Deschamps explica cenário inédito da França na Copa do Mundo: 'Não existe'
Treinador retornou após perder confronto contra a Noruega

A França inicia nesta terça-feira (30), às 18h (de Brasília), uma nova etapa na Copa do Mundo. Depois de terminar a fase de grupos com 100% de aproveitamento, a seleção comandada por Didier Deschamps enfrenta a Suécia, em East Rutherford, nos Estados Unidos, pelos 16 avos de final. Na véspera do jogo, o treinador pregou cautela e deixou claro que o favoritismo francês não muda o peso do mata-mata.
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De volta ao grupo após viajar à França para o funeral da mãe, Deschamps concedeu entrevista coletiva nesta segunda-feira (29) e tratou a fase eliminatória como outro torneio. Para o técnico, pensar no risco de eliminação antes da partida é o pior caminho.
— É a pior coisa pensar nisso. São jogos decisivos. O essencial é colocar na cabeça dos jogadores aquilo que precisamos fazer para passar por essas etapas — afirmou Deschamps.
O treinador francês também comentou os últimos dias, marcados pela morte da mãe. Deschamps deixou a concentração da França e retornou ao país para acompanhar as cerimônias. A equipe ficou sob comando do auxiliar Guy Stephan durante parte da preparação e na vitória por 4 a 1 sobre a Noruega.
— Estou aqui. É bom manter a cabeça ocupada. Retomei minhas funções na sexta-feira à noite. Para mim, é muito difícil. Pelo meu bem e pelo bem da seleção francesa, eu precisava ir. Foram dias complicados. Eu estava devastado. Pelo meu bem pessoal e pelo bem da seleção francesa, eu precisava partir. Eles fizeram o que era necessário e, desde que voltei, entrei de novo na preparação para o jogo contra a Suécia. É bom ter a cabeça ocupada. Recebi apoio suficiente pelo que os jogadores fizeram e pelas mensagens que pude responder. Não sei se era possível usar a faixa preta, mas isso não muda muita coisa. Eu não precisava disso — declarou.
A França venceu os três jogos da fase de grupos, algo inédito para Deschamps desde que assumiu a seleção. Mesmo assim, o treinador reforçou que a campanha perfeita não dá vantagem prática no mata-mata.
— Não é uma questão de orgulho. Queremos manter a confiança, mas os contadores voltam a zero. É a primeira vez desde que sou treinador que vencemos os três primeiros jogos, mas isso não dá bônus. Não existe excesso de confiança. A qualidade do adversário vai subir. Precisamos repetir as intenções dos três primeiros jogos — avaliou.
Para Deschamps, a Suécia exige atenção máxima. O técnico destacou a força física do adversário, a organização defensiva e as bolas paradas como pontos importantes para a França observar.
— É uma boa equipe, com predominância atlética. Eles repetem esforços, jogam em uma defesa com cinco homens e têm bons jogadores em todos os setores. São fortes em bolas paradas e laterais longos. A Suécia não tem nada a perder. Precisamos colocar toda concentração e determinação para vencer. Não podemos ter retenção. Meus jogadores conhecem esse contexto: não há coringa. Viemos para isso, chegamos aqui. Agora é fazer — disse.
O treinador também foi questionado sobre o momento de Kylian Mbappé. Capitão da França, o camisa 10 chega ao mata-mata como principal nome técnico e simbólico dos Bleus. Deschamps elogiou a postura do atacante e afirmou que a imagem pública de Mbappé não corresponde ao que ele representa dentro do grupo.
— Ele sabe defender. Está em missão, sim, mas desde o primeiro dia. Assume totalmente o papel de capitão e vai além disso. A imagem externa dele não corresponde ao que ele é. Em 2018, já era muito forte. Ele ainda vai bater recordes. É um grande jogador, que não duvida. O pé dele não treme. Faz parte da raça dos jogadores fora de série — declarou.

Provável escalação da França
A provável França para enfrentar a Suécia tem: Maignan; Koundé, Upamecano, Saliba e Digne; Tchouaméni e Rabiot; Dembélé, Olise e Barcola; Mbappé.
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