Árbitro impedido de entrar nos EUA para apitar a Copa se pronuncia
Omar Artan foi barrado quando tentava desembarcar em Miami

MORRISTOWN, NJ (EUA) - Deportado quando tentava entrar nos Estados Unidos para apitar a Copa do Mundo, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan se manifestou na noite dessa segunda-feira (8). Apesar de ficar de fora daquela que seria a primeira participação de um representante da Somália em uma Copa do Mundo, Artan não quis polemizar e agradeceu por ter sido selecionado para a competição.
➡️Fifa confirma que árbitro da Somália barrado nos EUA está fora da Copa do Mundo
— Apesar das circunstâncias, estou com uma atitude positiva e concentrado nos próximos desafios da minha carreira de árbitro. Gostaria de agradecer à Fifa e à CAF (Confederação Africana de Futebol) por todo o apoio, e prometo manter o meu nível de arbitragem enquanto me concentro no futuro — declarou o árbitro.
No ano passado, Omar Abdulkadir Artan foi escolhido o melhor árbitro do continente africano, e por isso sua indicação para integrar o quadro da Copa do Mundo deste ano era natural.
Artan, contudo, enfrentou problemas com a imigração dos Estados Unidos. O "The Athletic", suplemento esportivo do NY Times, informou que o árbitro desembarcou no Aeroporto Internacional de Miami no sábado (6) para se juntar ao grupo da Copa do Mundo, mas foi barrado por oficiais da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) durante uma "inspeção de rotina".
A deportação foi notícia no mundo todo e gerou uma onda de apoio ao árbitro, que agradeceu às mensagens.
— Quero agradecer à família do futebol pelas mensagens e desejar aos meus colegas todo o sucesso durante a Copa do Mundo. Estou ansioso para me juntar a eles novamente em competições futuras.

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