Muricy topa 'DNA ofensivo' e prepara estreia no 4-3-3

Tatoo Neymar (Foto: Reprodução da internet)
Tatoo Neymar (Foto: Reprodução da internet)

O estigma de retranqueiro ou fã do esquema com três zagueiros não incomodam Muricy Ramalho. Quatro vezes e atual campeão brasileiro, ele parece já querer dar uma resposta a "perda do DNA" tão criticada pela diretoria na época com Adilson Batista. Neste domingo, contra o Americana, às 18h30, deve escalar o Santos ofensivo, com três atacantes.

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No último treino tático antes do primeiro jogo à frente do novo clube, Muricy deu indícios de um time renovado, bastante modificado como havia prometido, mas com as presenças de Neymar, Zé Love e Elano.

Poupados, Edu Dracena e Rafael sequer viajaram. Aranha, há mais de quatro meses no clube, fará a sua estreia, enquanto a defesa, com excessão a Pará, será totalmente replanejada. No ataque, Maikon Leite – provável titular na próxima quinta-feira, diante do Cerro –, com Neymar e Zé Eduardo, de "castigo" pela expulsão contra o Colo Colo (CHI).

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– Faz parte do Santos ser ofensivo, o problema é discutir o time. Se o time é muito ofensivo é porque os jogadores fazem isso. A defesa às vezes não começa lá trás, mas sim adiantada. Precisamos colocar isso na cabeça do jogador. O time ataca bem, precisamos melhorar quando estivermos sem a bola – disse Muricy.

Caso se confirme, a opção pelo esquema, será um alívio para os santistas. O 4-3-3 cacacterizou nada menos do que o melhor momento do clube em 2010, coroado pelos títulos da Copa do Brasil e do Paulistão. Este ano, pouco adotado por Adilson Batista e Marcelo Martelotte, foi responsável por 15 pontos do time no Paulistão, 100% de aproveitamento.

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Para a partida da Copa Santander Libertadores, o técnico não deve manter a ousadia, mas se adaptar as necessidades de não contar com dois de seus três principais jogadores, a excessão é Ganso.

Fato é que a estreia de Muricy será com um time descaracterizado, ainda sem o seu perfil tático e as suas preferências técnicas.

– Meu DNA é ganhar porque se não vão me cornetar e o presidente vai me mandar embora – concluiu.

Ao ataque então, Muricy!

Veja o time que treinou no sábado:
Aranha; Pará, Bruno Aguiar, Vinicius Simon e Alex Sandro; Danilo, Possebon e Elano; Maikon Leite, Neymar e Zé Eduardo

Com a palavra: Klaus Richmond - Setorista do Santos

'O Santos tem pouco a perder, está garantido'

"A opção pelo 4-3-3 de Muricy surpreende e lembra o começo de Adilson, avassalador. Na época, mesmo com cerca de dez desfalques, atropelou o Linense fora de casa. Depois, só utilizou o esquema mais uma vez. Me surpreenderia ver Muricy optar mais vezes por essa tática. Ele gosta de defesas consistentes, com bons apoiadores pelas laterais. Pode ser, também, uma forma de já dar ritmo a Maikon Leite, provável titular na quinta-feira. Mas a lógica cai por terra com Keirrison no banco. A fórmula é ousada e o Santos tem pouco a perder, já está classificado. Pode ser um bom começo para Muricy conquistar a diretoria e os santistas".

Time com três atacantes em 2011
15/01 - Linense 1 x 4 Santos (Maikon Leite, Zé Eduardo e Keirrison)
Com contundidos e jogadores na Seleção Brasileira sub-20, no Sul-Americano, da categoria, Adilson Batista optou por jogar com três atacantes. Os gols do Alvinegro foram marcados pelo trio de ataque da equipe, formado por Maikon Leite, Zé Eduardo e Keirrison.

11/02 - Santos 2 x 0 Noroeste (Diogo, Zé Eduardo e Keirrison)
Ainda sem Neymar e Ganso, Adilson Batista optou novamente por jogar com três no ataque. Diogo, Zé Eduardo e Keirrison foram os escolhidos.

05/03 - Oeste 0 x 2 Santos (Maikon Leite, Diogo e Zé Eduardo)
Poupando Elano e Neymar, o treinador Marcelo Martelotte montou o ataque com Maikon Leite, Diogo e Zé Eduardo, que marcou os dois gols da partida.

09/03 - Santos 3 x 0 Portuguesa (Neymar, Diogo e Zé Eduardo)
Santos foi com Diogo, Zé Eduardo e Neymar. A Joia marcou um dos gols.

12/03 - Santos 2 x 1  Botafogo-SP (Neymar, Diogo e Zé Eduardo)
No jogo que marcou o retorno de Ganso, Marcelo Martelotte repetiu a formação da partida contra a Portuguesa.

Outras estreias

Dorival Júnior
Em 17 de janeiro de 2010, com atuação impecável da dupla Neymar e Ganso, Santos venceu o Rio Branco por 4 a 0, no Pacaembu. Dupla marcou dois gols cada e deu um show a parte.

Marcelo Martelotte
Primeiro em 22 de setembro de 2010, logo após a polêmica demissão de Dorival Júnior que havia optado por prolongar o afastamento de Neymar por tê-lo xingado em partida diante do Atlético-GO. Interino assumiu no dia do clássico contra o Corinthians e perdeu por 3 a 2 após sair vencendo. Pelo Santos marcaram Neymar e o zagueiro Durval. Depois, também assumiu interinamente com a queda de Adilson Batista antes de outro importante confronto, dessa vez diante do Cerro Porteño (PAR), pela Libertadores. Time teve dificuldades, marcou somente em gol de pênalti de Elano, mas sofreu o empate, também de pênalti, no fim.

Adilson Batista
Em 15 de janeiro de 2011, com quase dez desfalques, inclundo Neymar, Ganso, Elano e Arouca, técnico surpreendeu ao escalar time no 4-3-3. Com Maikon Leite inspirado, marcou dois gols e ainda deu um passe para o gol de Zé Eduardo. Keirrison selou a goleada com um gol de pênalti sofrido por ele.

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