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João Fonseca completa 20 anos; relembre seus maiores feitos

Número 1 do Brasil faz aniversário com dois títulos de ATP e duas vitórias sobre top 10

PorGustavo LoioRio de Janeiro (RJ)
21/08/2026 07:30
Atualizado há 0 minutos
João Fonseca é campeão do ATP 500 da Basileia
João Fonseca e o troféu do ATP 500 da Basileia, em outubro de 2025, o maior da carreira até aqui (Foto Fabrice COFFRINI / AFP)

Esta sexta-feira, dia 21, é uma data importante para o tênis brasileiro. Afinal, há exatos 20 anos, nascia João Fonseca, número 1 do país e 26 do mundo, que se recupera de uma lesão no abdômen para jogar o US Open. O torneio em Nova York começa no dia 30.

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Ainda na época juvenil, o pupilo do técnico Guilherme Teixeira conquistou três grandes feitos: a Copa Davis, o posto de número 1 do mundo e o US Open da categoria, em 2023. Tais façanhas só fizeram aumentar a expectativa sobre o tenista carioca.

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Primeiros triunfos em ATP's

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João Fonseca, aos 7 anos, com a mãe, Roberta, na primeira edição do Rio Open, em 2014 (Foto: Arquivo pessoal)

E João Fonseca começou 2024, temporada de enorme importância na carreira, na 727ª colocação. Em fevereiro, o anfitrião era o 655º do mundo e, graças a um convite da organização, jogou a chave principal do Rio Open. Foi naquela semana que o carioca venceu suas duas primeiras partidas de ATP: 6/0 e 6/4 sobre o francês Arthur Fils (36º, vídeo abaixo) e duplo 6/4 pra cima do chileno Cristian Garin (88º). A campanha no saibro no Jockey Club o levou ao 343º lugar no ranking. As quartas de final no evento fizeram o brasileiro desistir de optar pelo tênis universitário americano. O atleta tinha um acordo verbal com a Universidade de Virgínia.

Em março daquele ano, o pupilo de Gui Teixeira chegou, pela primeira vez, à final de um Challenger. Em Assunção, o título ficou com o paulista Gustavo Heide (225º), mas o carioca (então 341º) pulou para o 288º lugar após as quatro vitórias no saibro paraguaio.

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Estreia com vitória em Masters 1000 e na Davis

A temporada de 2024 também marcou a estreia de João Fonseca em Masters 1000. Em abril, em Madri, graças a mais um convite, o brasileiro, então 242º, aos 17 anos, estreou derrotando o americano Alex Michelsen (70º).

Outro novo desafio para o tenista foi a Copa Davis. O carioca (158º), já com 18 anos, debutou vencendo o belga Raphael Collignon (194º), em Bologna, na Itália, em setembro.

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João fechou aquela temporada com chave de ouro: o título invicto do NextGen Finals, torneio que reúne os oito melhores sub-20 do ano. Embora não contasse pontos para o ranking, o então 145º do mundo, um dos mais novos a vencer a competição, deixou ótima impressão nas cinco vitórias.

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João Fonseca e o troféu do NextGen Finals, em dezembro de 2024 (Peter Staples/ATP Tour)

Menos de um mês após a conquista nos Emirados Árabes, o número 1 do Brasil furava, pela primeira vez, o qualifying de um Grand Slam. E, logo na estreia da chave principal do Australian Open, já como o 112º do mundo, o carioca saboreou sua primeira vitória sobre um top 10: 3 sets a 0 sobre o russo Andrey Rublev (9º), por 7/6 (1), 6/3 e 7/6 (5). Aos 18 anos, o sul-americano se tornou apenas o segundo adolescente a debutar em Slam superando um dos 10 melhores do mundo. A campanha terminou na segunda rodada em Melbourne, mas foi o suficiente para João debutar no top 100, na 99ª posição.

