Messi e CR7 duelam por mais um recorde: o de número de jogos em Copas. Veja o Top 10
Craque argentino lidera o ranking, mas CR7 está no top 3

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Lionel Messi e Cristiano Ronaldo travaram nas duas últimas décadas uma batalha pelo posto de melhor do mundo. A participação dos dois em Copas do Mundo começou na mesma edição: 2006, na Alemanha. Agora, nos Estados Unidos, México e Canadá, eles são novamente protagonistas, no sexto Mundial que disputam. E, entre as marcas que perseguem, está o recorde de jogos na competição.
Messi hoje é o primeiro colocado, o jogador que mais disputou partidas na história das Copas: 28. Mas Cristiano Ronaldo aparece no Top 3, com 24 jogos. Dependendo de até onde Argentina e Portugal avancem, essas marcas podem ser ampliadas. São mais seis jogos até a final da Copa ou a disputa pelo terceiro lugar.
O ranking dos jogadores que mais disputaram partidas na história dos Mundiais tem nomes de peso. Logo atrás de Messi, aparecem Lothar Matthäus e Miroslav Klose, dois símbolos de épocas distintas da Alemanha. Fechando o grupo dos cinco primeiros estão Cristiano Ronaldo e Paolo Maldini, representantes de carreiras que se confundem com a própria história recente do futebol internacional. Veja a lista dos top 10.

Lionel Messi — 28 jogos
Quando Lionel Messi entrou em campo pela primeira vez em uma Copa do Mundo, em 2006, ainda era tratado como uma promessa extraordinária. Vinte anos depois, tornou-se o jogador que mais vezes entrou em campo na história dos Mundiais.
Os 28 jogos do argentino representam mais do que um recorde. São a soma de uma trajetória que atravessou seis edições da competição e acompanhou diferentes fases de sua carreira. Houve o jovem driblador que surgia na Alemanha; o craque que carregava expectativas cada vez maiores, mas não marcou nenhum gol na África do Sul; consolidado, mas vice no Brasil; o capitão pressionado na Rússia e o líder consagrado no Catar. Agora, em 2026, Messi continua ampliando números que pareciam inalcançáveis.
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A atual edição tem servido como mais um capítulo dessa relação especial com o torneio. Em apenas dois jogos, ele marcou cinco gols, ultrapassou marcas históricas e chegou a 18 gols em Copas, tornando-se o maior artilheiro da competição em todos os tempos. A vitória por 2 a 0 sobre a Áustria também consolidou outro feito: Messi passou a liderar isoladamente o ranking de vitórias em Mundiais.
Há ainda um dado que ajuda a explicar sua influência contínua. Somando os quatro jogos de mata-mata da campanha campeã de 2022 com as duas primeiras partidas desta edição, o argentino alcançou seis partidas consecutivas de Copa marcando gols. É uma sequência raríssima, comparável apenas às registradas por lendas do torneio, como Just Fontaine, em 1958, e Jairzinho, em 1970.

Lothar Matthäus — 25 jogos
Durante muito tempo, os 25 jogos disputados por Matthäus pareceram um recorde destinado a durar para sempre. O alemão participou de cinco Mundiais entre 1982 e 1998. Quando estreou, ainda era um meio-campista jovem tentando conquistar espaço em uma seleção repleta de estrelas. Quando se despediu, aos 37 anos, já era uma das figuras mais respeitadas da história do futebol europeu.
Sua carreira em Copas ficou marcada pela impressionante capacidade de adaptação. Matthäus mudou de função ao longo dos anos, acompanhou transformações táticas e permaneceu indispensável. Em 1986, recebeu a missão de marcar Diego Maradona na final contra a Argentina. Cumpriu a tarefa de forma admirável por quase todo o tempo. No único momento de distração, Maradona achou Burruchaga, que marcou o gol do título argentino.
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Quatro anos depois, na Itália, apareceu em uma versão mais ofensiva. Livre para atacar, tornou-se uma das referências da campanha que levou a Alemanha Ocidental ao título. Naquele torneio, produziu algumas das atuações mais lembradas de sua carreira e ajudou a construir a imagem que o acompanharia para sempre: a de um jogador completo, capaz de influenciar todas as áreas do campo. Em 1994 e 1998, sucumbiu com a Alemanha.

