Quem entra no lugar de Paquetá? Veja as opções de Ancelotti
Treinador tem seis opções, mas Danilo Santos leva vantagem na briga

MORRISTOWN, NJ (EUA) - A lesão muscular na parte posterior da coxa esquerda de Lucas Paquetá deve obrigar Carlo Ancelotti a fazer a primeira mudança significativa na equipe titular do Brasil nesta Copa do Mundo. O meia dificilmente terá condições de entrar em campo no duelo contra a Noruega, no próximo domingo, em Nova Jersey, pelas oitavas de final, e a comissão técnica já avalia as alternativas para substituir um dos jogadores mais importantes do sistema tático da Seleção.
Paquetá vinha desempenhando uma função que vai muito além da criação. Além da qualidade técnica, era responsável por pressionar a saída de bola adversária, recompor o meio-campo e aparecer como elemento surpresa no ataque. Por isso, encontrar um substituto com características semelhantes não será uma tarefa simples.
Entre as possibilidades, há nomes com perfis diferentes, que podem alterar pouco ou bastante a maneira como o Brasil atua.
Confira as opções de Ancelotti
Danilo Santos
Se a intenção de Ancelotti for preservar ao máximo a estrutura da equipe, Danilo Santos aparece como o favorito. O volante do Botafogo reúne características muito próximas às de Paquetá. Tem intensidade na marcação, participa da construção das jogadas, chega bem ao ataque e também costuma aparecer na área para marcar gols.
A trajetória do jogador na Seleção também reforça sua candidatura. Convocado por Tite antes da Copa de 2022, quando ainda defendia o Palmeiras, acabou não estreando. Com Ancelotti, porém, ganhou espaço rapidamente. Já disputou seis partidas, marcou dois gols e só não entrou em campo na vitória sobre a Escócia, na fase de grupos do Mundial.
Por conhecer bem o modelo de jogo implementado pelo treinador, Danilo desponta como a opção mais natural para a vaga.
Gabriel Martinelli
Uma alternativa mais ousada seria a entrada de Gabriel Martinelli. Nesse cenário, Ancelotti utilizaria o atacante de maneira mais centralizada, com liberdade para ocupar o meio-campo e atacar os espaços, repetindo parte do papel desempenhado diante do Japão.
Martinelli já atuou nas três posições do ataque ao longo da carreira e oferece mobilidade suficiente para cumprir essa função. No entanto, sua escalação exigiria uma mudança na configuração defensiva da equipe, já que o Brasil perderia parte da capacidade de combate que Paquetá oferece sem a bola.
Seria uma solução que privilegiaria velocidade, infiltração e intensidade ofensiva, mas modificaria o equilíbrio do setor de meio-campo.
Igor Thiago
Outra possibilidade seria a volta de Igor Thiago ao time titular. Nesse desenho, Matheus Cunha seria recuado para atuar como meia, enquanto Igor assumiria a referência ofensiva.
É, entretanto, a alternativa considerada menos provável. Além de tirar Cunha da função em que vem sendo um dos principais destaques brasileiros na Copa, Ancelotti voltaria a apostar em Igor Thiago, que não conseguiu boas atuações nas duas partidas em que começou jogando, incluindo a estreia diante do Marrocos.
A avaliação interna é de que essa mudança diminuiria o impacto ofensivo de Cunha, hoje um dos jogadores mais decisivos da equipe.
Endrick
Endrick também surge como candidato. Foi justamente ele quem entrou no intervalo da vitória sobre o Japão, substituindo Paquetá após o meia sentir a lesão.
Na ocasião, porém, o contexto era diferente. O Brasil estava em desvantagem no placar e precisava aumentar a pressão ofensiva para buscar o empate. A entrada do atacante deu resultado e ajudou a mudar o panorama da partida.
Contra a Noruega, em um confronto que tende a exigir maior equilíbrio entre defesa e ataque, a utilização de Endrick desde o início dependeria de uma estratégia mais agressiva por parte de Ancelotti.
Fabinho
Fabinho representa uma alternativa mais conservadora. Com sua entrada, Ancelotti formaria uma dupla de volantes ao lado de Casemiro, dando maior proteção ao sistema defensivo.
Bruno Guimarães teria mais liberdade para organizar o jogo e chegar ao ataque, enquanto Matheus Cunha permaneceria em sua função habitual, com Rayan e Vini Jr formando o trio ofensivo.
A mudança reforçaria o meio-campo sem alterar o posicionamento dos principais jogadores de frente, oferecendo maior controle da partida. Mas não faz muito o estilo de Ancelotti.
Neymar
Recuperado fisicamente, Neymar também poderia ser utilizado na vaga deixada por Paquetá. No entanto, essa escolha obrigaria Matheus Cunha a atuar mais distante da área, algo que não faz parte dos planos do treinador.
Desde o início da Copa, Ancelotti tem demonstrado a intenção de manter Cunha próximo ao gol adversário, explorando sua movimentação e capacidade de finalização. O próprio técnico enxerga Neymar como um concorrente direto pela posição ocupada atualmente pelo camisa 9 da Seleção.
Por isso, apesar da qualidade técnica do craque, sua utilização como solução para a ausência de Paquetá aparece, neste momento, como uma possibilidade remota. O cenário mais provável é que Ancelotti escolha uma alternativa capaz de manter o funcionamento coletivo da equipe, com Danilo Santos despontando como o nome que melhor reúne as características para preservar o equilíbrio apresentado pelo Brasil até aqui na Copa do Mundo.

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