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CBV muda política e ameaça participação de Tifanny na Superliga

Entidade passa a seguir a Política do Comitê Olímpico Internacional (COI)

PorAndressa SimõesRio de Janeiro (RJ)
14/08/2026 18:10
Atualizado há 1 minutos

Supervisionado porThiago Fernandes,
Tifanny defende o Osasco desde a temporada 2021
Tifanny defende o Osasco desde a temporada 2021 (Foto: Hermes de Paula/ CRF)

Nesta sexta-feira (14), a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) divulgou as novas diretrizes quanto à elegibilidade de atletas para as competições da categoria feminina na modalidade. A partir de agora, a entidade se alinha às normas adotadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e pela Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV). Assim, a participação no naipe feminino fica restrita a "atletas do sexo biológico feminino", excluindo Tifanny, jogadora transgênero do Osasco.

➡️ Superliga de vôlei terá novas regras na temporada 2026/27

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A CBV adere à política do Comitê Olímpico Internacional (COI). Com isso, as atletas farão teste de gênero, que determina a presença ou não do gene SRY (em inglês, Sex-determining Region Y), que atua como desencadeador do desenvolvimento masculino. Uma das exceções é para atletas que comprovem, por avaliação especializada, ter uma condição rara que impeça os efeitos da testosterona sobre o desempenho.

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A restrição internacional foi aprovada em setembro de 2025. No Brasil, a medida segue a Política de Proteção da Categoria Feminina do COI, publicada em março de 2026 e já aplicada na Liga das Nações deste ano.

— Com a mudança dos parâmetros internacionais e da responsabilidade institucional, a CBV buscou manter o alinhamento entre as regras que regem as competições nacionais com as hoje vigentes para as competições internacionais. A decisão da CBV se adequa ao COI e deixa nossos campeonatos equiparados com as competições internacionais — disse Radamés Lattari, presidente da CBV.

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A norma já passa a valer nas seguintes competições da CBV: Superliga A e B (temporada 2026/27), Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto), CBVP Challenger 2027 e nas respectivas edições seguintes durante a vigência da política.

Futuro de Tifanny é ameaçado

Primeira jogadora transgênero na elite do vôlei brasileiro, Tifanny defende o Osasco desde 2021. A jogadora se prepara para a disputa do Campeonato Paulista, que está fora do escopo da política da CBV. Mas sua participação na Superliga, principal compromisso da elite do voleibol brasileiro, pode ser impactada.

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Tifanny em quadra (Foto: Osasco)
Tifanny em quadra pelo Osasco (Foto: Osasco)

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