Alemanha está a um jogo de quebrar marca negativa na Copa que dura 20 anos
Seleção enfrenta o Equador na última rodada da fase de grupos e pode colocar fim a jejum negativo em Mundiais; entenda

A vitória sobre a Costa do Marfim na tarde de sábado garantiu a Alemanha no mata-mata da Copa do Mundo após dois Mundiais seguidos com eliminações precoces na fase de grupos. Mas os três pontos também aproximaram a seleção de quebrar uma marca negativa que a equipe sustenta há duas décadas, mais precisamente desde a edição do torneio de 2006, que aconteceu na casa dos alemães.
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Jogando sob apoio do seu torcedor, a Alemanha chegou à Copa de 2006 com a mágoa do vice-campeonato de 2002, na derrota para o Brasil, mas com a expectativa de conquistar o tetracampeonato como mandante. E foi nessa disputa da fase de grupos seleção alemã conquistou pela última vez três vitórias seguidas e se classificou com 100% de aproveitamento na chave.
Naquela ocasião, a Alemanha enfrentou na fase de grupos o Equador, adversário da próxima rodada neste Mundial de 2026, Polônia e Costa Rica. A equipe comandada por Jurgen Klinsmann marcou oito gols nas três partidas jogadas e sofreu apenas dois, justamente na estreia.
O primeiro jogo foi diante da Costa Rica, uma vitória por 4 a 2 na abertura da Copa do Mundo na Allianz Arena, casa do Bayern de Munique, com gols do lateral Philipp Lahm, Torsten Frings e dois de Miroslav Klose, que àquela altura construía sua história como maior artilheiro das Copas (agora empatado com Messi).
A segunda partida teve um placar mais modesto. Os alemães venceram a Polônia por 1 a 0 no Signal Iduna Park, estádio icônico do Borussia Dortmund, com gol marcado pelo atacante pouco conhecido Oliver Neuville, que entrou na vaga de Podolski e balançou as redes nos acréscimos da partida. O terceiro e último jogo da chave foi contra o Equador, mesmo adversário da última partida no Mundial deste ano.
Na partida jogada contra os equatorianos, a seleção de Klinsmann não teve dificuldades e aplicou 3 a 0 no Estádio Olímpico de Berlim, na capital alemã. Miroslav Klose abriu o placar logo aos quatro minutos e ampliou aos 44 do primeiro tempo. Na segunda etapa, Podolski marcou o terceiro gol da partida. O desempenho deu motivos para a expectativa da sua torcida para o mata-mata, que foi interrompida na semifinal diante da Itália, finalista e campeã daquele ano.
Antes, a equipe passou nas oitavas de final contra a Suécia por 2 a 0, dois gols de Podolski, e avançou nos pênaltis diante da Argentina do jovem Lionel Messi, que estreava em Copas naquela edição. Empte em 1 a 1 no tempo normal, com gols de Ayala para os argentinos e Klose para os alemães, e uma vitória por 4 a 2 nas cobranças de penalidade. Nas semis, a Alemanha caiu para a Itália ao perder de 2 a 0 na prorrogação.

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