina, Lionel Scaloni durante o jogo contra Cabo Verde, pela Copa do Mundo
Técnico da Argentina, Lionel Scaloni durante o jogo contra Cabo Verde, pela Copa do Mundo (Foto: Chandan Khanna/AFP)

A Argentina demonstrou fragilidades pelo lado esquerdo de sua defesa na dramática vitória por 3 a 2 sobre Cabo Verde. Nesta terça-feira (7), a equipe de Lionel Scaloni encara o Egito com a missão de neutralizar Salah, que é a principal arma dos Faraós.

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No confronto pela segunda fase da Copa do Mundo, a Argentina teve uma atuação quase perfeita na etapa inicial. Abriram o placar sobre Cabo Verde com gol de Lionel Messi, criaram outras chances para ampliar o marcador e não sofreram defensivamente. Nos primeiros 45 minutos, os africanos haviam dado apenas um chute, mas sem a direção do gol de Dibu Martínez.

No entanto, a Argentina não demorou para apresentar fragilidades pelo lado esquerdo de defesa na volta do intervalo. Logo aos oito minutos, Steven Moreira fez uma ultrapassagem nas costas de Facundo Medina e não foi acompanhado por Thiago Almada. O lateral-direito cruzou na área, e a rebatida de Enzo Fernández caiu no pé esquerdo de Deroy Duarte, que finalizou para a primeira defesa de Dibu Martínez.

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E aos 13 minutos, Medina errou uma saída de bola na tentativa de encontrar Thiago Almada, que não recompôs rapidamente. Nesse momento, Cabo Verde aproveitou um ataque com três jogadores contra apenas dois defensores da Argentina. Steven Moreira encontrou Ryan Mendes pelo lado direito, Medina chegava atrasado na marcação e o meia tocou para Deroy Duarte finalizar cruzado para estufar as redes.

Convocado por Scaloni, Facundo Medina não é um lateral-esquerdo de origem, embora tenha sido improvisado na função nos amistosos da Argentina contra Honduras e Islândia devido a uma lesão de Tagliafico. Em meio a recuperação do jogador do Lyon, o atleta foi titular no setor nos jogos contra Argélia e Áustria e não comprometeu defensivamente.

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Na reta final do tempo regulamentar, Medina pediu para deixar o campo de jogo por conta de cãibras, e Scaloni optou pela entrada natural de Tagliafico. Além disso, o treinador já havia substituído Thiago Almada para dar entrada a Nico González. Duas mudanças pelo lado esquerdo que não devem ser descartadas para o duelo contra o Egito.

Uma outra opção seria a entrada de Leandro Paredes no lugar de Almada, uma vez que Nico González sofreu com uma leve entorse no tornozelo no jogo contra Cabo Verde. O atleta mudaria o esquema da Argentina por conta de suas características mais defensivas.

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Facundo Medina comete falta em Laros Duarte em Argentina x Cabo Verde, pela Copa do Mundo
Facundo Medina comete falta em Laros Duarte em Argentina x Cabo Verde, pela Copa do Mundo (Foto: Roberto Schmidt/AFP)

Salah é sinal de alerta para a Argentina

Principal nome do Egito, Salah é um sinal de alerta para a Argentina no compromisso das oitavas de final da Copa do Mundo. O camisa 11 atua pelo lado direito do ataque, o que representa o lado esquerdo da defesa adversária. Embora não viva sua melhor fase, o atleta é um fator de desequilíbrio devido a sua qualidade.

Nessa Copa do Mundo, Salah já balançou as redes uma vez e contribuiu com duas assistências, o que representa uma participação em 50% dos gols marcados pelo Egito na competição. É a grande ameaça dos Faraós em meio a um momento de vulnerabilidade do lado esquerdo da Argentina na Copa do Mundo.

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No entanto, o Egito não vem se mostrando uma potência ofensiva, embora tenha marcado gols em todos os jogos da Copa do Mundo. No entanto, os Faraós só balançaram as redes mais de uma vez em uma mesma partida somente contra a Nova Zelândia, que era uma das piores equipes na competição.

Apesar dos problemas enfrentados contra Cabo Verde, a Argentina segue viva na Copa do Mundo e tem a oportunidade de corrigir os erros para os próximos desafios. E o elenco fez a autocrítica de que há margem para melhorar em busca do bicampeonato consecutivo.

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