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Primeiro ATP

Em fevereiro de 2025, João Fonseca, aos 18 anos, se tornou o mais jovem da história do país a vencer um ATP. A proeza aconteceu no saibro do 250 de Buenos Aires, derrotando nada menos que quatro anfitriões. O último deles, Francisco Cerúndolo (28º), na final, por 6/4 e 7/6. O título levou o brasileiro do 99º ao 68º lugar no ranking.

João Fonseca com a taça do ATP de Buenos Aires (foto: Luis ROBAYO / AFP)
João Fonseca com a taça do ATP de Buenos Aires (foto: Luis ROBAYO / AFP)

Tal como em Melbourne, contra Rublev, o brasileiro venceu as outras três estreias de Slams por 3 sets a 0. E, ao chegar à terceira rodada de Wimbledon, em junho, quebrou uma escrita de 15 anos do tênis nacional. O último do país a ir tão longe na grama londrina havia sido Thomaz Bellucci, em 2010.

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Um mês após conquistar sua maior vitória na Copa Davis até aqui, sobre o grego Stefanos Tsitsipas, na em Atenas, na Grécia, João Fonseca voltou a brilhar em solo europeu. Em outubro, o então 46º do mundo ergueu o segundo ATP, dessa vez o 500 da Basileia, na quadra rápida coberta. Foi o maior título do tênis brasileiro masculino desde 2001, quando Guga Kuerten foi campeão do Masters 1000 de Cincinnati. Na decisão do torneio suíço, o pupilo de Gui Teixeira derrotou o espanhol Alejandro Fokina (18º), por 6/3 e 6/4.

João Fonseca beija o troféu do ATP 500 da Basileia, na Suíça
João Fonseca beija o troféu do ATP 500 da Basileia, na Suíça (Foto Fabrice COFFRINI / AFP)



Duas semanas após essa façanha, João Fonseca alcançou o terceiro melhor ranking da história do tênis nacional masculino: 24º, igualando a marca do gaúcho Thomaz Koch. Até hoje, é a maior colocação do carioca na lista da ATP.

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Auge em Masters e em Grand Slams

Em 2026, o carioca enfrentou, pela primeira vez na carreira, os dois melhores do mundo, Jannik Sinner e Carlos Alcaraz, em Masters 1000. João perdeu para o primeiro, em dois tie-breaks, nas oitavas de Indian Wells, e para o segundo logo após a estreia em Miami, por duplo 6/4.

Campeão de duplas com o mineiro Marcelo Melo no Rio Open, o número 1 do país ainda busca a primeira semifinal de simples de ATP na atual temporada. Por outro lado, o número 1 do Brasil protagonizou suas melhores campanhas tanto em Masters 1000 quanto em Grand Slams em 2026. Em abril, chegou às quartas de final do saibro de Monte Carlo, perdendo por 2 sets 1 para o número 3 do mundo, o alemão Alexander Zverev.

A virada histórica contra Djokovic

E, praticamente dois meses depois, atingiu essa mesma fase em Roland Garros, dessa vez superado pelo tcheco Jakub Mensik (27º), por 3 sets a 0. Na terceira rodada em Paris, o pupilo de Gui Teixeira conquistou a maior vitória da carreira: 3 sets a 2 sobre o tricampeão sérvio Novak Djokovic (4º), após estar perdendo por 2 a 0, por 4/6, 4/6, 6/3, 7/5 e 7/5.

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No US Open, onde conquistou o título juvenil há três anos, o brasileiro tem mais uma chance de brilhar em um Grand Slam. Torcida para entoar o famoso grito 'João Fonseca', certamente, não vai faltar em Nova York.

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Novak Djokovic parabeniza João Fonseca após a virada em Roland Garros (Foto: Dimitar DILKOFF / AFP)
Novak Djokovic parabeniza João Fonseca após a virada em Roland Garros (Foto: Dimitar DILKOFF / AFP)

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