Contratações do Atlético dividem cenário entre protagonismo e expectativa: veja balanço do semestre
Galo trouxe sete reforços no primeiro semestre do ano

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O Atlético foi ao mercado no início da temporada para reforçar o elenco visando os grandes desafios de 2026. Ao todo, sete jogadores foram contratados para fortalecer o grupo. Com o encerramento da primeira metade do ano e a pausa para a Copa do Mundo, o balanço das contratações, no geral, pode ser considerado positivo.
A maior parte dos reforços conseguiu apresentar bom desempenho, conquistar espaço na equipe e assumir papel importante dentro do elenco, sendo decisiva em diferentes momentos da temporada. Por outro lado, nem todos os contratados corresponderam às expectativas até aqui. Alguns jogadores ainda buscam maior sequência e adaptação, sem conseguir justificar plenamente o investimento e a aposta feita pelo clube no início do ano.
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Alan Minda
Contratado pelo Atlético em fevereiro junto ao Cercle Brugge, da Bélgica, Alan Minda chegou ao clube cercado por expectativas. Mesmo ainda pouco conhecido do torcedor brasileiro, o equatoriano de 23 anos era apontado como uma das principais promessas de seu país e já figurava com frequência nas convocações da seleção equatoriana.
Os primeiros meses no Galo, porém, foram marcados por um período de adaptação. O atacante encontrou dificuldades para se firmar na equipe e demorou a conquistar espaço entre os titulares.
A virada aconteceu na reta final do primeiro semestre. Minda teve sua atuação de destaque no clássico contra o Cruzeiro, quando marcou um gol e foi um dos principais nomes da partida. A partir daquele momento, o equatoriano ganhou confiança, passou a receber mais oportunidades e se consolidou como peça importante no esquema do técnico Eduardo Domínguez.

Ángelo Preciado
Contratado junto ao Sparta Praga, da República Tcheca, Preciado chegou ao Atlético para suprir uma carência do elenco na lateral direita. Titular da seleção equatoriana e com experiência internacional, o jogador desembarcou em Belo Horizonte cercado por expectativas para assumir a posição e se firmar como dono da vaga.
No entanto, o lateral ainda não conseguiu corresponder plenamente ao que era esperado. Ao longo do primeiro semestre, Preciado teve atuações abaixo do esperado, sem conseguir se consolidar entre os principais destaques da equipe. As dificuldades apareceram principalmente no aspecto defensivo, com oscilações na marcação, enquanto ofensivamente o equatoriano também teve participação discreta.

Cassierra
Contratado junto ao Zenit, da Rússia, Mateo Cassierra chegou ao Atlético com a responsabilidade de assumir a camisa 9 e preencher o comando de ataque.
Os primeiros meses foram de adaptação, e o atacante encontrou dificuldades para apresentar seu melhor futebol. Com o passar das partidas, porém, Cassierra ganhou confiança e passou a demonstrar as qualidades que motivaram sua contratação, tornando-se uma peça fundamental no esquema do técnico Eduardo Domínguez.
Além da capacidade de finalização, o centroavante se destacou pelo bom trabalho de pivô, pela mobilidade e pela rapidez na tomada de decisões dentro da área. Na temporada, Cassierra já soma cinco gols e duas assistências. Com atuações consistentes, o colombiano assumiu protagonismo no sistema ofensivo alvinegro e se consolidou como uma das principais referências da equipe após a saída de Hulk.

Maycon
Maycon chegou ao Atlético em alta após conquistar a Copa do Brasil pelo Corinthians na temporada passada. Cercado por expectativa, o volante não demorou para mostrar suas qualidades e assumir um papel de protagonismo dentro da equipe.
Desde os primeiros jogos, o meio-campista se destacou pela regularidade e pela capacidade de dar mais equilíbrio ao setor central. Com segurança na marcação, boa leitura defensiva e qualidade na saída de bola, Maycon se tornou uma peça fundamental no esquema do técnico Eduardo Domínguez.
Fora das quatro linhas, Maycon também rapidamente conquistou espaço no elenco. Mesmo com pouco tempo de clube, o jogador assumiu uma postura de liderança e se tornou uma das vozes mais respeitadas do grupo, exercendo influência tanto dentro quanto fora de campo.

Renan Lodi
Renan Lodi foi, possivelmente, a principal e mais impactante contratação do Atlético para a temporada. Com passagens pela Seleção Brasileira e experiência no futebol europeu, o lateral chegou ao clube com a missão de substituir um dos grandes ídolos recentes da torcida, Guilherme Arana, e rapidamente mostrou capacidade para assumir a responsabilidade.
Desde sua estreia, Lodi se firmou como peça indispensável no esquema de Eduardo Domínguez. Seja atuando como lateral ou em uma função mais avançada como ala, o jogador se destacou pela regularidade e pela influência nos dois lados do campo.
Além da solidez defensiva, o camisa 16 tem sido um dos principais responsáveis pela produção ofensiva da equipe. Com qualidade nos cruzamentos, presença constante no ataque e boa capacidade de finalização, Lodi se tornou uma das principais armas do Atlético pelas laterais.
Os números refletem sua importância. No primeiro semestre, o lateral somou quatro gols e duas assistências. Ao lado de Alan Franco e Cuello, também esteve entre os jogadores de linha mais utilizados pelo treinador no primeiro semestre, 31 de 27 jogos da equipe.

Tomás Pérez
Tomás Pérez foi a aposta do Atlético para suprir uma das posições mais carentes do elenco: a de primeiro volante. Contratado por empréstimo junto ao Porto, o argentino de apenas 20 anos deixou boas impressões no início. No entanto, ao longo da temporada, o jovem apresentou oscilações, e com a concorrência no elenco o volante acabou perdendo espaço e foi pouco utilizado na reta final do primeiro semestre.
O futuro de Pérez no Atlético ainda permanece em aberto. O contrato de empréstimo é válido até o fim da temporada, e para adquirir o jogador em definitivo o clube precisará fazer um investimento considerável. O valor estipulado para a compra gira em torno de R$ 32 milhões.

Victor Hugo
Victor Hugo foi uma das contratações que chegaram com menos status ao Atlético, mas acabou se tornando a maior surpresa positiva entre os reforços da temporada. Sem grande repercussão em sua chegada, o jovem rapidamente conquistou espaço e se firmou como uma das peças mais importantes do meio-campo alvinegro.
Contratado inicialmente a pedido de Jorge Sampaoli, Victor Hugo conseguiu manter sua relevância mesmo após a chegada de Eduardo Domínguez. O jovem se adaptou às ideias do novo treinador e se consolidou como titular absoluto, tornando-se incontestável em sua posição. Aos 22 anos, o meia já soma quatro gols e uma assistência com a camisa do Atlético.

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