Bobadilla na Copa do Mundo: veja a programação do meia do São Paulo
Bobadilla será o representante do São Paulo na Copa

Damián Bobadilla faz sua estreia na Copa do Mundo nesta sexta-feira (12), quando o Paraguai entra em campo pela primeira rodada da fase de grupos. O volante é o único representante do São Paulo na competição e chega ao torneio como presença constante nas convocações da seleção paraguaia desde sua chegada ao clube, há dois anos.
Nesse período, Bobadilla participou de compromissos importantes da equipe nacional, incluindo partidas das Eliminatórias Sul-Americanas, da Copa América e amistosos preparatórios. Sua convocação para a Copa do Mundo era considerada praticamente certa nos bastidores, cenário que levou o São Paulo a liberá-lo antes mesmo da pausa para o torneio. O volante foi dispensado dos dois últimos compromissos do clube para se apresentar à seleção.
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A estreia do Paraguai será diante dos Estados Unidos, uma das seleções anfitriãs da competição, às 22h (de Brasília). Na sequência, os paraguaios enfrentam a Turquia, no dia 20 de junho, à meia-noite. O último compromisso da fase de grupos será contra a Austrália, no dia 25 de junho, às 23h (de Brasília).
Com a convocação para a Copa do Mundo, tornou-se o oitavo jogador estrangeiro chamado para disputar o torneio enquanto defendia o São Paulo e o primeiro paraguaio a alcançar esse feito pelo clube. Os outros sete casos estão distribuídos em seis edições do Mundial, entre 1974 e 2022.
Ao longo da história, atletas de seleções como Colômbia, Peru, Equador e Uruguai representaram o Tricolor em Copas do Mundo.

Nas suas redes sociais, o São Paulo desejou boa sorte ao meia.
A Copa também vai começar para Bobadilla e o Paraguai! 🇵🇾 #TricolorNaCopa#VamosSãoPaulo 🇾🇪 pic.twitter.com/yOUMNMSk2t
— São Paulo FC (@SaoPauloFC) June 11, 2026
Veja os estrangeiros do São Paulo em Copas do Mundo
1974 - Pedro Rocha e Pablo Forlán (Uruguai)
A dupla uruguaia marcou época no São Paulo nos anos 1970 e chegou ao Mundial da Alemanha integrando uma seleção que era cabeça de chave do seu grupo. Pedro Rocha chegava para sua última Copa com seu país e já havia jogado outras três edições 1962, 1966 e 1970, quando alcançou a semifinal e caiu para a tricampeã Seleção Brasileira, de Pelé. Já Forlán havia atuado no Mundial de 1966 e iniciava sua segunda edição.
Pedro Rocha usou a histórica camisa 10, enquanto Forlán foi titular com o número 4 nas costas. O atacante e o zagueiro participaram de todos os jogos do Uruguai na Copa, mas a equipe fez uma campanha muito abaixo do Mundial anterior e caiu ainda na fase de grupos. Empataram com a Bulgária e perderam para Holanda e Suécia. Apesar do desempenho modesto, a dupla era referência para o futebol uruguaio e assumiam o posto de titulares inquestionáveis.
1986 - Darío Pereyra (Uruguai)
Mais uma Copa do Mundo com o uruguaio em campo que defendia o São Paulo. O meio-campista é o segundo estrangeiro com mais jogos pelo Tricolor, com 453 partidas pelo clube, e foi campeão Brasileiro (1977 e 1986) e tetracampeão Paulista (1980, 1981, 1985 e 1987). Na Copa do México, a segunda na história do país, o Uruguai passou para as oitavas de final ao se classificar em terceiro em seu grupo.
Iniciou a trajetória empatando em 1 a 1 com a Alemanha Ocidental, mas sofreu uma goleada da Dinamarca de 6 a 1 no segundo compromisso. Darío esteve no último jogo da fase de grupos, um empate de 0 a 0 contra a Escócia. No mata-mata, a adversária foi a Argentina, que também teve o são-paulino em campo. O camisa 14 estava em campo na derrota para a rival sul-americana por 1 a 0, que causou a eliminação da equipe no torneio.
1998 - Aristizábal (Colômbia)
O primeiro e único colombiano da lista é Victor Aristizábal. O atacante teve passagens marcantes por diversos clubes brasileiros, como Cruzeiro, Vitória e Santos, mas foi defendendo o São Paulo que o jogador foi para uma Copa do Mundo. Em 1998, esteve entre os convocados pelo técnico Hernán Darío Gómez. A campanha não foi boa e terminou com a Colômbia eliminada na fase de grupos, mas o camisa 15 participou dos três jogos da chave.
Foi titular na derrota para a Romênia na estreia por 1 a 0, depois entrou no decorrer do jogo na vitória contra a Tunísia, também pelo placar mínimo, e também saiu do banco de reservas contra a Inglaterra. O último compromisso do grupo terminou com triunfo inglês por 2 a 0. Após o Mundial, Aristizábal terminou sua passagem de pouco mais de dois anos pelo Tricolor e assinou com o Santos.
2014 - Álvaro Pereira (Uruguai)
Na Copa do Mundo disputada no Brasil, o São Paulo também contou com um jogador do seu elenco nos gramados das arenas do país. O lateral-esquerdo Alvaro Pereira fez parte de uma campanha que alcançou as oitavas de final e, por pouco, não cruzou com a própria Seleção Brasileira. A classificação para o mata-mata já foi uma conquista da equipe, que caiu num grupo da morte que tinha Inglaterra, Itália e a surpreendente Costa Rica, que terminou como líder da chave.
A seleção uruguaia inicia com derrota de 3 a 1 para a Costa Rica e Alvaro Pereira não atua no jogo. Mas o camisa seis assume a titularidade na partida seguinte, na vitória em cima da Inglaterra por 2 a 1, e se mantém no onze inicial no triunfo por 1 a 0 contra a Itália. O Uruguai cai para a Colômbia de James Rodríguez nas oitavas de final, que depois perdeu para o Brasil nas quartas de final.
2018 - Cueva (Peru)
Cueva foi o primeiro jogador peruano a representar o clube em uma Copa do Mundo e era nome de destaque da seleção comandada por Ricardo Gareca. A equipe voltou a um Mundial após 36 anos e o atacante são-paulino foi titular nos três jogos da chave, contra a França, que terminou com o título naquele ano, Dinamarca e Austrália.
A estreia foi contra os dinamarqueses, em que o Peru saiu derrotado por 1 a 0. Na partida seguinte, os franceses não tiveram um jogo tão fácil quanto o esperado; a seleção peruana perdeu mais uma vez pelo placar mínimo. Contra a Austrália, o time reencontrou a vitória após quase quatro décadas longe de uma Copa e Cueva teve atuação direta em um dos gols.
2022 - Arboleda (Equador)
Arboleda é o único caso que destoa do restante dos são-paulinos estrangeiros convocados para a Copa. O equatoriano foi destaque do seu país durante muito tempo e era titular na zaga do Equador, mas no Mundial do Catar não entrou em campo em nenhuma partida da fase de grupos.
Havia uma expectativa do Equador passar para o mata-mata e bater de frente com Senegal pela segunda vaga. A trajetória começou com uma vitória contra o Catar, mandante da Copa, por 2 a 0 e a classificação ficou mais próxima após um empate com a Holanda por 1 a 1. Porém, os equatorianos perderam para os senegaleses por 2 a 1, e a equipe terminou em terceiro lugar da chave.
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