Logo do Lance! branca com exclamação amarela

Luzia critica banimento de Tifanny pela CBV: 'Desumano'

Central de 22 anos se solidariza à adversária na Superliga, que foi impedida de disputar a competição

PorGuilherme VeigaAndressa SimõesRio de Janeiro (RJ)
Rio de Janeiro (RJ)
10/09/2026 23:41
Atualizado há 2 minutos

Supervisionados porThiago Fernandes,
Ajoelhada, Luzia faz passe em Brasil x China pela semana 2 da VNL 2026
Luzia em ação em Brasil x China pela semana 2 da VNL 2026 (Foto: Volleyball World)

As novas diretrizes da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) para a participação de atletas trans nas competições femininas seguem repercutindo. Nesta quinta-feira (10), foi a vez da central Luzia, jovem destaque da Seleção Brasileira, se posicionar sobre o assunto em apoio a Tifanny, única jogadora transgênero em ação na elite do vôlei nacional.

➡️ Tudo sobre os esportes olímpicos agora no WhatsApp. Siga o nosso novo canal Lance! Olímpico

Em entrevista concedida após a vitória do Brasil sobre a Colômbia pelo Campeonato Sul-Americano, a meio de rede classificou a mudança nos critérios de elegibilidade como "desumana". A jogadora de 22 anos criticou a decisão por interferir no planejamento de Tifanny para o que seria sua décima temporada na Superliga.

continua após a publicidade

— De um dia para o outro, a pessoa (Tifanny) perde o sustento dela. Ela com certeza se planejou para a Superliga, então acho que foi desumano fazer isso com ela. Ela que jogou nove, se eu não me engano, nove temporadas, ia fazer a décima. Fazer isso com ela, eu fiquei bem ressentida — desabafou Luzia.

Revelada pelo Barueri, Luzia foi adversária recorrente de Tifanny nos últimos anos, tanto na Superliga quanto no Campeonato Paulista, já que a oposta atua pelo Osasco. Na temporada 2026/27, a central vestirá as cores do Minas, substituindo Julia Kudiess, que foi para a Liga Italiana.

continua após a publicidade

Ao longo do último mês, diversos nomes da modalidade se solidarizaram à causa de Tifanny, única jogadora afetada pela medida da CBV. Gabi Guimarães, Sheilla Castro, Fabi Alvim, Douglas Souza, Valquíria Dullius e Key Alves foram alguns dos atletas que se manifestaram contrários à nova política.

➡️ Rosamaria é substituída com dores no Sul-Americano feminino de vôlei

➡️ AO VIVO: entrevistas pós-jogo de Brasil x Colômbia pelo Sul-Americano feminino de vôlei

O que muda com as novas diretrizes da CBV

Tifanny olha para a esquerda e, com a boca aberta, vibra após marcar ponto pelo Osasco em jogo da Superliga Feminina de vôlei
Tifanny em quadra pelo Osasco (Foto: Carolina Oliveira/Osasco Voleibol Clube)

Em agosto, a CBV oficializou a adoção dos critérios previstos na Política de Proteção da Categoria Feminina do Comitê Olímpico Internacional (COI). Entre os requisitos estabelecidos está a realização de uma triagem genética para identificar a presença do gene SRY, relacionado ao desenvolvimento sexual masculino.

continua após a publicidade

Segundo a entidade, a recusa da atleta em realizar o procedimento não será considerada uma infração disciplinar. No entanto, quem não apresentar a comprovação dos requisitos previstos na nova política ficará impedida de participar das competições em que a regra estiver em vigor.

🔥 Ganhe R$100 de volta em crédito se perder - jogue R$100 e confira as regras
*18+ | Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento | Conteúdo comercial | Aplicam-se termos e condições.

continua após a publicidade
Sugerida para você!

Mais LANCE!