Artilheiro da Nova Zelândia torce para ser esquecido após Copa; entenda

Elijah Just sonha com seleção mais presente em Copas e vaga histórica

PorGabriel AndradeRio de Janeiro (RJ)
26/06/2026 09:48
Elijah Just, atacante da Nova Zelândia comemora gol (Reprodução)
Elijah Just, atacante da Nova Zelândia comemora gol (Reprodução)

Autor de dois dos três gols da Nova Zelândia na Copa do Mundo, o atacante Elijah Just é o artilheiro e destaque da seleção no Mundial até o momento. O nome do jogador ficou marcado na história do país por ter marcado os dois primeiros gols da Nova Zelândia após 16 anos distante do torneio. Just, no entanto, quer acreditar que seus gols não sejam lembrados daqui a um tempo, e os motivos são entendíveis.

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O sonho de ser esquecido

A intenção não é diminuir o feito da estreia, contra o Irã, que deixou o atacante marcado para sempre na história da Copa do Mundo com seus dois gols. O jogador, na verdade, torce para que sua marca possa ser, de certo modo, "esquecida" justamente por sonhar com a maior presença da Nova Zelândia na Copa do Mundo.

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Elijah Just, atacante da Nova Zelândia, com a camisa branca da seleção em jogo contra o Egito.
Elijah Just, atacante da Nova Zelândia em ação(Foto: Emilee Chinn / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

— O tempo vai dizer por quanto tempo as pessoas vão lembrar (dos gols). Eu gostaria de acreditar que eles serão esquecidos rapidamente, porque a Nova Zelândia, no futuro, vai estar na Copa do Mundo a cada quatro anos e marcando muitos gols — disse Just à emissora RNZ.

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— Agora, claro, é bastante especial. Marcar dois gols em uma Copa do Mundo não é algo que eu poderia ter sonhado enquanto criança. Acho que, quando se é uma criança tão pequena ou está crescendo, você provavelmente não entende quão difícil é, e quanta sorte você precisa ter — completou Just.

Ele tem a esperança de que seus gols sejam apenas um lapso, uma ponta de uma história marcada pela presença mais consolidada do país em Mundiais. Esse é o grande desejo do artilheiro Elijah Just.

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Retorno à Copa e disputa por vaga inédita

A Nova Zelândia voltou à Copa do Mundo como uma das grandes surpresas do torneio, e está na sua terceira edição no torneio, após as participações em 1982 e 2010. E, mesmo depois de um empate contra o Irã, por 2 a 2 na estreia, e uma derrota para o Egito, por 3 a 1, a seleção da Oceania segue viva na disputa por uma vaga inédita no mata-mata.

Com um ponto conquistado e o Grupo G ainda indefinido, a Nova Zelândia precisa vencer a Bélgica na última rodada e torcer por um empate entre Irã e Egito ou por uma vitória egípcia para avançar à fase eliminatória pela primeira vez em sua história. O jogo decisivo contra os belgas acontece nesta madrugada, de sexta para sábado, à meia-noite, em Vancouver.

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