Julia Bergmann: do vôlei universitário à pilar da Seleção
Ponteira viveu auge na VNL 2026 e desponta como peça-chave do time de Zé Roberto

Um dos principais destaques da atual Seleção Brasileira feminina de vôlei, Julia Bergmann chegou ao time longe dos holofotes do esporte. Em pouco tempo, a jogadora firmou seu nome no time de José Roberto e, na VNL 2026, viveu seu auge, assumindo e correspondendo bem à responsabilidade de substituir Gabi Guimarães, lesionada. Agora, no Sul-Americano, a jogadora busca manter o bom desempenho na briga pela vaga antecipada nas Olimpíadas de Los Angeles 2028.
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Aos 25 anos, Bergmann enxerga a temporada 2026 de seleções como de "colhimento de frutos do trabalho". Na Liga das Nações, dividindo com Ana Cristina a missão de sustentar a entrada de rede na ausência de Gabi, Julia cumpriu o combinado com êxito e terminou a competição como a 7ª maior pontuadora, com 235 acertos. Para ela, em entrevista ao Lance!, a competição serviu como um grande aprendizado, tanto em questões técnicas quanto de liderança.
— Eu sempre foco muito em crescimento, em melhorar. Pode ser uma coisinha por vez. Então, muito feliz de ter conseguido colocar isso em quadra durante essa VNL. Mas eu acho que é fruto do meu trabalho. Eu sei que eu treino para isso, que eu jogo para isso. Mas, com certeza, a Gabi fez muita falta nessa VNL. Mas, por um lado, também foi bom, pela gente ter que assumir essa responsabilidade. Para a gente ter que pisar no lugar dela, assumir essa liderança também. Então, foi uma VNL de muito aprendizado, acho que para todo mundo.
Com o amadurecimento na Liga das Nações, Bergmann desponta como um dos pilares da Seleção para o ciclo olímpico de Los Angeles 2028, que marca a possível segunda experiência da jogadora em Olimpíadas. E o Brasil pode garantir a vaga já nesta semana, caso conquiste o título do Sul-Americano.

Na vitória tranquila por 3 sets a 0 (25/14, 25/13 e 25/19) sobre a Venezuela nesta terça-feira (8), que marcou a estreia da Amarelinha no torneio continental, Julia atuou apenas na terceira parcial, entrando no lugar justamente de Gabi. No tempo em que esteve em quadra, a ponteira contratada pelo Scandicci, da Itália, marcou oito pontos, entre sete de ataque e um de saque.
Trajetória de Julia Bergmann na Seleção Brasileira
A primeira convocação de Julia Bergmann para a Seleção adulta veio em 2019, quando ela tinha apenas 18 anos. Filha de mãe brasileira e pai alemão, a jogadora nasceu na Alemanha, mas, ainda criança, se mudou para o Paraná, onde deu seus primeiros passos no vôlei. Na primeira oportunidade de integrar a Amarelinha, Bergmann disputou a Liga das Nações e decidiu terminar a faculdade na Georgia Tech, por onde também jogava a liga universitária dos Estados Unidos.
Mesmo afastada do país e dos holofotes do vôlei, Julia seguiu no radar de Zé Roberto e voltou a ser aproveitada em 2022, quando ganhou o carinho dos torcedores brasileiros. Em meio às súplicas dos "vôleifãs" para "fazerem o TCC" da jogadora, ela foi resistente e optou por não jogar o Mundial daquele ano e se empenhar na finalização do curso de Relações Internacionais.

Formada e atuando no voleibol turco, para onde se transferiu em 2023/24, Bergmann finalmente virou presença certa nos jogos da Seleção e começou a se destacar no ciclo para as Olimpíadas de Paris 2024, campanha que culminou com a medalha de bronze. No Mundial de 2025, a ponteira acumulou atuações decisivas até a semifinal, quando teve um desempenho comprometedor e foi às lágrimas na eliminação do Brasil, prévia à conquista do terceiro lugar. Neste ano, mais madura e passadas as águas da competição de 2025, Bergmann foi pilar do Brasil na campanha do vice na Liga das Nações.

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