Andrés Sanchez

Andrés Sanchez (Foto: Eduardo Vianna)

Fabio Chiorino e Rodrigo Borges
09/11/2018
08:48
São Paulo (SP)

A determinação da Justiça em penhorar a taça do Mundial conquistado pelo Corinthians em 2012 não passa de um chiste. A decisão é fruto de uma dívida de R$ 2,48 milhões com o Instituto Santanense de Ensino Superior, que vem sendo cobrada desde 2008. Trata-se, entretanto, de uma forma eficaz de mexer no orgulho do clube e de sua torcida e evidenciar ainda mais a fragilidade financeira que o Corinthians enfrenta nos últimos anos. Em 2008, o São Paulo, rival do Timão neste sábado, teve o estádio do Morumbi penhorado como garantia em uma ação trabalhista movida pelo ex-zagueiro Amelli, que era de cerca de R$ 2,5 milhões. Mas, muitas vezes, é uma estratégia implementada pelos próprios clubes para ganhar tempo no processo. Logo após a informação da penhora, o presidente Andrés Sanchez afirmou que a dívida será quitada nas próximas horas, mas usou de ironia ao analisar o caso: "Pelo menos o Corinthians tem duas taças de Mundial", disse. Obviamente, o troféu continuará no clube, mas a situação mostra como a administração atual do Corinthians contribui diretamente para a desvalorização da marca. Em setembro, o clube teve novamente as contas bloqueadas por dívida com uma empresa de marmitas. No mesmo mês, o balancete revelou que a dívida alvinegra superou os R$ 500 milhões. Um quadro bem desfavorável para um clube que desde 2014 busca vender os naming rights do seu estádio e que, desde abril de 2017, não tem um patrocinador principal. A ironia de Andrés não é capaz de proteger o telhado de vidro, que só aumenta de tamanho.

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