Jogadores da Bélgica provocam Trump após eliminação dos EUA na Copa; veja

Jogadores comemoram fazendo 'dancinha' de Trump

PorRedação Lance!Rio de Janeiro (RJ)
07/07/2026 00:06
Lukaku comemorando gol com as mãos no ouvido
Lukaku comemora gol contra Estados Unidos na Copa (Imagem: Jamie Squire/Getty Images/AFP)

A seleção da Bélgica goleou os Estados Unidos e não enfrentou dificuldades para garantir a classificação para as quartas de final da Copa do Mundo de 2026, vencendo por 4 a 1. O atacante Folarin Balogun, que foi expulso na última partida, contra a Bósnia, foi titular. O artilheiro americano, que deveria estar cumprindo suspensão automática, foi liberado pela Fifa em uma decisão polêmica que envolveu pressão diplomática de Donald Trump e o uso de brechas no regulamento disciplinar da entidade. Em um dos gols, os jogadores aproveitaram para 'provocar' o mandatário com uma dancinha.

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Veja abaixo o vídeo do momento em que os jogadores da Bélgica fazem dançinha provocando Donald Trump

O gesto feito pelos jogadores faz referência a uma popular 'dançinha' comemorativa de Donald Trump. A ação aconteceu após o polêmico caso envolvendo a suspensão do cartão vermelho de Balogun, que foi liberado para jogar mesmo depois de ser expulso no confronto contra a Bósnia na primeira fase da competição.

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Entenda a polêmica envolvendo Balogun e Donald Trump

Balogun erguindo os braços
Balogun na partida entre Estados Unidos x Bélgica na Copa. (Imagem: Luke Hales/Getty Images/AFP)

Durante a vitória por 2 a 0 contra a Bósnia e Herzegovina, que garantiu a classificação americana, Balogun abriu o placar, mas acabou expulso aos 64 minutos de jogo. Em uma disputa aérea, o atacante acabou pisando no tornozelo do defensor Tarik Muharemovic ao descer para o gramado. Inicialmente, o árbitro brasileiro Raphael Claus não marcou a falta, mas, após ser chamado pelo VAR e revisar o lance em câmera lenta, exibiu o cartão vermelho direto. Pelo regulamento padrão da Fifa, a expulsão acarretaria automaticamente a suspensão da partida seguinte.

A expulsão gerou imediata indignação nos Estados Unidos, com torcedores e figuras públicas questionando o rigor da punição. Nos bastidores, iniciou-se o que foi descrito como um "esforço coordenado" por fora das quatro linhas.

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O presidente Donald Trump entrou em contato direto com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para pedir a revisão da suspensão, e alegou publicamente que o lance não teria sido falta, mas apenas um choque acidental, segundo a imprensa americana. Trump chegou até mesmo a admitir que não sabia que um cartão vermelho impediria o jogador de atuar na partida seguinte.

O mandatário chegou a dizer que o passado do árbitro Raphael Claus era 'suspeito'. A CBF se manifestou em defesa do brasileiro, afirmando que ele possui uma trajetória marcada por "excelência técnica, conduta ética e absoluto respeito ao futebol". Paralelamente, advogados recrutados pelo governo e doadores da federação americana trabalharam para acelerar trâmites burocráticos e pressionar o Comitê Disciplinar.

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No domingo, a Fifa anunciou uma decisão surpreendente: a execução da suspensão de Balogun foi suspensa por um período probatório de um ano. Para isso, a entidade utilizou o Artigo 27 do Código Disciplinar, que permite ao órgão judicial suspender, total ou parcialmente, a aplicação de medidas disciplinares. A entidade esclareceu que o cartão vermelho em si não foi anulado, mas sua consequência imediata (a suspensão no jogo seguinte) ficou "inativa". Caso Balogun cometa outra infração semelhante no próximo ano, a suspensão atual será reativada e somada à nova punição.

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Federação Belga se revoltou com a decisão

Real Associação Belga de Futebol (RBFA) reagiu com choque, afirmando que a decisão estava em "direta contradição" com o regulamento e apresentou um recurso de emergência à Fifa. No entanto, na tarde desta segunda-feira (6), poucas horas antes da partida, o Comitê Disciplinar da Fifa considerou o pedido belga "inadmissível", argumentando que a federação da Bélgica não era parte legítima no processo contra o jogador americano.

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A entidade belga indicou que poderá levar a escalação de Balogun para a Corte Arbitral do Esporte, que está acima da Fifa em decisões do tipo. A Bélgica agora enfrentará a Espanha nas quartas de final da Copa do Mundo.

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