Análise: o que esperar dos primeiros adversários do Brasil na VNL?
Seleção estreia na competição nesta quarta-feira (2), contra a Holanda; Além disso, enfrenta República Dominicana, Bulgária e Itália

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A espera acabou e vem aí a temporada de seleções de vôlei. O Brasil estreia na VNL nesta quarta-feira (3), contra a Holanda, às 20h (de Brasília). Ao longo da semana, a Seleção feminina enfrenta também a República Dominicana, a Bulgária e a Itália. A expectativa é que o jogo mais difícil seja contra a estrelada equipe italiana, mas também não se pode esperar vida fácil nos outros confrontos.
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Brasil x Holanda: o jogo de estreia
Adversária do primeiro jogo, a equipe holandesa vem de um título invicto do torneio amistoso "Four Nations", disputado também por Ucrânia, Alemanha e França. A Holanda venceu todos os jogos por 3 sets a 1, mesmo sem Nika Daalderop, ponteira destaque e capitã do time. Ela está lesionada e também não joga a primeira fase da VNL.
Ainda que o cenário pareça favorável para o Brasil, o aspecto de estreia deve ser levado em conta. Naturalmente, as jogadoras da amarelinha, ainda que experientes, tendem a sentir nervosismo e pressão, evocados também pelas arquibancadas lotadas do Ginásio Nilson Nelson.
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Os 'brasileiros' da República Dominicana
Na quinta-feira (4), também às 20h (de Brasília), a Seleção volta à quadra para medir forças com a República Dominicana, que chega com a equipe completa. A grande vantagem da equipe contra o Brasil é ter peças que conhecem muito bem o voleibol do país. As irmãs Martínez - Brayelin e Jineiry -, a ponteira Yonkaira Peña e a líbero Brenda Castillo já disputaram a Superliga.
Além disso, o técnico Marcos Kwiek é brasileiro. Ele está à frente da seleção dominicana desde 2008 - até 2007, trabalhava na Seleção Brasileira - e foi responsável por criar a identidade da equipe, baseada na agressividade no ataque e na organização defensiva.

O duelo 'de dificuldades' contra a Bulgária
Após um dia de folga, a Seleção enfrenta a Bulgária no sábado (6), às 11h (de Brasília). A equipe conta com a ponteira Koleva, campeã da Superliga Feminina 2025/26 pelo Praia Clube. A equipe búlgara tem menos tradição no vôlei, mas tende a dar trabalho para a brasileira.
Na visão do técnico José Roberto Guimarães, nas vezes em que o Brasil enfrentou a Bulgária, ainda que tenha vencido, os jogos foram 'amarrados' e a amarelinha enfrentou 'diversas dificuldades'. A última vez que as equipes estiveram frente a frente foi na terceira semana da VNL 2025, com vitória da Seleção Brasileira por 3 sets a 1. Naquela partida, a equipe precisou se recuperar após um início lento e sem ritmo em quadra.

Itália sem as principais, mas ainda estrelada
A tradicional seleção italiana, atual campeã mundial e olímpica, vai à primeira semana da Liga das Nações sem algumas de suas principais jogadoras. Paola Egonu, Myriam Sylla, Alessia Orro e Anna Danesi serão poupadas. No entanto, isso não diminui o brilho da equipe, que terá a oposta Ekaterina Antropova como sua principal peça. Para Zé Roberto, a Itália é a equipe a ser batida. A partida entre as equipes acontece às 14h30 (de Brasília) de domingo (7).
— A Itália tem um voleibol, hoje, de primeiro nível. E as jogadoras que estão em ascensão e querendo uma chance vão vir bem, claro.
Empatada com os Estados Unidos, a seleção italiana é a maior campeã da VNL, com três títulos. No ano passado, ela atrapalhou os planos do Brasil, que ficou com a prata pela quarta vez - 2019, 2021, 2022 e 2025. Na última temporada, a amarelinha perdeu para a Itália, na final da Liga das Nações, por 3 sets a 1.

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