Contra o Barcelona, Santos muda esquema sem treinar

27/10/2015 20:49

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Muricy Ramalho comandou o Santos em 49 partidas neste ano. Em apenas seis ele optou por escalar a equipe com três zagueiros fixos, na maioria das vezes pelos desfalques. Uma delas foi a final do Mundial, neste domingo, na derrota por 4 a 0 diante do Barcelona, em Yokohama (JAP). Contra os catalães, ele entrou com Edu Dracena, Bruno Rodrigo – ambos vinham sendo os titulares no setor – e com Durval, que até então estava improvisado pela esquerda no lugar de Léo, voltando de lesão.

A formação foi contra o que ele disse desde o título da Libertadores, quando já era conhecida a chance do confronto com o Barça. Na entrevista coletiva de sábado, por exemplo, ele reafirmou que "não mudaria a característica de jogo do Santos" e "que o time entraria em campo para pegar o Barcelona como uma equipe corajosa".

Em momento algum durante toda esta temporada ele trabalhou o time no 3-5-2. Desde o fim da Libertadores e até a estreia no Mundial, a formação escolhida sempre foi o 4-4-2 e suas variações. Em alguns momentos ele jogou com dois volantes recuados e em outros com um à frente da zaga, dois mais adiantados e um meia para fazer a ligação com o ataque. Adriano costumava fazer a função de primeiro volante, para proteger a defesa, mas o volante se lesionou e sequer viajou para o Japão. Para acertar a equipe, Muricy passou a usar Henrique e Arouca como os jogadores de proteção. Nem durante o Campeonato Brasileiro – competição usada para acertar o time para a disputa do Mundial – o treinador utilizou o esquema escolhido para tentar parar o campeão europeu.

– Aprendemos que com três zagueiros não é possível, com três atacantes também. Vocês (jornalistas) também aprenderam – disse Muricy após o jogo.

No Japão – a não ser que tenha testado a formação nos trabalhos fechados de sábado ou da terça –, ele não sinalizou que ia usar formação. Sem nenhum coletivo, priorizou os trabalhos leves para não correr o risco de perder ninguém. Mudar sem treinar parece mais difícil que enfrentar o Barcelona.

Santos com três zagueiros

No início
Antes da chegada de Muricy, Santos jogou três vezes com três zagueiros: contra Ponte Preta, Paulista e Ituano.

Primeiras rodadas do BR
Nas primeiras rodadas do Brasileirão, já com Muricy Ramalho no comando, o Santos, com o foco nas finais da Libertadores, utilizou o esquema com três zagueiros. Na ocasião, o treinador estava poupando os titulares para a decisão. Time empatou com o Internacional (1 a 1), perdeu para o Botafogo fora de casa (1 a 0) e empatou com o Cruzeiro (1 a 1).

Esquema por desfalques
Por conta dos desfalques – além dos jogadores que serviram a Seleção Brasileira na Copa América e no Mundial Sub-20, o Santos teve muitos problemas de lesões e suspensões ao longo do Campeonato Brasileiro –, Muricy Ramalho utilizou mais duas vezes o esquema com três zagueiros no Nacional. Contra o Atlético-MG (vitória por 2 a 1) e diante do Cruzeiro (outra vitória, 1 a 0). Nas outras 43 vezes em que comandou o time, o esquema escolhido foi o 4-4-2 e suas variações. Usou poucas vezes o 4-3-3.

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