Contratações param no Bota para Oswaldo avaliar grupo

Três reforços e nada mais. Foi o número de contratações que o Botafogo considerou ideal para o início desta temporada. A batida de martelo não é assumida publicamente pelo clube, mas internamente o assunto é tratado como encerrado, por ora, até para não atrapalhar o planejamento do técnico Oswaldo de Oliveira.

Com a pré-temporada a pleno vapor, o treinador já tem praticamente fechado o grupo que iniciará o Carioca, domingo, contra o Resende. Resta apenas a chegada de José Rojas, último reforço, que se juntará a Andrezinho e Brinner, outros dois contratados para 2012.

A ciranda do futebol impede um prognóstico preciso em relação a possíveis contratações. A roda gira e pode ser que uma eventualidade ocorra. Mas o próprio treinador deixou no ar que não há uma movimentação no clube de que o panorama seja mudado no momento.

– Há sempre algo que pode ser mudado. Mas hoje vejo no grupo virtudes e vamos evoluir no tempo exato. O tempo vai dizer se vamos ter alguma necessidade – disse.

A última negociação com a qual o Botafogo vinha trabalhando era Marcus Túlio Tanaka. Como não houve acordo com o Nagoya Grampus (JAP), o zagueiro ficou fora dos planos. Os dirigentes entendem que a chegada de Rojas pode suprir uma eventual necessidade no setor. Além disso, os altos valores frearam a investida alvinegra.

Venda de Cortês vale por três

Única transação em que o Botafogo conseguiu fazer caixa foi a de Cortês para o São Paulo. E obteve um lucro suficiente para buscar os nomes que preencheriam as carências do elenco. A chegada de Andrezinho, Brinner e Rojas foi viabilizada pela venda do lateral, destaque alvinegro em 2011.

A negociação de Cortês representou um ótimo ganho para os cofres do clube. Depois de pagar cerca de R$ 750 mil por 50% dos direitos do jogador, o Botafogo conseguiu uma operação na qual injetou R$ 5 milhões no caixa.

O dinheiro foi o suficiente para gastar em reforços e ainda segurar uma boa quantia. Com os três jogadores contratados, o Alvinegro investiu cerca de R$ 4 milhões. Ou seja, ainda haveria R$ 1 milhão somente da receita gerada na venda de Cortês.

O Botafogo não deve buscar um outro nome, mas pode comemorar o fato de perder um jogador e "ganhar" três. 

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