Imprensa inglesa cita estimulante sexual contra efeitos da altitude no Azteca

Medicamento não é proibido pela Agência Mundial Antidoping e já foi estudado como forma de minimizar os efeitos da altitude

PorRedação Lance!Rio de Janeiro (RJ)
03/07/2026 14:14
Inglaterra comemora gol de Harry Kane na Copa do Mundo
Inglaterra comemora gol de Harry Kane na Copa do Mundo (Foto: Odd ANDERSEN / AFP)

A preparação da Inglaterra para enfrentar o México pelas oitavas de final da Copa do Mundo ganhou um tema inusitado. Às vésperas da partida no Estádio Azteca, o jornal inglês talkSPORT citou que o Viagra é uma possível alternativa para amenizar os efeitos da altitude sobre os atletas. Apesar disso, não há qualquer indicação de que a seleção comandada por Thomas Tuchel pretenda recorrer ao medicamento antes do confronto.

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O debate surgiu após Tuchel admitir que a Inglaterra terá uma "grande desvantagem" por não conseguir se aclimatar aos cerca de 2.240 metros de altitude da Cidade do México. Segundo o treinador, o curto intervalo entre as partidas impede uma adaptação adequada, obrigando a equipe a lidar com as condições durante o jogo.

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Medicamento é permitido pela WADA

O princípio ativo do Viagra, o sildenafil, não integra a lista de substâncias proibidas da Agência Mundial Antidoping (WADA). O medicamento foi originalmente desenvolvido para tratar hipertensão arterial e atua promovendo a dilatação dos vasos sanguíneos, o que pode facilitar a circulação nos pulmões em ambientes de grande altitude.

Estudos analisados pela WADA apontam que o sildenafil não proporciona ganho significativo de desempenho ao nível do mar ou em altitudes mais baixas. Em pesquisas realizadas acima de 3.800 metros, parte dos atletas apresentou melhora superior a 35% na capacidade física. No entanto, a conclusão geral foi de que os benefícios tendem a ser limitados para a maioria dos esportistas em altitudes inferiores a 4 mil metros.

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Como o Estádio Azteca está localizado a aproximadamente 2.240 metros acima do nível do mar, eventuais efeitos positivos seriam menores do que os observados nos estudos conduzidos em altitudes mais elevadas.

O icônico Estádio Azteca é palco de México e Inglaterra, pelas oitavas da Copa do Mundo
O icônico Estádio Azteca é palco de México e Inglaterra, valendo vaga nas oitavas da Copa do Mundo (Foto: Rodrigo Oropeza / AFP)

Tema já apareceu em outras ocasiões

O uso do medicamento em situações de altitude não é novidade no futebol. Em 2019, o Unión de Santa Fe, da Argentina, utilizou o Viagra como parte da preparação para atuar em Quito, no Equador, cidade situada a cerca de 2.850 metros acima do nível do mar.

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Na Inglaterra, o assunto também surgiu antes da Copa do Mundo de 2010. Na ocasião, especulações indicavam que a comissão técnica de Fabio Capello estudava utilizar o medicamento para minimizar os efeitos da altitude na África do Sul. A Federação Inglesa de Futebol (FA) negou a informação e afirmou que apenas realizava pesquisas sobre diferentes métodos de adaptação às condições do torneio.

O tema ainda ficou marcado por um episódio curioso envolvendo o ex-atacante Carlton Cole. O ex-jogador revelou que, durante um período de treinos com a seleção inglesa, foi convencido por companheiros como Wayne Rooney e Jermain Defoe a ingerir um comprimido de Viagra sem saber do que se tratava. Anos depois, contou a história em tom de brincadeira e afirmou que, naquele treinamento, correu "com três pernas".

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Rooney - Inglaterra
Wayne Rooney em ação pela Inglaterra (Foto: Ian Kington / AFP)

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