Miroslav Klose — 24 jogos
Nenhum atacante chegou tão longe em Copas do Mundo produzindo de maneira tão consistente. Foram 24 partidas distribuídas em quatro torneios consecutivos: 2002, 2006, 2010 e 2014.
A relação de Klose com os Mundiais começou de forma quase cinematográfica. Na estreia em Copas, diante da Arábia Saudita, marcou três gols de cabeça na goleada por 8 a 0 da Alemanha. Era o cartão de visitas perfeito para um atacante que transformaria o jogo aéreo em uma de suas principais armas. Klose raramente dominava manchetes fora dos períodos de Copa. Durante o Mundial, porém, parecia encontrar um ambiente em que seu futebol alcançava a melhor versão.
Ano após ano, adversário após adversário, os gols continuavam aparecendo. Em 2014, no Brasil, atingiu o ápice ao superar o recorde de gols em Copas que pertencia ao brasileiro Ronaldo. O recorde veio, inclusive, na goleada por 7 a 1 na semifinal. Aquele torneio terminou com o título alemão e consolidou definitivamente seu lugar entre os maiores jogadores da história da competição.

Cristiano Ronaldo — 24 jogos
Cristiano Ronaldo sempre construiu sua carreira em torno da ideia de desafiar limites. A Copa do Mundo de 2026 acrescentou mais um capítulo a essa coleção.
Ao marcar duas vezes contra o Uzbequistão, o português tornou-se o primeiro jogador da história a fazer gols em seis edições diferentes da competição. O feito resume bem sua trajetória. Enquanto a maioria dos atletas luta para disputar uma Copa, Cristiano conseguiu permanecer competitivo durante tempo suficiente para atravessar seis edições. Isso aos 41 anos.
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Os 24 jogos que o colocam entre os líderes históricos refletem essa capacidade incomum de prolongar o auge. O atacante também ultrapassou Eusébio como maior artilheiro de Portugal em Copas do Mundo, com 10 gols, e passou a integrar um grupo extremamente seleto de veteranos que conseguiram marcar em idade avançada no torneio.
Sua presença neste ranking ajuda a mostrar como o futebol mudou. Preparação física, recuperação e profissionalização ampliaram carreiras que antes terminavam muito mais cedo. Cristiano transformou essa evolução em vantagem competitiva e estendeu sua permanência no topo por um período raro, até mesmo para os padrões modernos.

Paolo Maldini — 23 jogos
Existem sobrenomes que parecem inseparáveis do futebol italiano. Maldini é um deles.
Paolo nasceu em uma família já profundamente ligada à seleção italiana. Seu pai, Cesare Maldini, havia participado da história da Azzurra décadas antes. O filho, porém, acabaria construindo um legado ainda maior.
Foram quatro Copas do Mundo: 1990, 1994, 1998 e 2002. Ao longo desse período, disputou 23 partidas e se transformou em uma referência de regularidade defensiva.
Diferentemente de outros nomes deste ranking, Maldini não é lembrado por gols ou números ofensivos. Sua reputação nasceu da capacidade de neutralizar atacantes, liderar sistemas defensivos e transmitir segurança em jogos de enorme pressão.
A Copa de 1990, disputada em solo italiano, terminou com a seleção anfitriã em terceiro lugar. Quatro anos depois veio a oportunidade mais próxima do título. A Itália chegou à final nos Estados Unidos e enfrentou o Brasil. Depois de um empate sem gols, os italianos foram derrotados nos pênaltis.
A taça jamais chegou. Ainda assim, a ausência de um título mundial pouco altera a dimensão de sua carreira. Durante mais de uma década, Maldini foi uma presença constante entre os melhores defensores do planeta. Seus 23 jogos em Copas refletem exatamente isso: excelência sustentada por muito tempo.

Diego Maradona - 21 jogos
Se Lionel Messi hoje é o gênio que comanda a Argentina, há 40 anos o Deus dos argentinos era outro: Diego Armando Maradona conquistou a segunda Copa do Mundo do país, em 1986, no México, provavelmente com a maior atuação individual de um jogador na história das Copas — só comparável ao que Pelé fez em 1958, na Suécia, e em 1970, no México. Mas, se Pelé contava com muitos outros craques ao seu lado na Seleção Brasileira daqueles Mundiais, Maradona foi o solista da conquista de 1986. Com direito a um confronto histórico com a Inglaterra, logo após a Guerra das Malvinas, e com dois gols antológicos: o primeiro, com "a Mão de Deus", como ele mesmo denominou a jogada em que ganhou pelo alto do goleiro Peter Shilton, e o outro, arrancando e driblando vários adversários desde o seu campo de defesa.
Maradona poderia ter estado na primeira conquista argentina da Copa do Mundo, em 1978, em casa. Já era um talento fora de série aos 17 anos, mas o técnico César Luiz Menotti decidiu não levá-lo. Estreou em 1982, na Copa da Espanha, mas deixou a Copa de forma melancólica: expulso após uma entrada desleal em Batista, no jogo contra o Brasil que decretou a eliminação da Argentina.
Depois do título de 1986, Maradona levou a Argentina ao vice-campeonato em 1990, dividindo a torcida italiana numa semifinal histórica em Nápoles, cidade onde era rei, depois de levar o Napoli a dois títulos europeus. Em 1994, iniciou a competição com duas vitórias, sobre a Grécia e a Nigéria, mas acabou excluído da competição e suspenso do futebol por causa de um exame de doping positivo. Foi seu último ato em Copas do Mundo.

