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Rival de João Fonseca sofreu com lesões e chegou a trocar de carreira

Australiano Christopher O'Connell trabalhou limpando barcos em Sydney

PorGustavo LoioRio de Janeiro (RJ)
17/08/2026 08:00
Australiano Cristopher O'Connell na vitória sobre o norueguês Casper Ruud
Australiano Cristopher O'Connell na vitória sobre o norueguês Casper Ruud (Foto; Matthew Stockman/Getty Images/AFP)

Aos 32 anos, Christopher O'Connell (129º do mundo) é um bom exemplo do quanto muitos tenistas precisam se superar para seguir nas quadras. O australiano, que enfrenta João Fonseca na terceira rodada do Masters 1000 de Cincinnati, na terça-feira, já chegou a trocar de carreira após se deparar com dois sérios problemas físicos.

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Entre 2012 e 2014, o ex-número 53 do mundo (seu melhor ranking, alcançado em 2013) ficou 18 meses longe das quadras. O motivo foi uma fratura por estresse nas costas. Depois de contrair pneumonia em 2017, no ano seguinte ficou oito meses fora de combate por conta de uma tendinite no joelho.

Australiano limpou barcos em Sydney

Ainda em 2018, frustrado com o que vinha enfrentando nas quadras, o tenista deu uma pausa na carreira para limpar barcos com o irmão, Ben. O local escolhido foi uma pequena baía onde o familiar morava, em Sydney:

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- Naquela fase, eu achava que estava sofrendo muitas lesões e queria me afastar do tênis. Pensava em treinar crianças e talvez ministrar clínicas, mas não queria mais pisar em uma quadra de tênis. Decidi fazer algo totalmente diferente. Até que meu irmão me convidou para limpar barcos com ele. Pensei: 'Legal, não preciso ensinar ninguém a bater um forehand; posso apenas limpar barcos e relaxar' - recorda O'Connell, em seu perfil oficial no site da ATP.

Ben, irmão do tenista Christopher O'Connell, é músico (Foto: Reprodução)
Ben, irmão do tenista Christopher O'Connell, é músico (Foto: Reprodução)

Foi praticamente um ano indo de bicicleta até o local do novo trabalho, durante as manhãs e tardes. A tentativa de se afastar das quadras não se estendeu muito. E o australiano revelou o motivo:

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- Era incrivelmente frustrante, pois eu tinha 23 anos, e a vida passava muito rápido. Sentia que ainda não tinha colhido frutos do esporte nem atingido meu potencial. Mas, no fundo, eu sempre soube que voltaria a jogar assim que estivesse saudável e pronto. Quando decidi retornar, tive um ano de grande ascensão.

No retorno ao tênis, em dezembro de 2018, no ATP 250 de Brisbane, o australiano sequer tinha ranking. Precisou jogar torneios menores para começar a pontuar. E, em fevereiro do ano seguinte, apareceu como o 596º do mundo. Seus maiores feitos naquela temporada foi ter alcançado três finais de Challengers, tendo sido campeão em Cordenons, na Itália, em agosto, e em Fairfield, nos EUA, em outubro. Em setembro, ficou com o vice em Sibiu, na Romênia. De fato, foi um ano de volta por cima, e O'Connell terminou a temporada como o 119º do mundo.

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Hoje, o australiano, que é profissional desde 2011, soma 64 vitórias e 97 derrotas em torneios ATP na carreira. Antes de chegar a Cincinnati, o ex-53º do ranking somava US$ 444,9 mil em premiação no ano, com apenas dois triunfos em 9 jogos de ATP. Com as duas vitórias até aqui em Cincinnati, garantiu mais US$ 61,8 mil.

Em Masters 1000, O'Connell soma 12 vitórias e 20 derrotas na carreira. Seu maior feito, nesse nível de torneio, foi ter chegado às oitavas de final de Miami, em 2024. Na ocasião, foi derrotado pelo italiano Jannik Sinner, então número 3 do mundo.

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João Fonseca busca melhor campanha em Cincinnati

Eliminado na terceira rodada ano passado, quando debutou em Ohio, o número 1 do Brasil está a uma vitória de vaga inédita em Cincinnati. No domingo, o carioca, de 19 anos, venceu o holandês Botic Van de Zandschulp (59º), por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 7/6 (2).

Caso confirme o favoritismo contra o australiano, João Fonseca poderá enfrentar, nas oitavas de final, o americano Taylor Fritz (9), que superou o compatriota Alex Michelsen (41º), por 6/3 e 6/4, neste domingo. Na terceira rodada, o anfitrião enfrenta o espanhol Daniel Merida (40º), algoz do belga Zizou Bergs (33º), por 6/3 e 6/2.

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João Fonseca celebra ponto na vitória na estreia em Cincinnati
João Fonseca celebra ponto na vitória na estreia em Cincinnati (Foto: Matthew Stockman/Getty Images/AFP
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