Qual Brasil vai entrar em campo contra o Haiti na Copa? Ancelotti indica mudanças
Treinador fará duas ou três mudanças no time em relação à estreia

A escalação oficial da Seleção Brasileira só será revelada por Carlo Ancelotti na preleção, horas antes de a bola rolar na Filadélfia. Mas as pistas deixadas ao longo da semana já permitem desenhar qual Brasil deve entrar em campo diante do Haiti, nesta sexta-feira, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. E a tendência é de uma equipe com duas ou três mudanças em relação ao time que empatou por 1 a 1 com o Marrocos na estreia.
A principal dúvida não está exatamente na formação. O sistema deve voltar a ser o 4-2-4, modelo com o qual Ancelotti vem trabalhando desde que assumiu o Brasil, mas não utilizou na estreia diante dos marroquinos. O questionamento é sobre quais peças ocuparão algumas posições dentro de uma estrutura que o treinador considera consolidada.
Ao longo da semana, o lateral Danilo revelou que o comandante italiano trabalha com uma espécie de "núcleo duro" formado por sete ou oito jogadores. As demais vagas ficam abertas para alterações de acordo com a necessidade de cada partida e do desempenho apresentado em campo.
E foi justamente o rendimento da equipe, principalmente no primeiro tempo contra os marroquinos, que motivou Ancelotti a estudar mudanças.
— Alguma mudança vamos fazer, mas não é uma mudança que possa ser de alguns jogadores, que podem estar mais frescos que outros, mas é uma mudança que queremos melhorar o jogo, porque o jogo na primeira parte não foi bom, temos que melhorar este aspecto. O equilíbrio e também a qualidade do jogo. Eu acho que temos a qualidade para fazer isso. Temos na frente jogadores que têm qualidade, que têm rapidez, que são fortes, que são potentes — disse Ancelotti.
A expectativa é que Danilo reassuma a lateral direita na vaga de Ibañez. O defensor recebeu cartão amarelo contra o Marrocos, assim como Casemiro, mas o treinador garantiu que a situação disciplinar não terá peso na definição da equipe para enfrentar os haitianos.
No setor ofensivo, Luiz Henrique aparece como favorito para ocupar a vaga de Lucas Paquetá. Já no comando do ataque, a disputa segue aberta entre Matheus Cunha e Igor Thiago. O atacante do Manchester United surge com ligeira vantagem por oferecer características que agradam bastante ao treinador: intensidade sem a bola, capacidade de pressão na saída adversária e participação constante na recomposição defensiva.
Independentemente dos nomes escolhidos, Ancelotti tem repetido nos treinamentos que todos precisam estar preparados para atuar. O italiano trabalha titulares e reservas com os mesmos conceitos, tanto na fase defensiva quanto ofensiva. A ideia é que qualquer jogador saiba exatamente os movimentos e comportamentos exigidos pela comissão técnica.
O exemplo mais claro talvez seja Raphinha. Para Ancelotti, o camisa 11 pode desempenhar qualquer função no ataque. O treinador entende que, quando a bola chega aos pés do jogador do Barcelona, há pouco a ser ensinado. Internamente, o atacante é tratado como um dos melhores jogadores do mundo e uma das referências técnicas da equipe.
O mistério sobre a escalação também faz parte da estratégia do treinador. Mais uma vez, a equipe só será comunicada oficialmente ao elenco poucas horas antes da partida.
— Na minha cabeça está definida a escalação. Vou comunicar aos jogadores no dia do jogo, então me parece correto não comunicar agora (para a imprensa). Acho que não é o momento, mas é só por isso. Eu não tenho problema em comunicar também a vocês a escalação inicial. O futebol não tem segredo, mas prefiro, antes de tudo, comunicar primeiro aos jogadores — explicou.
A postura ajuda a manter todo o grupo mobilizado e envolvido, algo que Ancelotti considera fundamental em uma competição curta como a Copa do Mundo.
Se o técnico mantiver o que foi ensaiado nos treinamentos, a tendência é que o Brasil entre em campo com: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães; Luiz Henrique, Raphinha, Vini Jr e Matheus Cunha (Igor Thiago).
Fora da viagem para a Filadélfia, Neymar segue seu processo de recuperação. O camisa 10 permaneceu em Nova Jersey, realizando trabalhos de transição com bola, acompanhado por profissionais da preparação física e da fisioterapia da Seleção. A comissão técnica considerou que o desgaste de uma viagem de ônibus de ida e volta poderia atrapalhar a evolução do atleta, que apresenta melhora diária.
Agora, resta saber se as mudanças planejadas por Ancelotti serão suficientes para apresentar um Brasil mais intenso, equilibrado e criativo do que aquele visto na estreia. A resposta virá apenas na preleção — e, principalmente, dentro de campo.


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