As lágrimas de João Fonseca na Copa Davis representam alívio
Número 1 do país chorou copiosamente ao derrotar o suíço Stricker no Rio de Janeiro

Desde que se profissionalizou, há dois anos, não se tem notícia de João Fonseca ter se emocionado tanto em quadra quanto nesta sexta-feira. De fato, o número 1 do Brasil tirou um peso das costas na abertura do confronto diante da Suíça, pela Copa Davis. As lágrimas do 29º do mundo, ao final da virada sobre Dominic Stricker (262º), por 4/6, 6/3 e 6/2, foram de alívio. E em dose dupla.
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Primeiro porque o carioca, de 20 anos, vinha da quarta lesão na temporada, dessa vez que o afastou um mês das quadras. E, pela primeira vez, o brasileiro teve que abrir mão de um Grand Slam, um dos quatro maiores torneios, por conta da questão física, o US Open. O pupilo do técnico Guilherme Teixeira defenderia a segunda rodada em Nova York.
João Fonseca chorando muito.
— Fonsecaism (Guto) (@fonsequism) September 18, 2026
Como nunca vi na vida dele, nem ganhando US Open juvenil, nem no nextgen, ou atp500, ou davis cup juvenil, nem em seu 1º título ATP em Buenos Aires enfileirando os melhores argentinos
É a pressão de um público ressentido...pic.twitter.com/oivh68314I https://t.co/3n0M11CI0j
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Embora demonstre, desde sempre, uma maturidade pouco comum para sua pouca idade, por vezes extravasa suas frustrações em quadra. Nesta sexta, uma derrota, na abertura do duelo na Barra da Tijuca, fatalmente aumentaria a pressão sobre o paulista Gustavo Heide, que jogou em seguida. E a 'obrigação' de superar o 262º do mundo pode ter atrapalhado o anfitrião em alguns momentos.
Saque foi decisivo para a vitória de João Fonseca
O saque foi crucial para a virada do pupilo de Gui Teixeira nesta sexta-feira. O tenista carioca encaixou 74% do primeiro saque e alcançou esse mesmo aproveitamento nos pontos vencidos com o seu temido primeiro serviço. Outro dado que mostra o quanto esse fundamento foi peça-chave para a vitória é que o brasileiro não cometeu duplas-faltas (contra quatro do adversário). Por outro lado, o tenista visitante aproveitou as duas únicas chances de quebra de saque que teve na partida, ambas na parcial inicial. Já o atleta da casa converteu quatro de oito oportunidades. No total, o número 1 do Brasil venceu 82 pontos, contra 70 do esforçado adversário, campeão juvenil de Roland Garros em 2020.
Ao final do jogo, embora não tenha que provar nada a ninguém, o melhor tenista do país mostrou novamente que sabe dar a volta por cima. E que vencer, mesmo sem repetir suas melhores atuações, é mais uma virtude desse carioca que é gigante pela própria natureza.

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