Botafogo 4 x 3 Santos no Brasileirão 2006: vitória eletrizante em Cuca x Luxa

Relembre o eletrizante triunfo carioca por 4 a 3 no Maracanã

PorRedação Lance!São Paulo (SP)
16/07/2026 12:22
Jogadores do Botafogo celebram a gol no Brasileirão 2006 (Foto: LC Moreira/Lancepress!)
Jogadores do Botafogo celebram a gol no Brasileirão 2006 (Foto: LC Moreira/Lancepress!)
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Campeonato Brasileiro de 2006 com 20 clubes no formato de pontos corridos
Botafogo vence o Santos por 4 a 3 no Maracanã em jogo emocionante
Botafogo precisava evitar rebaixamento; Santos lutava pelo título
Resumo supervisionado pelo jornalista!

O Campeonato Brasileiro de 2006 entrou para a história como a primeira edição disputada no formato moderno de pontos corridos com apenas 20 clubes, aumentando drasticamente o nível de exigência a cada rodada. Naquela altura do torneio, as equipes já enfrentavam momentos de extrema definição, onde cada ponto conquistado ou perdido em campo era capaz de selar o destino de toda uma temporada. O Lance! relembra Botafogo 4 x 3 Santos no Brasileirão 2006.

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No dia 14 de outubro de 2006, o místico gramado do Maracanã foi o palco escolhido para um dos confrontos mais espetaculares daquela edição. Botafogo e Santos mediram forças em uma noite de sábado que prometia muito equilíbrio tático, mas que acabou se transformando em um verdadeiro espetáculo de gols, drama e emoções incontroláveis até o apito final.

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As duas equipes entraram em campo carregando objetivos completamente opostos, o que aumentava ainda mais a voltagem da partida. Enquanto o Santos buscava desesperadamente uma vitória para continuar caçando o líder São Paulo na luta pelo título, o Botafogo precisava somar pontos cruciais em casa para afastar de vez o temido fantasma do rebaixamento à Série B.

Além do peso da tabela, o confronto na beira do gramado apresentava um fascinante duelo particular entre duas mentes brilhantes do futebol nacional. O jovem e inovador técnico Cuca comandava o motivado elenco do Botafogo, enquanto o experiente e multicampeão Vanderlei Luxemburgo tentava orquestrar a virada tática do Santos rumo ao topo do país.

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O que os torcedores presentes no estádio carioca testemunharam naquela noite de sábado superou qualquer expectativa esportiva racional. Em um jogo frenético de sete gols, com viradas espetaculares e uma emocionante chuva de gols nos minutos finais, o Botafogo celebrou uma de suas vitórias mais memoráveis na história recente do Brasileirão.

Botafogo 4 x 3 Santos no Brasileirão 2006

O início movimentado e a força aérea do Botafogo

O Botafogo iniciou a partida de número 800 de sua história no Campeonato Brasileiro pressionando o adversário paulista. Com investidas rápidas de Wando e fortes arremates de Juninho de fora da área, os donos da casa ditaram o ritmo do início do confronto. O Santos, acuado, tentava responder na genialidade de Zé Roberto, que chegou a deixar Kléber na cara do gol em um lindo passe de calcanhar defendido pelo goleiro Max.

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A eficiência carioca, no entanto, falou mais alto aos 19 minutos. O ala-esquerdo Júnior César, que levava ampla vantagem sobre o jovem ala santista Paulo, cruzou na medida para a grande área. O zagueiro Asprilla apareceu livre de marcação no meio dos defensores do Santos e testou firme para abrir o placar no Maracanã.

O Santos conseguiu reagir aos 31 minutos em uma grande jogada individual de Wellington Paulista, que invadiu a área, driblou a marcação e chutou cruzado. Max espalmou para a frente e Kléber, de primeira, empatou com categoria. Mas a defesa santista voltou a falhar na bola aérea aos 43 minutos. Novamente Júnior César cruzou livre e o atacante Reinaldo subiu mais alto que a zaga para recolocar o Botafogo em vantagem antes do intervalo.

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O dedo dos treinadores e a reviravolta no placar

Irritado com a frouxidão defensiva de sua equipe no primeiro tempo, Vanderlei Luxemburgo desfez o esquema com três zagueiros no intervalo. Ele promoveu as entradas do meia Rodrigo Tabata e do centroavante Reinaldo — que retornava aos gramados após dois meses lesionado —, mudando a postura ofensiva do Peixe.

A alteração surtiu efeito imediato. Logo aos 6 minutos da etapa complementar, Reinaldo roubou a bola de Diguinho e deu uma assistência primorosa para Wellington Paulista bater forte, no alto, empatando o duelo em 2 a 2. O Santos manteve a pressão e, aos 34 minutos, Zé Roberto puxou um contra-ataque rápido e serviu Reinaldo, que tocou com extrema categoria para sacramentar a virada paulista no Rio de Janeiro.

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A catarse alvinegra no fim do jogo

Quando a derrota parecia desenhada para o time carioca, a estrela do técnico Cuca brilhou. O Botafogo partiu com tudo para o ataque e, apenas quatro minutos após sofrer a virada, empatou a partida. Em mais um cruzamento na área santista, o meia Zé Roberto subiu completamente livre de marcação e testou firme para vencer o goleiro Felipe, anotando o 3 a 3 aos 38 minutos.

O Maracanã explodiu em catarse definitiva aos 40 minutos do segundo tempo. O volante Juca, que havia entrado na etapa complementar, cobrou uma falta potente da intermediária. O chute forte foi direto no meio do gol, mas o goleiro santista Felipe falhou feio no lance, permitindo que a bola passasse e decretando a eletrizante virada do Botafogo por 4 a 3. O triunfo memorável fez o time de Cuca afastar o risco de queda, enquanto Luxa admitiu que o sonho do título para o Santos havia ficado distante.

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Ficha técnica de Botafogo 4 x 3 Santos no Brasileirão 2006

  1. Competição: Campeonato Brasileiro de 2006 - 29ª Rodada
  2. Data: 14 de outubro de 2006 (Sábado)
  3. Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
  4. Árbitro: Carlos Eugênio Simon (RS-Fifa)
  5. Auxiliares: José Otávio Dias Bitencourt e José Antônio Chaves Franco Filho (ambos do RS)
  6. Cartões amarelos: Asprilla (Botafogo); Ronaldo Guiaro, Wellington Paulista, Heleno e Carlinhos (Santos)
  7. Gols:
    • Botafogo: Asprilla (19'/1ºT), Reinaldo (43'/1ºT), Zé Roberto (38'/2ºT) e Juca (40'/2ºT)
  8. Santos: Kléber (31'/1ºT), Wellington Paulista (6'/2ºT) e Reinaldo (33'/2ºT)

Escalações:

  • BOTAFOGO: Max; Asprilla, Juninho e Rafael Marques (Thiaguinho); Joílson, Diguinho (Juca), Claiton, Zé Roberto e Junior Cesar; Wando (Marcelinho) e Reinaldo. Técnico: Cuca.
  • SANTOS: Felipe; Luiz Alberto, Ronaldo Guiaro e Manzur (Rodrigo Tabata); Paulo, Heleno (Carlinhos), Cléber Santana, Zé Roberto e Kléber; Wellington Paulista e Rodrigo Tiuí (Reinaldo). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
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