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MP denuncia presidente do Corinthians por apropriação indébita

Osmar Stabile é acusado de utilizar recursos do clube para custear serviço de proteção pessoal e de familiares

PorGuilherme Lesnok•São Paulo (SP)
15/09/2026 14:21
•Atualizado em 15/09/2026 18:55
Osmar Stabile durante partida do Corinthians
Osmar Stabile, presidente do Corinthians (Foto: Marina Uezima/Brazil Photo Press/Folhapress)

O Ministério Público apresentou uma denúncia contra Osmar Stabile, presidente do Corinthians, por suposta apropriação indébita. Segundo a acusação, o dirigente teria utilizado recursos do clube para custear serviços de segurança pessoal e de seus familiares.

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De acordo com a denúncia à qual o Lance! teve acesso, os pagamentos foram destinados à Bear Security, empresa contratada para realizar a proteção de Stabile e de pessoas próximas ao presidente do Corinthians.

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A investigação teve início após um inquérito ser instaurado a partir de alertas feitos por associados do clube. Desde então, o Ministério Público reuniu documentos e outros elementos relacionados à contratação dos serviços.

Entre as evidências apresentadas pelo promotor Cassio Conserino estão documentos fiscais referentes aos pagamentos realizados à empresa de segurança. A investigação também reúne declarações do próprio Osmar Stabile, nas quais o dirigente teria confirmado a utilização de um serviço de "segurança VIP".

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Além dos documentos, o Ministério Público aponta a existência de imagens e registros dos agentes da empresa acompanhando familiares do presidente do Corinthians em compromissos particulares.

A denúncia também cita indícios de que a Bear Security estaria operando sem o devido registro na Polícia Federal. A situação da empresa integra os elementos apresentados pelo Ministério Público no caso.

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Diante das suspeitas, o promotor solicitou à Justiça o bloqueio de bens de Osmar Stabile no valor de R$ 721 mil.

Veja o pronunciamento completo de Osmar Stabile, presidente do Corinthians

"Osmar Stabile, por meio de sua defesa, recebe com estranheza a denúncia apresentada pelo Promotor de Justiça Cássio Conserino, que tenta transformar em acusação criminal a contratação de uma equipe de segurança para o exercício da Presidência do Sport Club Corinthians Paulista.

A segurança não foi contratada para Osmar como pessoa, mas em razão do cargo. As ameaças, de conhecimento público, decorreram de sua atuação como presidente, atingiram sua família e motivaram manifestações de repúdio, inclusive da Federação Paulista de Futebol (FPF) e Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O Ministério Público conhecia esses fatos, assim como sabia que a adoção de segurança para dirigentes ocorre em outros grandes clubes e já foi utilizada em gestões anteriores do Corinthians.

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Nesse contexto, causa também estranheza o pedido de afastamento formulado pelo Ministério Público, que será devidamente contestado nos autos.

Osmar Stabile permanece normalmente no EXERCÍCIO DA PRESIDÊNCIA, pois o pedido depende de decisão judicial.

A defesa, por sua vez, confia no Poder Judiciário e está segura de que ficará demonstrado que não houve qualquer apropriação de valores do Clube."

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Parque São Jorge, sede do Corinthians
Parque São Jorge, sede do Corinthians (Foto: Guilherme Lesnok/ Lance!)

Medidas cautelares contra Osmar Stabile

O Ministério Público também pediu a adoção de medidas cautelares contra o presidente do Corinthians durante o andamento do processo.

Entre as solicitações está o impedimento de Stabile de frequentar qualquer instalação pertencente ao Corinthians. A medida também prevê restrições de contato com dirigentes e testemunhas relacionadas ao caso.

A acusação pede ainda que o dirigente seja proibido de se aproximar ou se comunicar com pessoas ligadas à investigação, como dirigentes e testemunhas.

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Outra medida solicitada é o afastamento imediato de Stabile de cargos diretivos e da representação do Corinthians em acordos, encontros ou decisões administrativas.

O Ministério Público também requereu a retenção do passaporte do presidente do clube, com o objetivo de impedir uma eventual saída do território nacional.

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Por fim, a denúncia pede que Stabile seja obrigado a comunicar previamente à Justiça qualquer deslocamento pelo território brasileiro superior a oito dias, ficando essas viagens condicionadas à autorização judicial.

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