Neymar ajudaria? Torcedores apontam o que faltou na estreia do Brasil na Copa
Seleção ficou no empate em 1 a 1

Brasil e Marrocos ficaram no empate em 1 a 1 na estreia da Copa do Mundo no último sábado (13), e a atuação da equipe não agradou a todos os torcedores. Durante evento na Casa CazéTV em São Paulo, alguns dos espectadores que assistiram à partida opinaram sobre a exibição do time de Ancelotti, o que fariam de diferente e se a presença de Neymar poderia mudar o cenário da partida, caso tivesse condições de atuar.
Um deles apontou que o Brasil poderia ser melhor e admitiu que o time foi dominado em grande parte do jogo pelo Marrocos. Além disso, mostrou-se decepcionado com a atuação de Casemiro.
— No primeiro tempo, o Marrocos dominou. Infelizmente, a gente jogou muito mal. É, o Brasil teve algumas chances, tanto que empatou o jogo, mas eu achei que a gente podia se doar um pouco mais. O Casemiro, por exemplo, eu achei muito aquém do que ele consegue jogar, do que a gente já viu ele jogando. Eu achei fraco. A Seleção foi fraca no primeiro tempo, principalmente — afirmou.
Outro torcedor, que não gostou da atuação de Raphinha ao longo dos 90 minutos, disse que traria Endrick para o lugar do camisa 11.
— Eu acho que o Endrick tinha que ter entrado. Acho que ele ali no lugar do Raphinha, que para mim fez uma partida muito ruim. Acho que o Brasil, precisando de gol, ele é um cara que faria — disse o torcedor.
Por fim, um dos torcedores respondeu se a presença de Neymar faria alguma diferença positiva para o time do Brasil.
— Em plenas condições, sem dúvida. Neymar, junto de Vini… só a preocupação do adversário (com a presença de Neymar) já mudaria o jogo.
Veja as opiniões em vídeo:

Como foi Brasil x Marrocos na Copa do Mundo?
O primeiro tempo da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo esteve longe de ser tranquilo. Escalado com Lucas Paquetá pela direita, Vini Jr pela esquerda e a dupla Igor Thiago e Raphinha centralizada, o Brasil sofreu nos minutos iniciais diante de um Marrocos mais intenso e organizado. Os africanos dominaram os dez primeiros minutos, com duas finalizações, uma para fora e outra bloqueada pela defesa brasileira. A primeira boa chegada da equipe de Ancelotti veio em jogada individual de Vini Jr, que venceu a marcação pela esquerda e cruzou para Igor Thiago, mas o atacante não conseguiu cabecear em direção ao gol.
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A superioridade marroquina foi premiada aos 21 minutos. Em um lançamento em profundidade, Gabriel Magalhães falhou na tentativa de interceptação e deixou Saibari livre para sair cara a cara e encobrir Alisson para abrir o placar para o Marrocos. Do outro lado, Paquetá fazia um primeiro tempo abaixo do esperado, acumulando erros nas saídas de bola e dificultando a construção ofensiva brasileira.
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Mesmo sem grande atuação coletiva, o Brasil encontrou o empate aos 32 minutos. Bruno Guimarães deu um belo passe para Vini Jr, que dominou, cortou o defensor e bateu colocado para fazer 1 a 1. Já nos acréscimos, Paquetá pareceu despertar na partida ao iniciar uma boa jogada pela esquerda. O meia encontrou Douglas Santos, que cruzou para a área, e o jogador do Flamengo tentou um voleio para virar o placar, mas parou na defesa de Bono. O empate acabou sendo o retrato de um primeiro tempo equilibrado após um início de amplo domínio marroquino.
Brasil melhora, mas não consegue criar chances claras
Depois de um primeiro tempo movimentado, a partida perdeu intensidade na etapa final. O Marrocos já não conseguia repetir a pressão dos minutos iniciais e dava sinais claros de desgaste físico, enquanto o Brasil mantinha mais a posse de bola, mas encontrava enormes dificuldades para transformar o domínio territorial em chances reais de gol. Logo na volta do intervalo, Carlo Ancelotti promoveu duas mudanças por precaução: Casemiro e Ibañez, ambos amarelados, deram lugar a Fabinho e Danilo. Aos 16 minutos, o treinador voltou a mexer na equipe, sacando Lucas Paquetá e Igor Thiago para as entradas de Matheus Cunha e Luiz Henrique. Mesmo com as alterações, a Seleção seguiu esbarrando na forte marcação marroquina. Raphinha, discreto durante os 90 minutos, pouco conseguiu produzir ofensivamente.
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A melhor notícia para o Brasil foi a entrada de Matheus Cunha, que deu mais mobilidade ao ataque. Em uma de suas primeiras participações, o atacante encontrou belo passe para Vini Jr, que avançou e cruzou para a área, mas a defesa africana conseguiu afastar o perigo. Com o passar do tempo, o Brasil aumentou a pressão, mas continuou sem criatividade para abrir a última linha rival. Já nos acréscimos, Danilo Santos teve a melhor oportunidade da etapa final, mas parou em grande defesa de Bono. Do outro lado, o Marrocos também assustou no fim: El Aynaoui arriscou de fora da área e obrigou Alisson a fazer a defesa em dois tempos. Sem brilho e com poucas emoções, o segundo tempo confirmou a queda de ritmo da partida e manteve o empate em 1 a 1 até o apito final.
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