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Análise: Empate expõe fragilidades e lacunas do elenco do Atlético

Galo começou ganhando mas sofreu na segunda etapa e cedeu o empate ao tricolor

PorArtur HenriqueBelo Horizonte (MG)
22/07/2026 06:05
Atlético e Bahia empatam na Arena MRV (Foto: Pedro Souza / Atlético)
Atlético x Bahia (Foto: Pedro Souza / Atlético)
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Na retomada do Campeonato Brasileiro, o Atlético ficou apenas no empate por 1 a 1 com o Bahia, na Arena MRV. A equipe abriu o placar, sofreu o empate no início do segundo tempo e, depois, não conseguiu mudar o cenário da partida para buscar o gol da vitória. O resultado acabou expondo as lacunas do elenco alvinegro, que, com apenas uma contratação realizada nesta janela, ainda apresenta carências e fragilidades em setores importantes.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

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Na retomada do Campeonato Brasileiro, o Atlético ficou apenas no empate por 1 a 1 com o Bahia, na Arena MRV. A equipe abriu o placar, sofreu o empate no início do segundo tempo e, depois, não conseguiu mudar o cenário da partida para buscar o gol da vitória. O resultado acabou expondo as lacunas do elenco alvinegro, que, com apenas uma contratação realizada nesta janela, ainda apresenta carências e fragilidades em setores importantes.

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Desenho inicial da equipe

No início da partida pode ver o Atlético escalado em um desenho tático que variava entre o 3-4-2-1 e o 3-4-3. Na linha defensiva, a equipe contava com apenas dois zagueiros de origem, Ruan e Lyanco. No entanto, Natanael, que encerrou o primeiro semestre atuando como defensor pelo lado direito, recuava para compor uma linha de três na saída de bola e na fase defensiva.

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Pelas alas, Cuello ocupava o lado direito, enquanto Renan Lodi atuava pela esquerda. Ambos tinham liberdade para avançar, dar profundidade ao time e chegar à linha de fundo com frequência.

No meio-campo, Maycon e Pérez eram os responsáveis pela sustentação da equipe. Maycon tinha maior liberdade para avançar, aproximando-se do ataque e participando da construção das jogadas, enquanto Pérez permanecia mais fixo na proteção à defesa.

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No setor ofensivo, Cassierra era a referência no comando de ataque. Bernard partia pelo lado esquerdo e Victor Hugo pelo direito, mas ambos fechavam para o centro com frequência, atuando por dentro para participar da criação das jogadas e abrir espaço para as ultrapassagens dos alas.

Primeiro tempo 'amarrado' e bola parada garante vantagem

O Atlético começou a partida tentando impor seu ritmo e fazer valer o mando de campo. A equipe comandada por Eduardo Domínguez ensaiou uma pressão nos minutos iniciais, mantendo a posse de bola no campo ofensivo. Apesar do volume de jogo, o Galo esbarrava na falta de precisão no último passe e nas finalizações, o que impedia a criação de chances claras.

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As melhores investidas atleticanas surgiam quando Renan Lodi, pela esquerda, e Cuello, pela direita, conseguiam dar profundidade ao ataque. Os dois alas exploravam as costas da defesa do Bahia e chegavam à linha de fundo, levando perigo principalmente com cruzamentos para a área.

O Bahia, por sua vez, apostava na velocidade dos pontas Erick Pulga e Ademir para atacar os espaços deixados pelo Atlético. Sempre que encontravam campo para acelerar, os dois conseguiam criar dificuldades para a defesa alvinegra. Mesmo com uma linha de três defensores, o Galo teve problemas para conter as infiltrações dos atacantes baianos. A principal oportunidade da equipe visitante surgiu em uma jogada de troca rápida de passes, que terminou com Willian José cabeceando na trave. No rebote, a defesa atleticana conseguiu afastar o perigo.

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Com dificuldades para construir jogadas e concluir as ações ofensivas, a bola parada acabou sendo a solução para o Atlético. Após a cobrança de um escanteio, a defesa do Bahia afastou parcialmente a bola, que voltou para Bernard. O meia cruzou novamente para a área e encontrou Ruan, que se desvencilhou da marcação e cabeceou no canto, sem chances para o goleiro, garantindo a vantagem atleticana antes do intervalo.

(Foto: Pedro Souza / Atlético)
Cassierra em Atlético x Bahia (Foto: Pedro Souza / Atlético)

Atlético permite imposição do Bahia e fica apenas com empate

Na segunda etapa, com a vantagem no placar, o Atlético adotou uma postura mais cautelosa e recuou suas linhas. O Bahia aproveitou o espaço e voltou do intervalo pressionando em busca do empate. Com maior volume ofensivo, a equipe baiana passou a controlar as ações e encontrou o gol logo aos 11 minutos.

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O lance começou após um erro de Ruan, que tentou dominar uma bola rebatida pela defesa do Bahia, mas acabou desarmado. A equipe baiana acelerou em um rápido contra-ataque. Rodrigo Nestor conduziu a jogada e encontrou Ademir livre pelo lado direito. O atacante dominou e finalizou firme para vencer Everson e deixar tudo igual no placar.

Depois do empate, o cenário da partida voltou a mudar. O Atlético retomou a posse de bola e passou a buscar mais o ataque. Eduardo Domínguez tentou aumentar o poder ofensivo da equipe ao promover as entradas de Dudu e Cissé nas vagas de Victor Hugo e Maycon.

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Apesar da maior presença no campo ofensivo, o Galo encontrou muitas dificuldades para transformar o volume de jogo em oportunidades claras. A equipe esbarrou na falta de criatividade e, quando conseguiu criar, desperdiçou as chances. Cassierra teve atuação apagada e perdeu duas boas oportunidades para recolocar o Atlético em vantagem, deixando o gramado como um dos jogadores mais abaixo da equipe.

O empate também evidenciou limitações do elenco atleticano. As alterações promovidas por Domínguez pouco impactaram o desempenho da equipe, que não conseguiu mudar o panorama da partida. Mais uma vez, a falta de opções capazes de elevar o nível técnico durante o jogo expôs algumas das principais lacunas do elenco do Atlético.

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Lodi em Atlético x Bahia (Foto: Pedro Souza / Atlético)
Lodi em Atlético x Bahia (Foto: Pedro Souza / Atlético)

Números do Atlético na partida

Finalizações: 16
Chute ao gol: 4
Chances claras: 2
Posse de Bola: 50%
Escanteios: 6
Cartões amarelos: 0
Passes: 394

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