Artilheiro da Copa de 1970: Gerd Müller, da Alemanha

Relembre a trajetória do implacável Gerd Müller, o artilheiro de 1970.

PorRedação Lance!São Paulo (SP)
11/07/2026 04:30
Maior artilheiro das Copas até 2006, alemão Gerd Müller usou o número na seleção 
Gerd Müller em ação pela seleção da Alemanha Ocidental. Conhecido como "Der Bomber" (O Bombardeiro), o letal atacante foi o grande artilheiro isolado da Copa do Mundo de 1970, no México, anotando 10 gols no torneio. (Arquivo Lance!)
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A Copa do Mundo de 1970 no México é considerada uma das mais espetaculares da história do futebol.
Gerd Müller, da Alemanha, foi o artilheiro do torneio, marcando 10 gols em 6 jogos.
A Alemanha venceu o Uruguai no jogo pelo terceiro lugar após ser eliminada nas semifinais pela Itália.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

A nona edição da Copa do Mundo, realizada no México em 1970, é amplamente considerada por especialistas e torcedores como o torneio mais espetacular da história do futebol. Sendo o primeiro Mundial transmitido ao vivo em cores para grande parte do planeta, a competição encantou o mundo com um desfile de craques e um futebol extremamente ofensivo. O forte calor e a altitude mexicana não foram obstáculos para que as seleções entregassem partidas inesquecíveis e repletas de lances geniais. O Lance! relembra o artilheiro da Copa de 1970: Gerd Müller, da Alemanha.

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A seleção da Alemanha Ocidental chegou ao torneio disposta a apagar a frustração do vice-campeonato na edição anterior, em 1966. Comandada pelo técnico Helmut Schön, a equipe contava com um elenco fabuloso que mesclava liderança, técnica e vigor físico. A espinha dorsal do time era formada por astros do poderoso Bayern de Munique, garantindo um entrosamento quase perfeito que tornava os alemães um dos adversários mais temidos daquela competição sediada na América do Norte.

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Artilheiro da Copa de 1970: Gerd Müller, da Alemanha

No centro desse brilhante esquadrão germânico, despontava um camisa 13 com características físicas que fugiam do estereótipo clássico de um atleta de elite. Baixo, atarracado e com pernas curtas e grossas, ele não exibia a elegância de outros craques da época. No entanto, o que lhe faltava em plasticidade sobrava em força de explosão, equilíbrio impressionante e um instinto predatório dentro da grande área que beirava o sobrenatural. Ele parecia antever onde a bola iria cair antes mesmo dos zagueiros e goleiros.

Sua capacidade absurda de girar sobre os próprios defensores e finalizar de qualquer ângulo lhe rendeu o temido apelido de "Der Bomber" (O Bombardeiro). Ele não marcava gols acrobáticos ou de longas distâncias, mas era o mestre absoluto do chamado "gol de oportunismo". Bastava um centímetro de espaço, um rebote inesperado ou um cruzamento mal cortado na pequena área para que ele estufasse as redes sem nenhuma piedade, transformando lances truncados em estatísticas brilhantes para o seu país.

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Esse implacável finalizador era Gerd Müller, que deixou o México eternizado como o indiscutível Artilheiro da Copa de 1970. Em uma campanha irretocável e marcada por uma regularidade assombrosa, o Bombardeiro da Nação anotou expressivos 10 gols em apenas seis jogos disputados. Sua performance arrasadora rendeu a Chuteira de Ouro do Mundial de forma isolada, superando no quesito artilharia, inclusive, a fantástica e histórica geração brasileira que acabou encantando e conquistando o planeta naquele mesmo torneio.

Os dois hat-tricks e a dominação de Müller na primeira fase

A jornada de Gerd Müller começou com um susto logo na estreia diante do Marrocos. Após os alemães saírem atrás no placar e buscarem o empate, coube ao Bombardeiro usar o seu instinto letal no segundo tempo para marcar o gol da suada vitória por 2 a 1. O jogo serviu como um aquecimento para o que o mundo testemunharia nas partidas seguintes, quando o atacante decidiu ligar sua máquina de fazer gols no mais alto nível de potência.

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No segundo duelo do Grupo 4, contra a Bulgária, a Alemanha venceu de forma avassaladora por 5 a 2. Müller foi o grande regente do espetáculo ofensivo, anotando simplesmente três gols (o famoso hat-trick). Como se não bastasse, na rodada final da fase de grupos diante do fortíssimo Peru do craque Teófilo Cubillas, o artilheiro repetiu a exata dose letal. O camisa 13 marcou mais um impressionante hat-trick na vitória por 3 a 1, encerrando a primeira fase com incríveis sete bolas na rede em apenas três jogos.

O gol da vingança histórica nas quartas de final

O destino reservou para as quartas de final um dos confrontos mais aguardados e carregados de rivalidade daquela edição: Alemanha Ocidental contra a Inglaterra. O jogo marcava o reencontro das duas seleções após a polêmica final da Copa de 1966 vencida pelos ingleses. A Inglaterra chegou a abrir 2 a 0 no placar, mas a equipe germânica reagiu de forma heroica e buscou o empate, levando a decisão para a desgastante prorrogação sob o sol escaldante da cidade de León.

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Foi nesse momento de extrema exaustão física que o preparo e o posicionamento invejável de Gerd Müller fizeram a diferença. Após um cruzamento na área e um desvio de cabeça, a bola sobrou no ar muito perto da pequena área inglesa. Mostrando uma elasticidade surpreendente, o Bombardeiro acertou um belíssimo voleio de primeira e virou a partida para 3 a 2. O gol eliminou os atuais campeões mundiais e garantiu a vingança alemã com a assinatura inconfundível do seu maior artilheiro.

O Jogo do Século e a consagração na Chuteira de Ouro

A semifinal da Copa de 1970 colocou frente a frente a Alemanha e a Itália, em um confronto tão épico e cheio de reviravoltas que foi eternizado em uma placa no Estádio Azteca como o "Jogo do Século". O tempo normal terminou empatado em 1 a 1, forçando uma nova prorrogação. No tempo extra, a loucura tática e emocional tomou conta da partida, com incríveis cinco gols sendo marcados em um curto espaço de trinta minutos.

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Mesmo em um duelo tão frenético e dramático, Gerd Müller não passou em branco. O Bombardeiro aproveitou duas bobeiras da forte defesa italiana para marcar dois gols de puro oportunismo na prorrogação. Infelizmente para os alemães, a Itália conseguiu marcar uma vez a mais e venceu o épico duelo por 4 a 3. A Alemanha terminou o torneio vencendo o Uruguai na disputa de terceiro lugar, mas os inesquecíveis 10 gols marcados consolidaram o nome de Gerd Müller no topo da artilharia, provando para sempre que sua genialidade dentro da pequena área era insuperável.

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