Neto critica dupla do Flamengo e Ancelotti após Brasil x Japão: 'Inadmissível'
Apresentador não gostou da atuação do treinador

Mesmo com a vitória de virada do Brasil por 2 a 1 sobre o Japão na Copa do Mundo, Craque Neto não aprovou a atuação de Lucas Paquetá, Danilo e Carlo Ancelotti no comando da equipe. Com elogios pontuais ao time, o apresentador classificou as decisões do italiano como medíocres e disse que a dependência da dupla do Flamengo é problemática.
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Neto acredita que Paquetá e Danilo, estiveram abaixo do que deveriam e exaltou a exibição de Bruno Guimarães, Vinicius Júnior e Douglas Santos. Além disso, o ex-jogador não gostou da não utilização de Neymar, visto que o jogo era eliminatório e a Seleção Brasileira conseguiu a vitória nos minutos finais.
— Cara, depender do Paquetá… O Danilo que não chega na linha de fundo. Douglas Santos, gostei, marcou. Bruno Guimarães, um monstro. Vinícius Júnior sensacional, sabe? Uma visão medíocre do treinador (Carlo Ancelotti), medíocre. Ah, aí teve gente que fez a pergunta assim: "Olha, você deixou o Casemiro, ele fez o gol." Mas não apaga o erro que é. As circunstâncias do jogo, a parte tática, o que tem que fazer... — iniciou Craque Neto.
— É inadmissível não colocar o Neymar para jogar, podendo desclassificar. Que é isso, cara? Ah, se fosse um treinador brasileiro, né, vocês iam estar metendo o pau. Ele (Carlo Ancelotti) é um dos melhores treinadores do mundo, é legal, mas ele não sabe! É inacreditável o Brasil fazer um jogo feio desse — encerrou o apresentador.

Como foi o jogo do Brasil contra o Japão na Copa do Mundo?
O Brasil começou melhor diante do Japão. Com as linhas avançadas, incluindo Marquinhos e Gabriel Magalhães jogando à frente da divisória do gramado, a Seleção não deixou os japoneses saírem do campo de defesa. E o time do técnico Hajime Moriyasu nem estava disposto a isso: tinha três zagueiros e seis no meio-campo. A intenção era clara: jogar no erro do Brasil.
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A situação mudou muito aos 22 minutos, quando houve a pausa para hidratação. Aí foi a vez de o Japão voltar com as linhas avançadas, não deixando o Brasil sair do campo de defesa. Foram minutos e mais minutos com a Seleção rodando a bola no entorno da própria área. Numa dessas, Danilo errou passe no meio-campo, Sano interceptou e os japoneses avançaram com três em velocidade, abrindo a defesa brasileira. O próprio Sano bateu rasteiro no canto direito de Alisson, abrindo o placar.
Carlo Ancelotti mexeu na Seleção no intervalo. Sacou Lucas Paquetá, que deixara o campo mancando, e colocou Endrick. O atacante deu mais movimentação ao ataque, e o time, todo, melhorou. Rayan passou a aparecer na direita, Vini Jr voltou a ser perigoso pela esquerda e Casemiro, que até então fazia partida ruim, se redimiu: aos 9, Gabriel Magalhães cruzou da esquerda no segundo pau, e o volante cabeceou para empatar.
O Brasil seguiu pressionando, principalmente na base dos cruzamentos à área. Mas foi quando colocou a bola no chão que chegou ao gol da virada: aos 50, Rayan recuperou a bola e tocou para Bruno Guimarães, que deu a quarta assistência nesta Copa do Mundo para o gol salvador de Gabriel Martinelli.
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