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Zubeldía assume responsabilidade por eliminação do Fluminense

Técnico conversa com a imprensa após o jogo de volta das oitavas de final

PorMauricio LuzRio de Janeiro (RJ)
06/08/2026 00:03
Atualizado há 0 minutos
Luis Zubeldía em pé com braços para trás em frente ao banco do Fluminense em duelo com o Vasco
Luis Zubeldía durante duelo entre Fluminense e Vasco pela Copa do Brasil (Foto: Lucas Merçon / Fluminense F.C.)

O técnico Luis Zubeldía assumiu a responsabilidade pela eliminação do Fluminense na Copa do Brasil. Após a derrota por 3 a 1 para o Vasco, nesta quarta-feira (5), no Maracanã, o treinador reconheceu que a equipe fez um primeiro tempo abaixo do esperado e afirmou ser o principal responsável pelo desempenho ruim.

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— Se a postura da equipe foi ruim, o máximo responsável é o treinador, sempre. Ou porque não ocupamos bem os espaços, ou porque não tínhamos os jogadores próximos para realizar um futebol equilibrado. Evidentemente ficou claro que o primeiro tempo foi ruim. Às vezes você espera que o time tenha 15 ou 20 minutos ruins e depois consiga se reorganizar, ganhar confiança e reverter o andamento da partida. Neste caso, não foi assim. Todo o primeiro tempo foi ruim.

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Treinador explica mudanças e mantém confiança

Zubeldía explicou que promoveu mudanças no intervalo para fortalecer o meio-campo e tentar dar mais controle ao Fluminense, mas lamentou que o Vasco tenha ampliado a vantagem justamente no melhor momento da equipe na etapa final.

— Entendíamos que, se tudo tinha sido ruim, se estávamos errando passes e sofrendo com as transições, precisávamos colocar mais um jogador no meio. Por isso colocamos o Nonato, para ter mais posse de bola e mais controle. Começamos o segundo tempo criando duas oportunidades, mas, na primeira transição deles, saiu o gol. Não acho que tenha sido uma questão de velocidade. Faltou mais jogo por dentro, mais proximidade. Os jogadores que entraram foram bem, mas já tínhamos feito um primeiro tempo muito ruim.

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Recado para a torcida

Na sequência, Zubeldía pediu confiança da torcida no trabalho desenvolvido pelo clube e projetou uma boa campanha do Fluminense na Copa Libertadores.

— O torcedor tem que acreditar na equipe, nos jogadores e também na diretoria. Desde o presidente até todos que trabalham no clube, fizeram um grande trabalho nesses anos. O Fluminense vai fazer uma grande Copa Libertadores, não tenho dúvida disso.

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Conversa sobre demissão

Questionado sobre uma possível conversa com a diretoria após a eliminação, Zubeldía afirmou que o tema ainda não foi tratado e reforçou que toda a comissão técnica se sente responsável pelo momento vivido pelo clube.

— Não, não falamos nada sobre isso. Conversamos apenas sobre outras coisas como grupo. Esta etapa não é boa para nós, não é boa para o Fluminense e, claro, nós, como comissão técnica, nos sentimos responsáveis porque somos uma peça importante de todo o projeto esportivo.

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Luis Zubeldía em pé com braços para trás em frente ao banco do Fluminense em duelo com o Vasco
Luis Zubeldía durante duelo entre Fluminense e Vasco pela Copa do Brasil (Foto: Lucas Merçon / Fluminense F.C.)

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Outras respostas de Zubeldía após Fluminense x Vaxco

Houve nó tático do Vasco?

