Ranking de assistências da Copa tem Olise no topo e Bruno Guimarães em alta
Francês ameaça recorde de Pelé

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A Copa do Mundo costuma consagrar os artilheiros. Em 2026, porém, os jogadores que transformam talento em oportunidades para os companheiros também são destaques.
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O ranking de assistências reúne protagonistas de estilos distintos. Michael Olise lidera e já ameaça um recorde que resiste há mais de meio século. Bruno Guimarães conduz a criação brasileira com números que o colocam ao lado de alguns dos maiores meio-campistas da história da Seleção. Roberto Alvarado colocou o nome na história do México, enquanto Martin Ødegaard ajudou a levar a Noruega de volta ao protagonismo internacional. Cada um encontrou um caminho diferente até o topo da estatística, embora todos tenham algo em comum: a capacidade de decidir partidas sem necessariamente aparecer como o autor do gol.
Michael Olise encosta em Pelé
Nenhum jogador criou tantos gols nesta Copa do Mundo quanto Michael Olise. O francês chegou a cinco assistências em apenas quatro partidas depois de participar diretamente da vitória por 3 a 0 sobre a Suécia, nas oitavas de final. A marca o deixa a apenas um passe decisivo de igualar o recorde histórico de Pelé, que distribuiu seis assistências na campanha do tricampeonato brasileiro em 1970, o maior número registrado desde que esse fundamento passou a ser contabilizado oficialmente pela Fifa, a partir da Copa de 1966.
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A campanha de Olise acompanha o excelente momento coletivo da França. A seleção venceu os três compromissos da fase de grupos e confirmou o favoritismo ao eliminar a Suécia com autoridade. Nascido em Hammersmith, criado em Londres, formado nas categorias de base do Reading e revelado pelo Crystal Palace, o meia-atacante escolheu defender a França e transformou sua primeira Copa do Mundo em uma campanha histórica.
Bruno Guimarães conduz o Brasil
O Brasil encontrou em Bruno Guimarães o principal articulador da equipe. O meio-campista participou diretamente da construção de quatro dos nove gols marcados pela Seleção nesta Copa do Mundo. O passe para Gabriel Martinelli, nos acréscimos da vitória sobre o Japão, levou o camisa 8 a um patamar reservado aos maiores criadores de jogadas da história brasileira no torneio.
Ataque poderoso, defesa vulnerável: como a Noruega chega para enfrentar o Brasil
As quatro assistências igualam os números de Zico, na Copa de 1982, e de Tostão, em 1970. Apenas Pelé, com seis passes para gol na campanha do tricampeonato, produziu mais em uma única edição do Mundial. Bruno também consolidou sua importância para o funcionamento ofensivo da equipe, participando da assistência para Vinícius Júnior na estreia diante de Marrocos, servindo novamente Vinícius e também Matheus Cunha contra a Escócia e decidindo a classificação brasileira diante do Japão.

Roberto Alvarado entra para a história do México
Roberto Alvarado escreveu um capítulo inédito para o futebol mexicano ao alcançar três assistências nesta Copa do Mundo. O desempenho o transformou no maior garçom da história do México em Mundiais e teve papel determinante na classificação de El Tri para as oitavas de final, encerrando um jejum de quatro décadas sem vencer uma partida de mata-mata.
A atuação diante do Equador sintetizou sua importância. Alvarado participou diretamente da construção do primeiro gol da vitória por 2 a 0 e comandou ofensivamente uma equipe que voltou a competir entre as principais seleções do torneio. O jogador confirmou na seleção o protagonismo que já exibia pelo Guadalajara e passou a figurar entre os principais criadores de jogadas da Copa.
Martin Ødegaard lidera a Noruega
A histórica classificação da Noruega para as oitavas de final também passa pela inteligência de Martin Ødegaard. O capitão norueguês soma três assistências e tornou-se o primeiro jogador desde Dirk Kuyt, em 2010, a distribuir passes para gol em três partidas consecutivas de uma Copa do Mundo.
O meia do Arsenal exerce uma função que vai além dos números. Além de alimentar constantemente Erling Haaland, responsável por cinco gols no torneio, Ødegaard organiza a circulação da bola, acelera as transições ofensivas e dita o ritmo da equipe de Ståle Solbakken.
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Caso mantenham o ritmo nas fases decisivas, todos ainda têm a oportunidade de subir na lista histórica das Copas do Mundo. Desde 1966, apenas Pelé conseguiu distribuir seis assistências em uma única edição. Logo abaixo aparecem Robert Gadocha, Pierre Littbarski, Diego Maradona e Thomas Häßler, todos com cinco. Olise já alcançou esse grupo e ainda tem partidas suficientes para tentar escrever um novo capítulo na história do torneio.
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