Luzia critica banimento de Tifanny pela CBV: 'Desumano'
Central de 22 anos se solidariza à adversária na Superliga, que foi impedida de disputar a competição

As novas diretrizes da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) para a participação de atletas trans nas competições femininas seguem repercutindo. Nesta quinta-feira (10), foi a vez da central Luzia, jovem destaque da Seleção Brasileira, se posicionar sobre o assunto em apoio a Tifanny, única jogadora transgênero em ação na elite do vôlei nacional.
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Em entrevista concedida após a vitória do Brasil sobre a Colômbia pelo Campeonato Sul-Americano, a meio de rede classificou a mudança nos critérios de elegibilidade como "desumana". A jogadora de 22 anos criticou a decisão por interferir no planejamento de Tifanny para o que seria sua décima temporada na Superliga.
— De um dia para o outro, a pessoa (Tifanny) perde o sustento dela. Ela com certeza se planejou para a Superliga, então acho que foi desumano fazer isso com ela. Ela que jogou nove, se eu não me engano, nove temporadas, ia fazer a décima. Fazer isso com ela, eu fiquei bem ressentida — desabafou Luzia.
Revelada pelo Barueri, Luzia foi adversária recorrente de Tifanny nos últimos anos, tanto na Superliga quanto no Campeonato Paulista, já que a oposta atua pelo Osasco. Na temporada 2026/27, a central vestirá as cores do Minas, substituindo Julia Kudiess, que foi para a Liga Italiana.
Ao longo do último mês, diversos nomes da modalidade se solidarizaram à causa de Tifanny, única jogadora afetada pela medida da CBV. Gabi Guimarães, Sheilla Castro, Fabi Alvim, Douglas Souza, Valquíria Dullius e Key Alves foram alguns dos atletas que se manifestaram contrários à nova política.
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O que muda com as novas diretrizes da CBV

Em agosto, a CBV oficializou a adoção dos critérios previstos na Política de Proteção da Categoria Feminina do Comitê Olímpico Internacional (COI). Entre os requisitos estabelecidos está a realização de uma triagem genética para identificar a presença do gene SRY, relacionado ao desenvolvimento sexual masculino.
Segundo a entidade, a recusa da atleta em realizar o procedimento não será considerada uma infração disciplinar. No entanto, quem não apresentar a comprovação dos requisitos previstos na nova política ficará impedida de participar das competições em que a regra estiver em vigor.
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