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Análise: Corinthians paga preço por falhas no Beira-Rio e se despede da Copa do Brasil

Equipe teve reação em casa, mas vantagem construída no primeiro confronto foi decisiva

PorGuilherme LesnokSão Paulo (SP)
07/08/2026 07:00
Matheuzinho, lateral do Corinthians
Jogadores do Corinthians lamentam eliminação na Copa do Brasil (Foto: Marco Galvão /Fotoarena/Folhapress)

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Atual campeão da Copa do Brasil, o Corinthians se despediu da competição nas oitavas de final após a derrota no placar agregado para o Internacional. A equipe venceu o confronto de volta por 2 a 1, na Neo Química Arena, mas o resultado não foi suficiente para reverter a desvantagem construída no Beira-Rio. Com o 3 a 2 no agregado, o time gaúcho avançou às quartas de final.

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A eliminação corintiana passou principalmente pelo desempenho apresentado no primeiro jogo, em Porto Alegre. Em apenas seis minutos, o Internacional abriu vantagem com Matheus Bahia, em finalização dentro da área, e ampliou com Alan Patrick, de pênalti. O cenário obrigou o Corinthians a buscar uma reação durante praticamente toda a eliminatória.

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Apesar da derrota por 2 a 0 no Beira-Rio, os números mostram um equilíbrio maior do que o placar indicou. O Corinthians teve 68% de posse de bola, acertou 89% dos passes e finalizou 13 vezes, contra 12 do Internacional. As duas equipes tiveram três finalizações no alvo e criaram uma grande chance cada. A principal diferença esteve na eficiência dos gaúchos, que aproveitaram melhor as oportunidades que apareceram.

No jogo de volta, o Corinthians apresentou uma postura completamente diferente. Pressionando desde o início, a equipe dominou as ações ofensivas e acumulou números superiores aos do adversário. Foram 19 finalizações contra seis do Internacional, quatro grandes chances criadas contra nenhuma do rival e 73% de posse de bola ao longo da partida.

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O volume ofensivo, porém, não se transformou em uma vantagem suficiente para garantir a classificação. O Corinthians conseguiu marcar duas vezes, mas também sofreu com a necessidade de buscar um resultado mais elástico. A equipe encontrou dificuldades para transformar o controle territorial em gols e precisaria de uma atuação ainda mais eficiente para superar a vantagem construída no primeiro confronto.

A comparação entre os dois jogos evidencia um dos principais pontos da eliminação: o Corinthians teve maior controle da bola e superioridade estatística na maior parte do confronto, mas falhou nos momentos determinantes. Na Copa do Brasil, a margem para erros costuma ser menor, e o início ruim em Porto Alegre acabou pesando no resultado final.

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Diniz, técnico do Corinthians
Fernando Diniz durante a eliminação do Corinthians (Foto: Marco Galvão /Fotoarena/Folhapress)

A equipe comandada por Fernando Diniz deixa a competição com a sensação de que poderia ter avançado pelo desempenho apresentado no segundo jogo, mas também com o alerta ligado.

— Não imaginava que o Inter fosse jogar como jogou em Porto Alegre. Aqui, imaginamos que o jogo seria esse. Dez caras o tempo todo atrás da linha da bola. Com o meio fechado, além de ser difícil de furar, corríamos o risco de levar contra-ataque. O jogo pedia essas jogadas pelos lados. Infelizmente, os cruzamentos não subiram. Essa foi a nossa estratégia. Conseguimos executar bem, mas o futebol não segue uma lógica. O Inter deu praticamente um chute a gol, um chute difícil, e acertou no trinco — disse Fernando Diniz.

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Participação da arbitragem

A eliminação na Copa do Brasil é vista internamente como um resultado negativo, principalmente pelo fato de o Corinthians ser o atual campeão da competição. O clube reconhece a força do Internacional, considerado um adversário de alto nível, mas também entende que a arbitragem teve influência no confronto.

— De maneira educada, sei que o pessoal da CBF não é ditador. Como treinador, eu tenho que falar o que eu vejo. Lá o pênalti foi claro, no Bidu, e aqui foi clara a falta no Kaio César. O que mata a arbitragem é a falta de critério. Tem muita falta de critério entre um árbitro e outro e em um mesmo jogo. Foi determinante para o resultado do jogo. O Inter fez cera; ele deu só nove minutos e terminou o jogo com 8:20. Ontem o Atlético-MG fez o gol faltando segundos. A arbitragem foi decisiva nesse confronto. Precisamos melhorar; eu errei, os jogadores erraram, mas a arbitragem foi determinante, sem tirar o mérito do Inter — comentou o treinador.

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Rodrigo Garro lamentou a postura do Internacional, com um jogo mais truncado e com pouca bola em movimento, além de questionar a condução da arbitragem durante a partida. Apesar das críticas, o meia argentino destacou que o Corinthians também precisa fazer uma autocrítica após a eliminação.

— Eu acho que, ultimamente, se joga pouco, se fala muito, se briga muito. Então, acho que temos que dar autocrítica a todo mundo para fazer a bola rolar um pouco mais. Mas não é uma desculpa, não quero ficar tirando a culpa de outros. A gente tem que ser autocríticos. Sabemos que essa eliminação doe muito, porque somos os últimos campeões. Então, é hora de fazer autocrítica e trabalhar — comentou o capitão.

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— Sim, como falei, eu sou um cara que tem autocrítica, que gosta de olhar as coisas que eu posso controlar. Infelizmente, a gente tem que falar dessas coisas, porque o Corinthians vem sendo prejudicado faz tempo já. Entendo que é difícil falar, porque a gente não fala demais, depois fica expulso do jogo, mas são detalhes que mudam o jogo. O jogo de lá era um pênalti que colocava bastante jogo, e hoje estamos em pênalti aqui. Então, como falei, é difícil falar, e falar mal, porque depois tem consequências — completou.

Corinthians na temporada

Corinthians soma 42 jogos na temporada de 2026, com 18 vitórias, 13 empates e 11 derrotas, alcançando 53,2% de aproveitamento. O Timão marcou 47 gols e sofreu 35 até o momento.

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A equipe iniciou o ano sob o comando de Dorival Júnior, que esteve à frente do time no começo da temporada antes da chegada de Fernando Diniz.

Calendário

  • 22ª rodada – 09/08 (domingo), 18h30: Red Bull Bragantino x Corinthians – Cícero de Souza Marques, Bragança Paulista-SP – Brasileirão
  • Oitavas – 13/08 (quinta), 21h30: Rosário Central x Corinthians – Estádio Gigante de Arroyito, em Rosário (ARG) – Libertadores
  • 23ª rodada – 16/08 (domingo), 19h30: Corinthians x Cruzeiro – Neo Química Arena, São Paulo-SP – Brasileirão
  • Oitavas – 20/08 (quinta), 21h30: Corinthians x Rosário Central – Neo Química Arena, em São Paulo-SP – Libertadores
  • 24ª rodada – 23/08 (domingo), 19h30: Coritiba x Corinthians – Couto Pereira, Curitiba-PR – Brasileirão

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