De virada e com set imponente, Brasil supera República Dominicana na VNL
Partida disputada na Arena Nilson Nelson, em Brasília, terminou em 3 sets a 1 para o time da casa; Seleção Brasileira segue com 100% de aproveitamento na Liga das Nações

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BRASÍLIA - Em uma lotada Arena Nilson Nelson, a Seleção Brasileira feminina de vôlei superou, de virada, a República Dominicana por 3 a 1, com direito a um terceiro set imponente. As parciais da vitória desta quinta-feira (4) foram 23/25, 25/18, 25/11 e 25/15. Com o resultado, o Brasil segue 100% na Liga das Nações, após duas partidas disputadas.
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Destaques do jogo
A maior pontuadora da partida foi Tainara, com 19 acertos. Logo atrás, vieram Julia Bergmann (16) e Kudiess (13). Pelo lado da República Dominicana, quem se mostrou melhor em quadra foi a oposta Alonzo, com 12 pontos marcados.
Na tabela
Com mais três pontos, o Brasil chega a 6 e sobe à primeira posição da tabela. Já a República Dominicana tem apenas um ponto, conquistado na derrota para a Turquia no tie-break. Assim, a equipe ocupa o 13º lugar na classificação, que conta com 18 times.
Próximos compromissos
A Seleção Brasileira descansa nesta sexta-feira (5) e volta à quadra no sábado (6). O duelo contra a Bulgária acontece às 11h (de Brasília). Já as dominicanas enfrentam a Bulgária a partir das 16h30 (de Brasília) desta sexta (5).
Como foi a partida?
1º set
Sob vaias, a República Dominicana deu início ao jogo com o saque e marcou o primeiro ponto da partida, após Ana Cristina ficar no bloqueio de Jineiry Martínez. Tainara, pela saída de rede, virou a bola para o Brasil pela primeira vez - 2 a 1. No começo da partida, as dominicanas se valeram da organização da defesa e de um bom sistema de bloqueio para se impor ao adversário e abrir 7 a 4, contando também com erros do lado verde-amarelo. No momento em que o time visitante chegou ao 11 a 8, Zé Roberto parou o jogo pela primeira vez.
Quando o placar marcava 14 a 10, o treinador brasileiro fez a inversão 5x1: Kisy no lugar de Tainara e Roberta no de Macris. A troca não surtiu efeito, e a Seleção seguiu com dificuldades em encontrar seu jogo. Zé Roberto gastou o segundo tempo técnico quando a equipe perdia por 17 a 12. Terrero colocou a bola no chão pelo meio de rede, e a República Dominicana chegou à "casa dos 20" com seis pontos de vantagem. Como resposta, Kisy pontuou em um ataque forte na paralela. Puxado pela torcida, o Brasil chegou à virada no 22 a 21, com Ana Cristina explorando o bloqueio. No entanto, o jogo virou mais uma vez, e as dominicanas levaram o primeiro set por 25 a 23, após ataque de Kisy que tocou na rede e foi para fora.
2º set
Ao contrário da primeira, a Seleção Brasileira, de volta com Macris e Tainara, começou mais concentrada na segunda parcial e abriu 3 a 1. No entanto, pecou nos saques e nas viradas de bola e cedeu a virada à República Dominicana no 6 a 5. O set seguiu acirrado, mas o Brasil foi valente e chegou a ter 12 a 8. Nesse momento, o técnico Marcos Kwiek pediu tempo técnico. Na volta, o time de Zé Roberto seguiu na frente. Após dois pontos seguidos de Julia Kudiess na "China", a Seleção abriu 16 a 11, sequência quebrada por ataque da ponteira Heredia na diagonal.
Na reta decisiva, o Brasil segurou uma vantagem confortável até o fim, superando a tentativa de resistência das dominicanas. A Seleção chegou ao set point - 24 a 17 - após Diana colocar a bola no chão pelo meio. A equipe teria vencido a parcial no ponto seguido, mas foi constatado no desafio que a bola tocou no chão da quadra brasileira ao longo do rally. Logo na oportunidade seguinte, a amarelinha fechou o set em 25 a 18, de novo em ataque da central Diana.

3º set
Para a terceira parcial, a Seleção Brasileira voltou com Rosamaria no lugar de Ana Cristina. Embalada, a equipe não tomou conhecimento da dominicana e abriu um imponente 6 a 0, depois de uma já conhecida cena: ponto de bloqueio de Julia Kudiess. Sem dar chances à República Dominicana, o Brasil chegou a ter 11 a 4. Com boa organização das jogadas, o time de Zé Roberto dificultou a leitura de jogo do adversário, que vinha bem na partida até então, mas "apagou".
No saque viagem, após dificuldades em executar o serviço na partida, Tainara levou o Brasil ao 16 a 7 e levantou o público da Arena Nilson Nelson, que pediu mais um ace. A Seleção chegou à "casa dos 20" com impressionantes 11 pontos de vantagem. Nesse momento, Luzia entrou em quadra na VNL 2026 pela primeira vez, no lugar de Diana, e foi muito festejada pela torcida. A partir daí, foi questão de tempo até a equipe fechar o set. Isso aconteceu no 25 a 11, após saque para fora de Terrero.
4º set
O Brasil, de volta com Diana, deixou o ritmo cair um pouco no início da quarta parcial e viu a República Dominicana, muito vibrante, voltar à partida e dar traços acirrados ao confronto. Em fase de recuperação na partida, a Seleção chegou ao 11 a 8 após Julia Bergmann explorar o bloqueio. A partir daí, voltou ao controle do duelo. Em bloqueio de Diana, durante uma ótima passagem de Julia Kudiess no saque, o time abriu 15 a 8.
Na sequência, a Seleção passou a cometer mais erros, mas foi capaz de administrar a vantagem, com direito à entrada de Helena no lugar de Rosamaria. Confortável, o Brasil venceu o set por 25 a 15 e fechou a partida em 3 a 1, conquistando a segunda vitória em dois jogos na VNL.
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