Rabiot avalia França na Copa do Mundo: 'É preciso assumir riscos'
Jogador comentou o favoritismo dos Bleus

A França chega ao mata-mata da Copa do Mundo em alta, mas sem espaço para excesso de confiança. Antes do duelo contra a Suécia, nesta terça-feira (30), às 18h (de Brasília), em East Rutherford, pelos 16 avos de final, Adrien Rabiot adotou discurso de cautela e afirmou que os Bleus não pretendem diminuir o ritmo por causa do favoritismo.
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O meio-campista foi preservado na vitória por 4 a 1 sobre a Noruega, na última rodada da fase de grupos, mas deve voltar ao time titular diante dos suecos. Em entrevista ao L'Équipe, Rabiot destacou que a fase eliminatória exige outro nível de atenção.
— A gente ouve de fora que seremos muito favoritos, mas não temos intenção de relaxar. Pode acontecer de tudo. Vamos estar muito atentos — afirmou.
A seleção francesa terminou a fase de grupos com três vitórias e um dos ataques mais fortes da competição. Mesmo assim, Rabiot afirmou que o time sabe que precisa ajustar detalhes para evitar sustos no mata-mata.
O jogador foi questionado sobre o perfil ofensivo da equipe de Didier Deschamps e não vê um desequilíbrio grave no time. Ainda assim, reconheceu que a etapa decisiva do Mundial muda o peso de cada erro.
— Na fase de grupos, não achei que houve um desequilíbrio enorme. Não sofremos tantos gols. Concedemos algumas chances, sim, mas também temos um quarteto ofensivo que faz bastante esforço defensivo e tenta manter certa rigidez. Às vezes é preciso assumir riscos. Conforme avançarmos na competição, talvez seja necessário corrigir algumas coisas e fazer um pouco mais. A fase eliminatória não é a mesma coisa, temos consciência disso — disse.
Rabiot também comentou a diferença de atuar ao lado de Aurélien Tchouaméni ou Manu Koné. Para o meio-campista, os dois oferecem características distintas, mas facilitam a adaptação dentro da equipe.
— São dois jogadores diferentes. O Tchouaméni gosta de ficar um pouco mais baixo, ser o primeiro construtor entre os dois meio-campistas. O Manu talvez tenha mais capacidade de se projetar com a bola, quebrar linhas com passe e aparecer mais na finalização. É preciso se adaptar, mas são dois ótimos jogadores, com quem é fácil jogar — explicou.
França com mudanças
Contra a Suécia, a tendência é que Rabiot forme dupla com Tchouaméni no meio. Manu Koné deve começar entre os reservas. Mesmo com a França apontada como favorita, Rabiot evitou minimizar a força sueca. O jogador destacou a qualidade ofensiva do adversário e afirmou que a equipe francesa trata o confronto com seriedade.
— A Suécia também tem bons jogadores, especialmente uma linha ofensiva com atletas de classe mundial. É difícil responder quem teria lugar na seleção francesa. Sabemos apenas que eles têm qualidade. Levamos esse jogo muito a sério — afirmou.
Outro tema abordado foi o gramado do estádio em East Rutherford, alvo de críticas durante a Copa. A França já atuou no local contra Senegal, e Rabiot reconheceu que o campo está abaixo do padrão encontrado na Europa.
— Na Europa, estamos acostumados a jogar em gramados em melhor estado. As equipes que atuam nesses estádios não são normalmente de futebol. Acho que o gramado não está em bom estado, e não sou o único. Mas vale para os dois times. Fomos ver antes da coletiva e tive a impressão de uma leve melhora, embora o campo siga duro. Não será desculpa. Estamos preparados — disse.

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