— Jogamos mal. Simplificando a resposta, o máximo responsável sou eu. Fomos mal por várias razões. Fomos mal, sobretudo no primeiro tempo. No segundo, me pareceu que, em algum momento, poderíamos igualar os trâmites, um pouco pelo desespero de querer reverter o resultado. Ao jogar mal, simplificamos que o treinador, neste caso eu, é o máximo responsável, e está bem. Depois, a dor que todos temos por ficarmos fora da Copa do Brasil, e sempre os clássicos. Como não vou ter empatia com o torcedor? Sou o primeiro que queria ganhar. Sou o primeiro a ter empatia com toda a gente que me rodeia, sei o que significa um clássico. Dói a alma perder uma partida de oitavas de final da Copa do Brasil, isso sem dúvidas. Mas aqui, se joga mal, a probabilidade de perder é alta. Lamentavelmente, fizemos o pior primeiro tempo que poderíamos fazer. Fizemos um primeiro tempo ruim, não podemos nos acomodar nunca. Isso acabou pesando na partida.

Saída de bola ruim pesou na eliminação?

— Foi um dos fatores, mas prefiro não aprofundar agora. Não é o caso. Por vezes, não se consegue uma saída de bola limpa. Não foi isso. Jogamos mal em vários aspectos. A gente queria classificar, era um objetivo do grupo. A dor é grande.

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O que fazer para mudar o cenário.

— Ganhar é a única coisa (a fazer). Há partidas em que jogamos melhor que os rivais, criamos mais situações, não é o caso de hoje. O resultado está dentro da lógica. Contra o Bahia, merecemos ganhar. Contra o Bragantino, poderíamos ter ganhado tranquilamente. É um mau momento, ficar fora da Copa do Brasil e em um clássico. Mas se ganha recobrando a confiança e a memória. Esses mesmos jogadores tiveram um grande nível também. Não seria ilógico (pensar) que vão recuperar o nível e a memória para poder ganhar.

O que explica a má fase de Savarino e Lucho

— Não sei. Se eu soubesse, poderia antecipar várias coisas. São jogadores importantes. Acho que são momentos. Como o time estava montado, com jogadores criativos e que atacam o espaço, poderíamos ter tido melhor resultado no primeiro jogo. Hoje, eles nos dominaram. Em nenhum momento, conseguimos controlar. Depois, com as trocas, melhoramos. Se eu falar o que ocorre com eles, estaria te mentindo.

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Ganso entrando após três meses

— Eu expliquei na coletiva passada que esteve perto de entrar na última partida. Considerava que (o Vasco) ao ter muitos meias, muitos volantes, nós teríamos que começar a recuperar a memória com o tema dos toques. Habitualmente, fazíamos isso com o Savarino, o Lucho, os zagueiros. Em algum lado, teria que reacomodar isso. Não só com o desenho (de jogo), mas também as características, entende? Em outro momento, esse passe nós seguíamos tendo com os zagueiros, ou com o Lucho. Contra o Vasco, custou mais para nos associarmos. Contra o Bahia, não, a equipe foi crescendo, não fez falta. Contra o Bahia, o que fez falta foi a efetividade. Aqui, fazia falta jogar melhor, não perder a bola, construir um pouco mais. Sobretudo porque eles mostravam mais volantes. Não passar por (Ganso) jogar muito ou pouco. A partida parecia que estava para um jogador assim, se o Lucho não estava bem. Para mim, as características do Ganso encaixavam perfeitamente.

Fluminense ainda pode evoluir?

— Acredito no que o Fluminense pode ser, no meu trabalho, na comissão, na gente que me rodeia. Sempre, sempre. Há bons jogadores. Não estamos passando por um bom momento, não é a nossa melhor versão. E nada mais. Acredito no que nós podemos fazer, no que todo o Fluminense pode fazer.

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Equipe sentiu o segundo gol do Vasco?

— O que você diz é certo. Quando parecia que era o caminho, chegou a transição evitável, uma perda de bola. Uma lástima, porque me parecia que ia por ali a estratégia. Com o losango, poderíamos complicar mais (para o Vasco), porque estávamos travados no 4-2-3-1. Me parecia um bom caminho, mas agora temos que reconhecer que nos ganharam bem e olhar para a frente.

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