Tironi no Lance!: Japão é um adversário acessível para o Brasil
Japão era a mais provável opção antes mesmo de a bola rolar nesta quinta (25)

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O Brasil vai enfrentar o Japão na próxima fase da Copa do Mundo, o que era a mais provável opção antes mesmo de a bola rolar para os jogos do Grupo F, que aconteceram na quinta-feira (25).
Há boas notícias para o Brasil. Pegar a Holanda seria certamente mais complicado. O time holandês é muito bom, venceu dois dos três jogos e acabou indo para o outro lado da chave, longe da Seleção.
As opções Suécia e Japão tinham cada uma suas dificuldades e facilidades, nos dois casos muito mais facilidades do que dificuldades.
O Japão é um time organizado, muito disciplinado e muito veloz. Costuma ser muito resiliente nos jogos, se defendendo em linha baixa e não se importa muito com isso. Na partida contra a Suécia passou parte
do segundo tempo apenas se defendendo, obrigando o goleiro Suzuki a importantes intervenções.
O que isso impacta no jogo brasileiro? Antes de tudo é bom lembrar que o Brasil está evoluindo a cada jogo. Contra a Escócia fez sua melhor partida até aqui. Ancelotti parece ter achado o time, mas ainda há uma boa margem de crescimento. Contra o Japão, possivelmente a Seleção estará na sua melhor forma até aqui.
Japão vai se fechar contra o Brasil
O Brasil vai enfrentar um cenário diferente nesta partida. Um rival que vai se fechar e buscar o contra-ataque, característica do Japão. E por que será um cenário novo? Porque até aqui não teve necessidade de ter muito a posse de bola para construir jogo diante de uma parede. O Marrocos não se limitou a se defender na primeira partida. O Haiti é muito fraco e mesmo que tenha tentado resistir não conseguiu por muito tempo. E a Escócia até tinha esta proposta, mas que desabou depois de tomar um gol antes dos dez minutos de jogo.
Contra o Japão o Brasil terá que construir mais jogo e não reagir apenas com espaços dados, porque eles deverão ser raros.
Há, porém, um ingrediente importante. A reverência com que o Japão trata o futebol brasileiro. Longe de pachequismo, este é um ingrediente importante numa Copa do Mundo, especialmente em fases decisivas.

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