Manuel Neuer - 21 jogos
Considerado o maior goleiro da história da Alemanha, ao lado do lendário Sepp Maier, Manuel Neuer alcançou contra a Costa do Marfim, na segunda rodada, a marca de 21 jogos em Copas do Mundo. E poderá ampliar a marca nesta quinta-feira, na partida contra o Equador, às 17h (de Brasília).
Neuer já é o goleiro com mais participações em Copas. Teve destaque principalmente na campanha do tetracampeonato alemão em 2014, com atuações decisivas contra a Argélia, nas oitavas de final, e contra a França, nas quartas. Também teve grande desempenho em sua primeira Copa, em 2010, na África do Sul, quando a Alemanha foi terceira colocada. Em 2018 e 2022, acabou saindo na primeira fase.
Neuer revolucionou a posição com um estilo único, jogando como um goleiro-líbero. Ele redefiniu a função defensiva ao atuar adiantado, interceptando lançamentos longos fora da área e participando ativamente da construção das jogadas como se fosse um autêntico jogador de linha.

Wladyslaw Zmuda - 21 jogos
Zagueiro da geração de ouro da Polônia, que foi duas vezes terceira colocada em Copas do Mundo, em 1974, na Alemanha, e em 1982, na Espanha, Wladyslaw Zmuda aparece em sexto lugar na lista de jogadores que mais atuaram em Mundiais, empatado com Maradona. Zmuda foi contemporâneo dos principais jogadores poloneses: o atacante Lato, artilheiro em 1974, e os meias Deyna e Boniek, astro do time de 1982.
Zmuda disputou ainda as Copas de 1978, na Argentina, e 1986, no México. Na Copa da Alemanha, em 1974, foi eleito pela Fifa o melhor jogador jovem do torneio, aos 20 anos de idade.

Uwe Seeler - 21 jogos
Uwe Seeler foi a referência do futebol alemão depois do primeiro título mundial comandado pelo capitão Fritz Walter, em 1954, e antes do surgimento de Franz Beckenbauer, líder da seleção campeã de 1974. Atacante que se destacava pela força física, mas também pela técnica, participou de quatro Copas do Mundo: 1958, 1962, 1966 e 1970, marcando gols em todas as quatro edições — um recorde que dividiu com Pelé por muito tempo.
Seeler foi vice-campeão em 1966, perdendo a final para a Inglaterra; terceiro colocado em 1970, após uma semifinal épica contra a Itália, decidida na prorrogação; e quarto em 1958, quando a Alemanha foi derrotada na decisão do terceiro lugar para a França do artilheiro Just Fontaine.

Cafu — 20 jogos
Entre os brasileiros, ninguém foi tão longe em Copas do Mundo quanto Cafu. Com 20 partidas disputadas, o ex-lateral-direito é o representante do Brasil mais bem colocado no ranking histórico, em décimo lugar, empatado com os alemães Bastian Schweinsteiger e Philipp Lahm, o polonês Lato, o argentino Mascherano e o francês Lloris.
Sua trajetória nos Mundiais atravessou quatro edições e alguns dos momentos mais marcantes da seleção brasileira nas últimas décadas. Reserva na campanha do tetracampeonato em 1994, ganhou espaço na final após a lesão de Jorginho.
Quatro anos depois, esteve em campo na derrota para a França, em Paris. Em 2002, já como capitão, conduziu a seleção ao pentacampeonato e ergueu a taça em Yokohama, coroando uma carreira que o transformou no único jogador da história a disputar três finais consecutivas de Copa do Mundo. Sua despedida dos Mundiais aconteceu em 2006, novamente diante da França.
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