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Gabi Guimarães diz estar na 'guerra' ao lado de Tifanny

Camisa 10 da Seleção Brasileira fez um longo desabafo nas redes sociais

PorGustavo LoioRio de Janeiro (RJ)
16/08/2026 22:01
Gabi Guimarães é capitã da Seleção Brasileira
Gabi Guimarães é capitã da Seleção Brasileira (Foto: Divulgação/ CBV)

Uma das vozes mais poderosas do vôlei nacional e internacional, Gabi Guimarães saiu, mais uma vez, em defesa de Tifanny, única jogadora transgênero em ação na elite da modalidade no Brasil. Após compartilhar, nos stories, uma foto da atleta do Osasco dizendo estar ao lado dela, a capitã da Seleção Brasileira fez um longo desabafo, na noite deste domingo, nas redes sociais. Na sexta-feira, a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) divulgou novas diretrizes quanto à elegibilidade de jogadoras para as competições, ficando restritas a "atletas do sexo biológico feminino", excluindo a camisa 9 do time paulista de torneios como a Superliga.

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'Quem vai estar na guerra ao seu lado? E isso importa? Mais do que a própria guerra.
Hoje abro o post com essa frase que tem feito cada vez mais sentido dentro de mim. Quem está verdadeiramente ao seu lado? Quando algo importante acontece com você, quem segura sua mão? Quem se expõe? Quem olha no seu olho e fica junto?', questiona Gabi, no início do desabafo.

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No texto, a camisa 10 da Seleção também diz refletir com as perguntas acima sobre como agiu ao longo da própria carreira. Gabi diz ter perdido 'oportunidades de falar o que sentia ou de me posicionar, porque não estava segura o suficiente. Ou por medo, ou porque simplesmente é muito mais fácil e cômodo ficar quieta no meu canto'.

Em seguida, a atleta fala sobre sua 'revolta e incômodo com a forma como o caso da Tifanny vem sendo tratado no nosso país'. Segundo a camisa 10, uma 'mudança de rumo na última semana que foi apenas comunicada às pessoas envolvidas'.

- Sem explicação plausível, já que a regra internacional existia antes, e sem nenhum olhar para um ser humano que tem uma história, que está com uma temporada em andamento e que depende do seu trabalho para viver. A mudança foi planejada ou pensada por quem? Defendendo os interesses de quem? Em algum momento alguém pensou na pessoa da Tifanny, com como isso impacta a vida dela? Já são nove anos disputando a Superliga. Ou só vamos reforçar que as pessoas trans devem ficar à margem da sociedade mesmo?

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Em outro trecho do desabafo, Gabi fala que 'para tudo existe bom senso, timing e a forma de ser feito'.

- É muito lindo ver no mês de junho todo mundo colocando arco-íris pra jogo e ganhando notoriedade com a causa. Mas o mês de junho passa, e quem fica na guerra ao seu lado? Quem fica ao seu lado quando os homofóbicos destilam seu preconceito? Quem te dá a mão e te defende? Quase ninguém, né?

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