Adolescente do tênis de mesa visa fim de barreira
Prestes a completar 16 anos, a brasileira Bruna Alexandre começa nesta sexta-feira sua caminhada rumo à Paraolimpíada de Londres-2012.
E a primeira parada será na etapa de abertura do Circuito Mundial Paraolímpico de tênis de mesa, na Hungria.
Sétima colocada no ranking mundial adulto na classe 10 (em lista de janeiro), Bruna tem boas chances de representar o país na Inglaterra. As dez melhores têm vaga garantida nos Jogos.
– Estou confiante. Acho que com o tempo a tendência é só melhorar. Neste mês de março disputarei as etapas da Hungria e da Itália e espero ir bem – disse a atleta, que teve o braço direito amputado ainda aos três meses de idade, por conta de uma trombose (coágulo em vaso sanguíneo) causada por uma vacina.
Em seu segundo ano no Circuito Mundial, Bruna já coleciona um título na etapa da França, em 2010. A brasileira acumula também dois vice-campeonatos, no Rio de Janeiro e na China.
Entretanto, o sonho de Bruna é maior. Ela quer seguir os passos da polonesa Natalia Partyka, que disputou a Olimpíada e a Paraolimpíada de Pequim. Assim como Bruna, ela também não possui o braço direito por completo. A causa foi diferente. Natalia, que também é da classe 10 e lidera o ranking mundial, já nasceu com a deficiência.
– Sei que será muito difícil, mas vou lutar por isso. Em Londres é muito difícil, mas acredito que no Rio de Janeiro, em 2016, minhas chances sejam maiores – declarou Bruna, que é integrante da Seleção Brasileira olímpica juvenil.
A história é repleta de casos de atletas deficientes físicos que disputaram os Jogos Olímpicos. Em Pequim, Natalia Partyka e Natalie du Toit (que perdeu parte da perna ao ser atingida por um carro enquanto pilotava uma moto) participaram das duas competições. No Brasil, nenhum atleta conseguiu tal façanha.
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