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ANÁLISE: Eliminação escancara um Fluminense que não se sustenta sem brilhos individuais

Trabalho de Zubeldia é posto à prova na má fase de destaques da equipe

PorMauricio LuzRio de Janeiro (RJ)
06/08/2026 06:13

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A eliminação para o Vasco nas oitavas de final da Copa do Brasil expôs um problema que o Fluminense já vinha demonstrando desde o retorno da pausa para a Copa do Mundo. Sem conseguir encontrar soluções coletivas e diante da queda de desempenho individual de nomes como Lucho Acosta e John Kennedy, a equipe de Luis Zubeldía se despede da competição com desempenho preocupante.

➡️ Zubeldía assume responsabilidade pela eliminação do Fluminense

A derrota por 3 a 1 no Maracanã amplia a sequência sem vitórias — seis jogos no total, cinco após a parada para o Mundial. O cenário aumenta a pressão sobre o trabalho de Zubeldía, que ainda busca respostas para o momento da equipe.

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Primeiro tempo evidencia dificuldades coletivas do Fluminense

O Fluminense teve dificuldades desde os primeiros minutos. A equipe encontrou problemas para sair jogando, pouco conseguiu construir ofensivamente e viu o Vasco controlar as ações durante boa parte do primeiro tempo.

Sem conseguir pressionar o adversário — pelo contrário, sucumbindo à pressão do rival — ou ocupar espaços entre as linhas, o time produziu pouco e terminou a etapa inicial atrás no placar. No segundo tempo, Zubeldía alterou a formação, colocou Nonato no lugar de Savarino e preencheu o meio de campo.

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Desta forma, o Tricolor passou a ocupar mais o campo ofensivo, mas, quando dava sinais de reação, sofreu o segundo gol em um contra-ataque e perdeu força até o fim da partida. Após o jogo, o treinador reconheceu que a equipe foi superada.

— O que você diz é certo. Quando parecia que era o caminho, chegou a transição evitável, uma perda de bola. Uma lástima, porque me parecia que ia por ali a estratégia. Com o losango, poderíamos complicar mais (para o Vasco), porque estávamos travados no 4-2-3-1. Me parecia um bom caminho, mas agora temos que reconhecer que nos ganharam bem e olhar para a frente.

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➡️ Igor Rabello reclama de lance em gol do Vasco sobre o Fluminense

Má fase dos protagonistas pesa no desempenho

A queda de rendimento dos principais jogadores ajuda a explicar o momento do Fluminense. Lucho Acosta, principal articulador da equipe, foi substituído no segundo tempo sob vaias da torcida. Antes da Copa do Mundo, o argentino acumulava cinco gols e seis assistências. Desde o retorno das competições, ainda não participou diretamente de nenhum gol.

Questionado sobre a fase do camisa 10 e de Savarino, Zubeldía admitiu não encontrar uma explicação.

— Não sei. Se eu soubesse, poderia antecipar várias coisas. São jogadores importantes. Acho que são momentos. Como o time estava montado, com jogadores criativos e que atacam o espaço, poderíamos ter tido melhor resultado no primeiro jogo. Hoje, eles nos dominaram. Em nenhum momento conseguimos controlar. Depois, com as trocas, melhoramos. Se eu falar o que ocorre com eles, estaria te mentindo.

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Ataque perde eficiência

A queda ofensiva também passa pelos atacantes. John Kennedy, artilheiro do Fluminense na temporada com 14 gols, ainda não marcou após a pausa para a Copa do Mundo. Ele entrou no segundo tempo contra o Bragantino e foi expulso, cumpriu suspensão diante de Grêmio e Bahia e voltou como titular nos dois clássicos contra o Vasco, sem conseguir decidir. Na partida de quarta-feira (5), deixou o campo com dores e tem suspeita de torção no joelho direito. O atacante será reavaliado na reapresentação do elenco no CT Carlos Castilho.

Hulk também ainda busca afirmação. Titular nos três primeiros jogos após a pausa, marcou apenas um gol, de pênalti, contra o Grêmio. Contra o Vasco, entrou no segundo tempo e participou com assistência para o gol de Martinelli, quando o Fluminense já perdia por 2 a 0.

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Sem a produção de seus principais nomes, o time viu sua média ofensiva cair de forma significativa em relação ao período anterior à Copa do Mundo.

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Defesa também sente os desfalques

O momento ruim não se restringe ao ataque. Sem Thiago Silva, Freytes e Millán, todos lesionados, Zubeldía voltou a escalar Igor Rabello e Ignácio na defesa. A dupla havia conseguido manter o Vasco sem gols no empate da ida, mas encontrou mais dificuldades na partida de volta.

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Jemmes, recuperado de lesão, ficou apenas como opção no banco de reservas e não foi utilizado. As ausências reduziram as alternativas defensivas do treinador justamente em uma sequência decisiva da temporada.

Dependência de individualidades preocupa

A eliminação expõe uma característica do trabalho de Zubeldía. Quando seus principais jogadores vivem bom momento, o Fluminense consegue competir em alto nível. Quando o rendimento individual cai, o coletivo ainda não oferece respostas suficientes.

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É o que acontece na sequência posterior à Copa do Mundo. O time empatou com Bragantino, Grêmio, Bahia e Vasco antes de ser derrotado pelo rival nas oitavas da Copa do Brasil. Em cinco partidas, venceu nenhuma e marcou apenas três gols.

Contra o Cruz-Maltino, o problema ficou evidente. O Fluminense foi dominado taticamente durante o primeiro tempo, não conseguiu controlar o jogo e só cresceu quando passou a se lançar ao ataque em busca do empate. A pressão ofensiva abriu espaços para os contra-ataques, e o segundo gol vascaíno praticamente definiu a classificação.

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Sem o brilho de jogadores como Lucho Acosta, Savarino e John Kennedy, a equipe não encontrou alternativas coletivas para reagir. A eliminação aumenta a pressão sobre Zubeldía em um momento decisivo na temporada do Fluminense, que ainda disputa Campeonato Brasileiro e Libertadores.

Luis Zubeldía com mão no rosto durante partida entre Fluminense e Vasco
Luis Zubeldía durante duelo entre Fluminense e Vasco, que cumlinou na eliminação tricolor nas oitavas de final da Copa do Brasil (Foto: Dhavid Normando/Código 19/Folhapress)

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