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Análise: classificação mostra duas faces do Fluminense e deixa lição para semifinal da Libertadores

Pressão alta do Platense travou saída tricolor, meio-campo não conseguiu controlar a partida e lado esquerdo da defesa sofreu na Argentina

PorBernardo PinhoRio de Janeiro (RJ)
16/09/2026 05:20
Time do Fluminense comemora classificação na Libertadores
Time do Fluminense comemora classificação na Libertadores (Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC)

O Fluminense saiu de Vicente López classificado para a semifinal da Libertadores, mas apresentou uma versão muito diferente daquela que construiu a vantagem no Maracanã. Se na ida o time conseguiu controlar a bola e o ritmo durante boa parte da partida, na Argentina teve enormes dificuldades para superar a pressão do Platense, perdeu o funcionamento do meio-campo e precisou sobreviver durante longos períodos para garantir a vaga.

O Platense terminou o primeiro tempo com dez finalizações, quatro no alvo, contra apenas duas do Fluminense, que não acertou o gol. Os argentinos abriram 2 a 0 e chegaram ao intervalo com o confronto empatado no agregado. Ao fim da partida, foram 16 chutes contra sete do Tricolor.

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Meio-campo do Fluminense não consegue vencer pressão do Platense

A pressão alta do Platense dificultou, desde os primeiros minutos, uma das principais características do Fluminense: construir desde trás com participação dos meio-campistas.

Hércules teve uma atuação ruim e não conseguiu dar sequência a boa parte das jogadas. Martinelli, fundamental para oferecer linha de passe aos zagueiros e progredir com a bola, também esteve abaixo do nível habitual.

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Ganso completou um meio-campo que pouco funcionou. O camisa 10 costuma baixar para participar da saída, aproximar os setores e controlar o ritmo do jogo, mas encontrou dificuldades para receber com espaço. Sem conseguir acionar o principal organizador e com Martinelli e Hércules pressionados, o Fluminense praticamente não teve controle territorial no primeiro tempo.

A bola chegou pouco na frente e, quando chegou, muitas vezes veio de maneira direta, sem a aproximação necessária para manter a posse. O Fluminense passou a jogar mais perto do modelo desejado pelo Platense do que daquele que Marcão vinha construindo. O próprio treinador reconheceu após a partida que a equipe havia preparado mecanismos para superar a pressão argentina, mas não conseguiu executá-los inicialmente.

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Lado esquerdo virou caminho para o time argentino

O Platense encontrou espaço principalmente pelo lado esquerdo da defesa tricolor. Renê teve dificuldades no setor, e as duas jogadas que terminaram em gol argentino passaram por aquela região.

Mainero foi principal arma do time comandado por Palermo. Depois de abrir o placar, recebeu pelo lado direito do ataque argentino e cruzou para Sepúlveda aparecer livre na segunda trave. O Platense terminou a primeira etapa com a vantagem que precisava para levar a decisão aos pênaltis.

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Marcão percebeu o problema ainda no primeiro tempo e inverteu Soteldo e Canobbio. O uruguaio passou para o lado esquerdo justamente por oferecer maior capacidade de recomposição e participação defensiva do que o venezuelano. A mudança não foi suficiente para impedir o segundo gol antes do intervalo, mas acabou tendo efeito decisivo por outro motivo.

Ajuste defensivo termina no gol da classificação do Fluminense

O gol que colocou novamente o Fluminense à frente no confronto nasceu justamente pelo lado para o qual Canobbio havia sido deslocado.

Aos 12 minutos do segundo tempo, Hulk recebeu após erro do Platense no meio, conduziu a transição e encontrou o uruguaio pela esquerda. Canobbio puxou para a perna direita e finalizou no canto de Cozzani. Foi a primeira finalização do Fluminense no alvo durante toda a partida.

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Fluminense bateu o Platense na Libertadores
Fluminense bateu o Platense na Libertadores (Marcelo Gonçalves/Fluminense)

O Tricolor melhorou depois do intervalo, conseguiu trocar mais passes e diminuiu parte da pressão, mas voltou a ser empurrado para a própria área na reta final. Fábio e a defesa sustentaram o 2 a 1 até o apito final.

A vaga entre os quatro melhores veio mesmo sem o Fluminense conseguir reproduzir sua melhor versão e deixa uma 'lição' para a semifinal. O adversário sairá do confronto entre LDU e Palmeiras, nesta quinta-feira (16).

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