Qual a diferença do Brasil do primeiro para o terceiro jogo da Copa?

Seleção se torna mais objetiva e indica que pode deslanchar no Mundial

Enviados Especiais
28/06/2026 09:00
Com jogos da fase de mata-mata já definidos, Brasil se prepara para encarar o Japão (Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP)
Brasil vem crescendo de produção nesta Copa do Mundo (Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP)

HOUSTON, TX (EUA) - Da estreia com futebol ruim ao terceiro jogo que devolveu ao torcedor a esperança de brigar pelo Hexa, a Seleção Brasileira teve três mudanças de jogadores e uma de postura. O esquema tático pouco mudou, e nas vezes em que isso aconteceu foi por circunstâncias de jogo. Fato é que nesta segunda-feira (29), diante do Japão, o Brasil de Carlo Ancelotti poderá mostrar definitivamente se é candidato real ao título da Copa do Mundo.

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➡️Seleção Brasileira chega a Houston abraçada por multidão de fãs

Será a primeira vez em 16 jogos que Ancelotti poderá repetir a escalação, e tudo indica que o fará. Afinal, o Brasil fez diante da Escócia, na quarta-feira (24), o melhor jogo na Copa do Mundo, mostrando que o treinador, enfim, encontrou a melhor formação.

Três mudanças se mostraram essenciais para que isso acontecesse: improvisado na lateral direita diante do Marrocos, Ibañez deixou o time para a entrada de Danilo nos jogos seguintes; no ataque, Igor Thiago perdeu a posição para Matheus Cunha, que viria a marcar três gols nas duas partidas que encerrariam a fase de grupos; também na frente, Rayan assumiu a vaga do lesionado Raphinha, e o Brasil ganhou um jogador mais agudo pelo lado direito.

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O trio manteve a proposta de jogo do Brasil de Ancelotti, mas foi o que cada um conseguiu entregar que fez a Seleção dar um salto no futebol apresentado.

Rayan em ação durante Brasil x Escócia pela fase de grupos da Copa do Mundo
Rayan fez boa partida pelo Brasil diante da Escócia, em Miami (Foto: Chandan Khanna/AFP)

Como Danilo, Rayan e Matheus Cunha ajudam a explicar melhora do Brasil na Copa do Mundo

A entrada de Danilo — que depois da Copa do Mundo do Catar virou zagueiro pelo lado direito — na lateral permitiu que Douglas Santos passasse a ser o ala que mais avança na Seleção. É por aquele lado que corre Vini Jr, que agora é artilheiro do Brasil no Mundial, com quatro gols.

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Raphinha, por sua vez, não vinha conseguindo desempenhar o papel que todos esperavam dele na Seleção. Fazia de forma correta a função tática pelo lado direito, mas segurava demais a bola quando se aproximava da área. Com Rayan, o Brasil ganhou a mesma amplitude por aquele lado do campo, mas também um atacante mais objetivo na frente.

E, com Matheus Cunha, a Seleção voltou a ter um camisa 9 que também funciona como quarto homem de meio-campo quando o jogo assim demanda. Igor Thiago é jogador mais de área.

Essas três mudanças fizeram o Brasil ter uma postura mais agressiva no ataque. As linhas avançadas, com pressão na saída de bola do adversário, já vinham de antes. Agora, porém, a reação após a recuperação de bola é mais rápida.

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