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Botafogo e GDA Luma: quais os próximos passos para compra da SAF?

Glorioso assinou contrato vinculante e encaminhou venda das ações

PorLeonardo Bessa•Rio de Janeiro (RJ)
06/06/2026 05:00
Torcida do Botafogo no Niton Santos (Foto: Vítor Silva/Botafogo)
Torcida do Botafogo no Niton Santos (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

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Na última sexta-feira (5), o Botafogo assinou contrato vinculante com a GDA Luma, do empresário mexicano Gabriel de Alba, e encaminhou acordo para troca no comando da SAF. Feito isso, as partes, agora, têm passos importantes a serem dados para concretizar a negociação. O Lance! explica abaixo:

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O primeiro deles é concluir a negociação com o Lyon, clube francês do portfólio da Eagle Football. Isso porque, com John Textor à frente da operação do Alvinegro, os dois clubes travaram batalha jurídica por repasse de valores.

A SAF entende que tem valores a receber referentes à repasses feitos no sistema de caixa único da Eagle, mas a quantia tem sido debatida por Michele Kang, CEO do Lyon, e João Paulo Magalhães, presidente do Botafogo Social, que tomou as rédeas após a saída de Textor. O tom é de otimismo para que haja a transferência em um acordo.

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Depois disso, a Eagle terá de transferir as ações à GDA Luma, o que, neste momento, o cenário indica para movimentação sem complicações. As conversas acontecem há algumas semanas, e a empresa, que comprou o Botafogo em 2022 sob a liderança de John Textor, aponta para não dificultar a negociação.

A GDA Luma, de Gabriel de Alba, junto ao Botafogo (SAF, com Eduardo Iglesias como CEO, e Social) partirão para a finalização do acordo dando fim às disputas na Justiça. O clube já ingressou com pedido para que os transfer bans da Fifa por dívidas em contratações sejam incluídos na recuperação judicial e aguarda a liberação. Na compra das ações, a GDA Luma, além dos 105 milhões de dólares, herdará a dívida de carca de R$ 1,2 bilhão declarada na recuperação judicial.

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Gabriel de Alba, o nome por trás da GDA Luma e que deve comandar o Botafogo (Foto: Reprodução)
Gabriel de Alba, o nome por trás da GDA Luma, que deve comandar o Botafogo (Foto: Reprodução)

Gabriel de Alba no Botafogo

Gabriel de Alba construiu carreira marcada por atuação em empresas em situações de crise corporativa, utilizando estratégias de aquisição de dívidas com desconto e posterior reorganização de companhias. Seu modelo de atuação envolve não apenas investimento, mas influência direta na gestão, com foco em recapitalização, geração de caixa e transformação operacional, incluindo frentes digitais e de ESG. Ele, ainda que o acordo não tenha sido oficializado, já falou como novo dono em comunicado enviado ao Lance!.

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— Vamos crescer o Botafogo como uma instituição de referência, com grandes conquistas esportivas e a mais alta reputação corporativa do Brasil e das Américas. Com união, disciplina, transparência e ambição, construiremos um clube que orgulhe seus torcedores dentro e fora de campo — disse o empresário mexicano, líder da GDA Luma.

Dentre os casos está a reestruturação da antiga Pacific Rubiales, que deu origem à Frontera Energy. Na operação, fundos ligados a Alba assumiram bilhões em dívidas e reorganizaram a companhia. Estratégia semelhante foi aplicada na aquisição do Cirque du Soleil, quando o controle foi obtido por meio da compra de dívidas com desconto durante um processo de crise.

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