Andrés Sanchez

Presidente falou sobre decisão da Justiça (Foto: Daniel Vorley/AGIF)

Guilherme Amaro
08/11/2018
15:29
São Paulo (SP)

Pouco depois de a Justiça determinar a penhora da taça do Mundial de 2012 do Corinthians por dívida com o Instituto Santanense de Ensino Superior, o presidente Andrés Sanchez falou em nome do clube. Em entrevista coletiva no CT Joaquim Grava, o dirigente criticou a determinação, disse que os advogados do instituto devem torcer para outro clube e usou de ironia ao afirmar que "pelo menos o Corinthians tem duas taças de Mundial" para penhorar. 

- Pelo menos o Corinthians tem taça de Mundial, duas, para penhorar, né? Temos terrenos, ônibus, carros, patrimônios, mas quiseram a taça do Mundial, é provado que o Corinthians tem dois Mundiais, e quiseram isso. É um processo desde 2005 ou 2006, não lembro, era uma faculdade que tinha no Parque São Jorge, teve um rompimento, as duas partes entraram na Justiça, tanto a faculdade como o Corinthians, eles têm a receber e nós também. Estamos há dois meses negociando um acordo, estava bem adiantado, mas infelizmente os advogados queriam uma nota midiática e fizeram esse negócio da taça - afirmou Andrés. 

Cássio - troféu do Mundial
Cássio e a taça do Mundial de 2012 (Foto: Kazuhiro Nogi/AFP)

A dívida com o instituto é de R$ 2,48 milhões e vem sendo cobrada desde 2008. Teve decisão favorável em 2010, mas o Corinthians nunca quitou o débito. Isso será feito em 48 horas, segundo Andrés. 

- Em 48 horas vamos resolver, sem problemas, não tem mais acordo, vamos pagar e depois esperar o processo para receber nossa parte. Mas é uma ação midiática, os advogados devem torcer para outro time e fizeram isso. Temos terrenos, ônibus, patrimônios, quanto vale a taça no valor financeiro? Mas é direito deles, vamos resolver - afirmou.

O Corinthians conquistou em 2012 sobre o Chelsea (ING) no Japão o bicampeonato mundial. Desde então os corintianos passaram a intensificar gozações contra o rival Palmeiras, com o argumento de que o clube alviverde não tem Mundial, apesar de tentar fazer valer a conquista de 1951.